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Super Minion – Cap. 07 – Almoço

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— Hey moleque, estou feliz que você apareceu bem na hora. Isso estava prestes a ser um mal entendido, da maneira como as coisas estavam indo. Frankie não é realmente a pessoa mais esperta, se você sabe o que quero dizer. Heh, aposto que ele ainda acha que eu estava tentando fazer negócios no território Espada! Apenas me perdi, só isso. Tentei explicar isso para os colegas dele, mas parece que eles se parecem com Frankie. Maçãs da mesma árvore, sabe como é. Ah, lembre-se, eu estava negociando bugigangas e tranqueiras, menos negócios e mais trocas, entende, como uma venda de garagem. As pessoas simplesmente não entendem a fina arte do empreendedorismo, é uma pena, digo eu. Tipo quando…

Jasper estava surpreendentemente se revelando um fluxo interminável de informações. Embora a utilidade dessa informação fosse um tanto questionável.

— …Então eu digo a ele, por que você não vai até a parte de trás e dá uma olhada? O que pode acontecer? E não é que o danado pulou direto na cara dele! A coisa mais engraçada que já vi.

Definitivamente questionável. Pelo menos eu estava aprendendo a usar muitas palavras novas, como “ele” e “ela” e “moleque”. Jasper usava MUITO a palavra “moleque” para se referir a mim, ou qualquer outra pessoa que ele considerasse mais jovem do que ele. Aparentemente, minha baixa massa e minhas tentativas de fazer meu disfarce parecer o menos hostil possível fizeram com que ele decidisse que eu era um drone mais jovem. Suponho que isso seja tecnicamente verdade.

Depois de deixar o “metrô”, Jasper me levou a uma porta de metal embutida na parede do túnel. Estava trancada, mas Jasper a abriu em segundos, usando apenas um pequeno pedaço de metal, e coloquei aprender como fazer isso na minha lista cada vez maior de coisas a fazer. A porta levava para o que Jasper havia explicado ser a passagem de manutenção, mas ele rapidamente nos levou a um conjunto diferente de túneis labirínticos, afirmando que os Cs estariam usando o túnel de manutenção para chegar ao trem do metrô. Atualmente estávamos caminhando por uma seção de túneis que Jasper chamou de “esgoto”.

— Hmm, vamos ver… aqui em cima, moleque.

Ele escolheu uma nova direção aparentemente ao acaso quando chegamos a um cruzamento. Resolvi tentar perguntar como ele estava navegando, eu não me perderia, mas não tinha certeza se voltar para o túnel do metrô seria uma boa ideia com esses Cs que ele sempre mencionava.

— Jasper? Como você sabe onde está indo?

— Hmm? Ah, eu uso esses túneis para me locomover o tempo todo, é lento, mas geralmente bem seguro, contando que você tome cuidado com os ratos, eles são bem grandes por aqui. Eu estava fazendo um trabalho para a Hell– er, estava em alguns negócios na central, então pensei em pegar o metrô, me poupar do caminho e do incômodo. Não me ajudou em nada, sabe? De qualquer forma, me dei de cara com os ratos haha!

— Então, você trabalha para alguém?

— Não, não, eu faço trabalhos para meus clientes, mas Jasper P. Barnigan é seu próprio dono!

— Barnigan?

— Oh! Certo, certo, como fui rude! — ele disse quando parou abruptamente e se virou para mim. — Nós ainda nem mesmo fomos devidamente apresentados. Meu nome é Jasper P. Barnigan, empreendedor e extraordinário informante. Se você precisar de alguma coisa, qualquer coisa, posso conseguir para você ou indicar a direção certa por uma modesta taxa. Prazer.

Com isso, ele estendeu um dos braços com a mão verde coberta de quitina aberta. Eu não sabia como reagir a isso e hesitei. Era algum tipo de saudação? Aparentemente sim, porque sua expressão facial mudou quando eu não respondi corretamente a saudação.

Comparando referências…

Emoção mais provável: decepção.

Me arrisquei e o copiei, sua expressão voltando ao normal, ele agarrou minha mão, sacudindo-a vigorosamente antes de soltá-la novamente. Eu quase o ataquei, mas nenhuma de sua linguagem corporal sugeria perigo. Os drones têm saudações estranhas, aparentemente.

Ele começou a andar novamente antes de dizer:

— Então, como devo te chamar, moleque?

Pergunta estranha.

— Mas você me chama de moleque o tempo todo.

— HA! É bom ver que Frankie não prejudicou seu senso de humor, mas não se preocupe, eu saquei. Do tipo privado, pensa antes de falar e mantém suas cartas na manga. Eu respeito isso. Afinal, esta é a Cidade Fortaleza! A única coisa que guardamos mais do que nossas vidas são nossos segredos!

Cidade Fortaleza? Esse era o nome desta colmeia? E como segredos valeriam mais do que a sua vida? Eu estava obtendo mais perguntas do que respostas aqui. Eu gostaria pelo menos de saber mais sobre esta área.

— Jasper, você sabe onde estamos agora?

— Ah, claro, eu estava indo para E13 quando nossa viagem foi interrompida dessa forma tão rude. Para onde você está indo? Talvez eu possa apontar o caminho.

— Eu não estava indo para nenhum lugar em particular.

— Ha! Então você pegou um caminho errado em algum lugar, moleque, o setor leste não é exatamente um destino amigável para turistas, mas acho que você já sabia disso. É a sua primeira vez aqui?

— …Sim.

— Bem, então é uma pena que aqueles idiotas foram as primeiras pessoas que você conheceu. Dá uma má impressão né não? nem todo mundo é assim, eu prometo! Hmm, sabe, devemos estar perto da Maggie. Que tal você e eu pararmos para almoçar?

— Almoço?

— Sim! Eu não sei você, mas estou morrendo de fome. Maggie tem os melhores burgers de E13, tem gosto quase igual ao de verdade. Vamos, vou até te comprar um. É o mínimo que posso fazer depois que você esclareceu as coisas com Frankie para mim.

Comida? E compraria para mim?

— OK.

— É assim que se fala! Vamos ver, se me lembro é uma esquerda aqui, então a terceira direita… ou talvez a quarta direita? Não, não, terceira direita.

Jasper continuou a murmurar para si mesmo enquanto continuamos. Os túneis às vezes realmente eram um labirinto confuso. A seção de esgoto parecia bastante simples, mas entre os esgotos e a superfície havia um complicado sistema de câmaras e túneis. Não seria um problema para mim encontrar meu caminho de volta, mas admito que fiquei um pouco curioso porque esta parte da “cidade” parecia tão… ineficiente em comparação com o resto da infraestrutura.

— Os túneis são sempre tão confusos?

— Hmm? Oh não, apenas em torno das partes externas. Os Cs odeiam quando as pessoas mexem com a infraestrutura, mas aqui eles não podem ficar de olho em tudo. Vários capuzes fazem suas bases secretas e engenhocas e tudo mais aqui embaixo e então os esquecem. A única regra real é fazer bagunça no esgoto. O pessoal fica irritado quando o vaso sanitário entope e um desentupidor não resolve. Se você se perder, vá para o esgoto e procure uma porta de acesso. Não que você deva estar aqui, sabe! É perigoso aqui embaixo, ratos, criminosos, supervilões, bio-armas em fuga, ratos maiores ainda, essas são circunstâncias especiais, já que você tem o velho Jasper para mostrar o caminho. Eu posso te desviar de todas essas coisas facilmente. Se você precisar vir aqui de novo, fale comigo primeiro, e nós resolveremos com um desconto de dez por cento nas minhas taxas usuais de guia, o que acha?

— Uh.

— Tudo bem, tudo bem, vinte por cento. Você sabe bem barganhar para um moleque tão quieto. Não diga que o velho Jasper não é generoso.

Jasper liderou o caminho por mais túneis enquanto eu tentava absorver todos os termos que ele acabou de usar.

Haviam outras bio-armas que escaparam por aqui? Eu sabia, por ouvir os jalecos brancos, que eu era uma bio-arma. Se houvesse mais organismos como eu aqui, então eles também teriam escapado de uma câmara de teste como aquela de onde vim. O que significava que eles teriam mais experiência e poderiam ser tão fortes quanto eu, ou até mais. Ele os agrupou com “ratos” e “supervilões”. O que era um “rato”? Ou um “supervilão”? Eles eram menos perigosos do que uma bio-arma ou eram ainda mais perigosos? A maneira como ele os mencionou dava a impressão de que eu já devia conhecer esses termos, mas sem ver essas coisas pessoalmente, e ninguém para me explica, eu estava completamente ignorante. Claro, não parecia que saber cada termo era necessário, mas se eu errar um dos termos importantes que todos os drones conheciam, meu disfarce poderia ser descoberto. Se isso acontecesse… bem, eu me lembro como os outros drones agiram perto de Jasper, e ele nem era uma ameaça. Algo me diz que uma bio-arma em fuga seria tratada de forma um pouco diferente de Jasper. Talvez algo parecido com como um certo pelo amarelo acabou. Eu precisava saber mais.

— Então, você vê bastante dessas coisas aqui?

— Ah, claro, só outro dia eu vi um rato que vinha até os meus joelhos, tive que gritar e berrar algo forte para afugentá-lo. Me lembra desta vez que–

Potencial de combate estimado de Jasper: insignificante.

Ok, talvez eu estivesse preocupado por nada. Se Jasper usa esses túneis “o tempo todo”, então quão ruins essas coisas realmente podem ser? Talvez eu possa até caçar um pouco aqui.

— Ah, chegamos. Poderia me dar uma mão com isso? O que acha de me dar uma mão aqui? — Jasper tinha, desta vez, parado em uma barreira de aparência estranha. Pela primeira vez não era um retângulo, em vez disso era circular com uma grande dobradiça mantendo-a pressionada contra o baixo teto deste túnel. Na frente havia uma alça circular, que Jasper estava puxando para me mostrar onde segurar. Juntos, giramos a alça circular até que o mecanismo interno abriu e, com um puxão, a barreira se moveu. Da nova entrada surgiu uma série de barras fundidas que proporcionariam uma subida fácil até a abertura. Um dispositivo de barreira habilmente feito, embora eu questionasse sua eficiência. E sua necessidade. Quando questionei Jasper sobre isso, ele apenas disse que os supervilões eram do “tipo excêntrico”.

Jasper liderou o caminho para cima, e no topo do túnel estava outra das barreiras, embora desta vez menor. Ele a abriu e a luz desceu pelo túnel, a primeira que vimos desde que saímos do túnel de manutenção. Depois que ele saiu, ele me ofereceu a mão e eu o deixei me puxar para fora do túnel.

A área em que emergimos era interessante. Ficava entre dois “edifícios”, cada um parecia ter quatro andares de altura, e seu design era anormal. Embora o design básico de cada edifício já tivesse sido gual, ambos os edifícios agora tinham tubos de metal e suportes saindo deles em lugares estranhos. Originalmente parecia que ambos tinham algum tipo de barra de metal fundida, semelhante às que acabamos de usar, instalada nas laterais para subir e descer (havia portas embutidas na parede ao lado delas), mas em algum momento, uma delas foi convertida em um grande tubo que se curvava e descia até o andar térreo, terminando perto do túnel de onde havíamos acabado de sair. Se alguém entrasse do topo, imagino que eles deslizariam até o chão. A outra passagem parecia ter sido canibalizada por peças e não era mais segura para atravessar. O próprio solo estava cheio de objetos. Vários pedaços quebrados de “vidro”, pedras, “papel” e um grande recipiente de metal com um… grande assento acolchoado no topo? Qualquer que fosse o propósito dessas coisas, este lugar definitivamente carecia da organização da “central”.

Jasper terminou de fechar o túnel e, depois de se alongar, disse:

— Ah, a boa e velha E13. Só estive fora por algumas horas e parece que foi há dias. Todo aquele alvoroço, eu acho. Vamos, este beco fica a apenas um quarteirão de distância da Maggie.

Eu segui Jasper para fora do estreito “beco” e, em seguida, pelo caminho enquanto ele me levava ao nosso destino. Do lado de fora era, bem, caótico é a palavra principal que eu usaria para descrever esse espaço. Quase todos os edifícios tinham entre três a quatro andares e sua estrutura original era visível, mas, assim como o beco, tudo tinha pequenas modificações e alterações. Aqui, um edifício teve o material de vidro original removido e substituído por uma tela de arame (daria choque?), lá um edifício tinha várias pontes de pedra conectando-o aos edifícios ao redor. A maioria dos andares inferiores parecia ter sofrido muitas modificações e agora lembrava os dispensários de alimentos do metrô. Sinais estavam por toda parte, declarando “Aberto” ou “Fechado”, e vários deles eram formados por tubos translúcidos brilhantes.

E os drones eram tão variados quanto.

Eles usavam muitas coberturas diferentes, muito mais do que as que eu havia visto na central. As coberturas azuis para as pernas ainda eram numerosas, mas fora essas não havia nenhum estilo predominante. Alguns usavam coberturas adicionais, alguns usavam menos, e havia um aumento notável na quantidade de coberturas que exibiam desenhos e símbolos complexos.

Modificações corporais também eram vistas em maiores quantidades. Havia mais símbolos embutidos na pele e, em vez de serem limitados a um ou dois, alguns drones tinham grande parte de seus corpos cobertos por eles. Os piercings de metal também eram mais numerosos. Na central, alguns drones haviam perfurado as orelhas com pequenos pedaços de metal, mas aqui eu notei que eles também perfuraram outras partes do rosto, como o nariz e perto da linha de pelos acima dos olhos. Recuei interiormente quando passamos por um drone em particular que havia criado uma rede complicada de correntes em volta em sua face. Eu entendi que a maioria dos drones eram designados para tarefas diferentes de combate, mas as correntes seriam tão ineficientes em combate! Um bom puxão e a maior parte de seu rosto provavelmente viria com elas.

As coberturas e modificações eram boas notícias para mim, mas a melhor coisa foi a variação biológica que vi entre os drones. Embora eu não tenha encontrado uma colônia de drones-quitina, cerca de um em cada vinte drones que vi tinha algum tipo de modificação biológica. Às vezes era pequena, como um par extra de olhos que ampliava seu campo de visão, mas em outros casos eu vi modificações pesadas. Um exemplo importante foi um drone coberto de quitina vermelha semelhante a Jasper, mas neste caso a carapaça era mais espessa e uma das mãos havia sido modificada em uma garra gigante. Um óbvio modelo de combate.

A população média de drones também parecia muito mais tolerante com anormalidades. Mesmo que, pelo que vi, alguns dos drones modificados ainda tinham um amplo espaço vazio ao seu redor, mas isso era reservado principalmente para os maiores modelos de combate, e a distância parecia ser para razões mais práticas, como evitar os espinhos e garras que essas variantes frequentemente possuíam.

— Melhor pegar seu queixo do chão, moleque. Você parece um caipira com seus olhos rolando para todos os lados. — Disse Jasper para minha confusão.

— Minha mandíbula está firmemente presa?

— HA! Você é hilário, moleque.

Ah, suponho que estava olhando demais. Havia simplesmente muitos detalhes para serem notados. Talvez mais tarde eu devesse formar um par extra de olhos como os de Jasper, eles pareciam comuns o suficiente para não atrair atenção.

Por fim, paramos em frente a um edifício que parecia um pouco normal em comparação com alguns que eu havia visto. O que realmente o diferenciava eram os cheiros maravilhosos que eu estava detectando vindo do andar de baixo. A frente havia sido modificada em uma parede de vidro com barras de metal soldadas sobre ela e, acima da entrada, grandes símbolos iluminados exibindo “Café Nascer do Sol da Maggie”.

— Ah, chegamos. Legal, certo? Ela tem um bom café. Vamos, vou apresentá-lo — Jasper disse enquanto liderava o caminho para a entrada. A porta tinha uma barra simples para empurrar e puxar, e vidro colocado na moldura de metal para ver o outro lado. Quando Jasper empurrou a porta, um pequeno alarme soou uma vez! Mas eu acho estava tudo bem? Ele entrou como se isso fosse completamente normal.

Dentro, o ar cheirava ainda melhor. Do lado esquerdo da sala havia dezenas de dispositivos que não reconheci, feitos de metal e polidos até que você pudesse ver seu reflexo neles. Separando a sala e eles havia uma longa barreira com uma superfície plana, ao lado da qual havia assentos redondos e finos embutidos no chão por uma única barra de suporte na parte de baixo. Do lado direito havia muitos assentos almofadados dispostos para circundar mesas planas que se projetavam da parede. Parecia que este lugar esperava que drones se alimentassem aqui. Todos os dispensários da área do metrô dispensavam a comida dentro de contêineres que o drone poderia levar consigo.

— Só um momento!Apenas limpando depois da hora do almoço, sentem-se em qualquer luga– JASPER!

O drone que falou veio de uma abertura atrás do superfície grande e plana. Baixa, robusta, cabeça com pelo marrom amarrado em um maço e uma cobertura vermelha manchada que “ela” usava na frente. Ela tinha uma carranca em seu rosto que me fez pensar em um furioso pelo marrom, e ela caminhou até Jasper de uma maneira que eu achei igualmente intimidante.

Estimado nível de ameaça: moderado.

— Pensei ter dito que não queria te ver aqui de novo! Eu não permito negócios no meu café!

— Mas Maggie, eu n–

— Não me venha com ‘mas Maggie’! Da última vez que você foi pego, os policiais vieram aqui pensando que era um maldito esconderijo de drogas! Estou tentando ganhar a vida aqui Jasper!

— Maggie eu–

— E quem é esse que você trouxe com você, hein? O que ele está usando?

— Eu não estou traficando Maggie! Prometo! O moleque é apenas um turista! Ele se deparou com alguns Espadas e pensei em ajudá-lo.

— Por pura boa vontade, tenho certeza.

Então ela se virou para mim:

— E então, garoto? É conversa fiada dele ou o quê?

Eu olhei entre os dois. Maggie, séria, estava olhando para mim, e os olhos arregalados de Jasper que ele continuou movendo para tentar sinalizar algo. Eu tinha certeza que estávamos em perigo, uma pena que não conseguia entender o que Jasper estava tentando transmitir. Decidi me ater à verdade.

— Ele disse que me compraria um hambúrguer.

Com isso, ela me olhou de cima a baixo e eu fiquei imóvel. Se ela atacasse, eu sairia correndo.

Finalmente sua inspeção terminou e ela suspirou.

— Tudo bem, vá a uma mesa, eu acabei de limpar o balcão. Dois números um, certo? Você tem dinheiro para isso Jasper?

— Eu tenho vale Maggie.

— Dá aqui.

— Awn Maggie, ta tudo bem, você sabe disso.

— Quer que eu quebre seu braço?

— Bem aqui, minha senhora, tá bem aqui.

Ele entregou a ela um dos retângulos planos que vi drones usando no metrô. Ela o trouxe para um dispositivo no “balcão” enquanto Jasper me levava até uma das “mesas”. Depois de inserir o “vale”, Maggie grunhiu no que pareceu ser surpresa. Em seguida, ela encheu dois recipientes de vidro com água e os trouxe para a nossa mesa, e devolveu o vale de volta para Jasper.

— Dois tofu burgers, então?

— E uma porção de batatas fritas, Maggie.

— Sim, sim.

Ela foi para trás do balcão e em uma sala ao lado, de onde logo pude ouvir sons de metal batendo. Nos próximos vinte minutos, Jasper falou comigo sobre uma variedade de tópicos, principalmente centrados em seu “negócio crescente”, e tentando me convencer de que ele era o melhor informante do setor. Enquanto ele falava, os cheiros vindos da sala atrás do balcão aumentaram, e eu percebi meus olhos vagando para a entrada em antecipação mais de uma vez.

Finalmente Maggie apareceu segurando uma bandeja cheia de comida. Ela colocou um container do que presumi serem as “batatas fritas” entre nós e, em seguida, deu a cada um de nós um disco achatado com o que deve ser um “burger”, antes de voltar para trás do balcão. Era muito diferente da pasta de nutrientes com a qual eu estava acostumado, parecendo ser vários tipos de material orgânico sólido em camadas uns sobre os outros. O cheiro que vinha dele era maravilhoso.

Na minha frente, Jasper estendeu a mão para alguns pequenos pacotes de papel colocados ao lado da parede. Rasgando um, ele derramou em seu copo de água, que ficou de uma cor rosa brilhante. Em seguida, pegou algumas batatas fritas e as colocou dentro do burger antes de dizer “Bon Appetite!” e dando uma mordida. Eu o copiei antes de dar uma mordida no meu.

A próxima coisa que eu sabia é que meu burger tinha sumido.

Estimado retorno de recurso: 85%

Eu havia comido o burger inteiro em poucos instantes, incapaz de me conter. Tinha um gosto tão bom!Nunca imaginei que algo pudesse ter um gosto tão bom. E o retorno de recursos era fenomenal, os nutrientes empacotados no burger de forma tão densa que era melhor do que uma quantidade igual de carne de pelo amarelo por uma larga margem. Eu tinha mais uma vez subestimado a engenhosidade dos drones, este burger foi realmente feito para ser comido.

Embora comê-lo tão rápido possa ter sido um erro. Jasper estava olhando para mim com os olhos arregalados, e ele nem tinha terminado de comer sua primeira mordida. Meu disfarce foi comprometido? Talvez. Ele terminou de mastigar e engolir seu pedaço de burger antes de dizer:

— Gostou do burger, hein moleque?

Ele ainda estava me chamando de “moleque”. Ainda bem. Acho que responderia às perguntas dele por enquanto. Ele tinha sido decididamente não hostil até agora, e eu sempre poderia fugir.

— É a melhor coisa que já provei.

— É, eu, mas. Caramba moleque! É apenas carne falsa com pão!

— O QUE VOCÊ DISSE!?

— N-nada Maggie! O moleque realmente adora seus burgers!

Jasper continuou em voz baixa:

 — Quando foi a última vez que você comeu, moleque?

Hmm, sem contar o café, foi a carne do pelo amarelo…

26 horas, 34 minutos, 44 segundos;

— Ontem de manhã.

Jasper me olhou por um momento antes de suspirar, e então ele lentamente empurrou seu prato, com o burger, para mim.

— Aqui, moleque, mas coma devagar, pelo amor de Deus.

Ele… ele estava me dando seu burger?

De repente, fiquei muito feliz por não ter matado ele no esgoto.

Comi o mais devagar possível, saboreando-o, enquanto Jasper mordiscava as batatas fritas, estranhamente quieto. Ele parecia estar pensando intensamente em algo, até que disse:

— Então, qual é moleque, mutavus ou um despertar ruim?

Eh? O que eram essas coisas?

— Oh, não me olhe assim. Você obviamente não é um normie. Nenhuma pessoa normal luta contra quatro pessoas com facas, um super, devo acrescentar, e vence. Ou caminha por quilômetros de túneis escuros sem se preocupar. Achei que você poderia querer se infiltrar quando me seguiu desde a estação e então convenientemente me “salvou”, mas se é seu objetivo, é a pior tentativa que já vi. Portanto, é uma das quatro coisas. Um, seus benedici decidiram ser super legais com você e você está se divertindo como um idiota. Dois, você teve um bom trigger e, novamente, está se divertindo como um idiota. Três, você tem mutavus e foi expulso, ou está fugindo. Quatro, você teve um trigger ruim e está fugindo. Bem, você pode ser uma planta ruim, mas não me parece um idiota. Então, qual é?

Eu não sabia como reagir a isso. Ele sabia que eu o estava seguindo? Eram muitos termos novos. Eu pelo menos sabia uma coisa que ele disse.

— Estou fugindo.

— Como pensei. Ainda tem o pedaço do seu bilhete?

Eu tinha, e o mostrei a ele.

— Muito bom, você não é estúpido. Esse bilhete vale para duas viagens, recomendo usá-lo para voltar de onde você veio. Se você teve um trigger ruim, os capas vão ajudar, você não pode ser culpado por um despertar ruim. Se for mutavus, então lamento ouvir isso, mas você deve ir à polícia, eles podem te dar recursos.

Eu considerei o que ele disse. Aparentemente, eu ser uma bio-arma em fuga não estava em sua lista de possibilidades, o que era revelador.

— E se eu não puder voltar?

Sua expressão tornou-se severa e ele considerou o que eu disse por um momento.

— Me dê seu pedaço de bilhete por um segundo.

Eu o deslizei para ele, e ele pegou uma pequena haste fina. Com ela, ele inscreveu vários símbolos no material antes de deslizá-lo de volta para mim.

— Se você realmente não tem outra opção, vá para esse endereço amanhã. A essa altura, eles já devem estar contratando, e se for esperto, você pode ganhar algum dinheiro. E não mencione que te contei isso… a menos que você se saia bem, é claro.

Ele se levantou da mesa.

— Agora eu tenho que ir garoto, negócios a serem feitos. Coma seu burger e fique esperto, o Verão Bizarro está chegando.

E então ele saiu, pegando um punhado de batatas fritas no caminho e murmurando sobre corações partidos e enlouquecendo sob sua respiração.

Eu considerei seu conselho.

— Ei Maggie.

— Que foi, meu querido?

— Posso confiar em Jasper?

Ela soltou uma risada e zombou disso.

— Ele é uma doninha escorregadia e seus sotaques falsos não valem um centavo… mas ele é o melhor informante em E13. Ele é pelo menos bom nisso.

Continuei comendo meu burger.

Não voltei ao metrô.

E quando provei a água rosa quase “perdi minha maldita cabeça”.

 


 

Tradução: Lodis

Revisão: Mori & Fran

 

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