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My Disciple Died Yet Again – Arco 05 – Cap. 139 – Eu Preciso Ser Tão Azarada Assim?

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Aquela mulher parecia estar ferida, pois tinha desmaiado no chão. A sua respiração estava extremamente fraca, e também parecia estar no último suspiro. Ao ver aquilo, Zhu Yao sentiu uma forte vontade de lhe dar um chute.

 

Mas ela mostrava-se muito capaz. Embora estivesse ferida, a absorção de energia divina não parava, como se estivesse usando, por instinto, a energia para restaurar os meridianos danificados do seu corpo.

 

Isso não era um bom sinal.

 

— Que tipo de cogumelo é esse? — O cogumelo, curioso, deu várias voltas ao redor da mulher. — Parece bem estranho, muito mais do que o espírito de pedra.

 

— Não é um cogumelo. — corrigiu Zhu Yao. Aos olhos dele, tudo no mundo era cogumelos? — Ela é uma praticante divina.

 

— Divina? Quer dizer que também cultivou para se tornar uma Divindade? — O cogumelo ficou um pouco animado.

 

— Sim. — Este não era o Reino Divino? Todos deviam ser Divindades, não?

 

O cogumelo observou a mulher inconsciente no chão mais uma vez e revelou um olhar de desgosto.

 

— Ela é realmente feia. Tem cores demais e não tem uma boa aparência como a minha.

 

Que cores demais? O que ela estava usando se chamava roupas, entendeu? Zhu Yao ficou sem palavras ao ver um cogumelo desprezar um ser humano.

 

— É melhor nós nos apressarmos e irmos embora. — urgiu ela. Embora não soubesse por que essa pessoa acabou caindo ali, não tinha garantias de que a mulher não entenderia tudo ao ver o seu corpo de jade quando acordasse. Como um jade imóvel e um cogumelo que possuía um poder de combate igual a zero, não chegavam nem perto de serem oponentes para ela. — Ela não é uma boa pessoa.

 

— Por quê? Ela já te incomodou antes? — O cogumelo ficou sem palavras, e o seu senso de justiça explodiu no mesmo instante. Todo o seu corpo de cogumelo ficou vermelho-vivo. — Não tema. Quando ela acordar, vou me vingar por você.

 

— Não vai conseguir vencer. — De onde um cogumelo, que ainda não tinha aprendido uma arte divina nem cultivado até a forma humana, tiraria tanta confiança assim?

 

— Nem vem! — O cogumelo ficou nervoso por um momento, então saltou com força. — Sou o único cogumelo desta floresta que se tornou uma Divindade. Não há nenhum outro que seja capaz de me derrotar. Como esse cogumelo recém-chegado e horroroso pode me derrotar?

 

Ela já tinha lhe dito que essa mulher não era um cogumelo, por isso ficou sem palavras.

 

O cogumelo, no entanto, já estava sentado ao lado da mulher e tinha decidido que dali ninguém o tirava.

 

Eita, só por causa de alguns elogios, passou a acreditar que era o todo poderoso. Zhu Yao ponderou por um momento e, de repente, teve uma ideia.

 

— A sublime Divindade cogumelo é obviamente inabalável e não teme as Divindades menores. Mas… — Zhu Yao, de propósito, usou um tom de preocupação.

 

Como esperado, o cogumelo, curioso, virou a cabeça.

 

— Fiquei sabendo que essa praticante divina sempre foi uma ardilosa astuta. E também tem muitos maus hábitos.

 

— Que tipos de hábitos?

 

— Ela gosta muito de comer cogumelos. E quanto mais bonitos e brancos, mais ela adora. Além disso, é do tipo que come cru.

 

O cogumelo estremeceu e, com um leve puxão, se retirou da terra. Dando alguns passos trêmulos para trás, olhava com medo para a pessoa ali deitada.

 

— Ela come cogumelos! Como eu imaginava, é maligna demais.

 

— Isso, isso. Alguém como ela não é digna de fazer a sublime Divindade agir.

 

— Certo, certo. — O cogumelo assentiu consecutivamente, como se tentasse esconder algo. — Hmph, então vou deixá-la em paz por enquanto. Vamos para casa.

 

Depois de dizer isso, ele se virou e correu igual a um louco pelo caminho em que vieram.

 

Zhu Yao olhou várias vezes para o local em que a mulher estava inconsciente. Não estavam muito longe, por isso, de repente, mudou de ideia.

 

— Espere um minuto.

 

— Por que devemos esperar? — O cogumelo parecia estar muito assustado mesmo — Vamos ser comidos.

 

— Ela está perto demais do local em que vivemos. Quando acordar, ainda conseguirá nos achar. — Além disso, quando se aventuraram por aquela região antes, já tinha aberto um caminho sem perceber. Quando chegasse a hora, aquela putinha só precisaria seguir o trajeto para encontrá-los.

 

— O que devemos fazer então? — O cogumelo mostrava-se um pouco agitado. Ele viveu durante muitos anos, e o que mais temia era ser comigo. — Vamos nos mudar? — Mas fazia várias dezenas de milhares de anos que vivia ali. Aquele terreno era a melhor casa para ele.

 

Zhu Yao hesitou por um momento. Olhando para o buraco no chão, do qual o cogumelo saltou, teve uma ideia de súbito.

 

~*~

 

Três dias depois, a gravemente ferida Tao Manfeng enfim despertara.

 

Mas ela percebeu que estava em um buraco profundo. A cratera tinha vários metros de profundidade, quase quatro vezes a altura dela. Ao redor da cratera, não havia lugar algum para se apoiar, adicionando o fato de que os seus ferimentos eram mais do que severos e que também foi atingida por um Relâmpago Celestial, não era capaz de usar a sua Arte da Espada Voadora nem tinha forças para escalar.

 

Pensou por um momento e decidiu meditar para restaurar um pouco da sua energia divina. A sua localização atual devia ser abaixo do Palácio Divino do Relâmpago. Yu Yan foi impiedoso com os seus ataques, não era certo que ele iria atrás dela, e ela não sabia por quanto tempo permaneceu inconsciente. Se fosse descoberta, quando chegasse a hora, mesmo que quisesse fugir, não conseguiria.

 

Quando pensou sobre isso, Tao Manfeng sentiu-se extremamente ofendida. Acreditava que a sua atuação estava perfeita, então como ele foi capaz de a reconhecer assim, do nada? Na primeira vez que Yu Yan apareceu diante dela, sua expressão mostrava que não a conhecia também. Até mesmo quando ela disse que tinha perdido as memórias, ele apenas pensou por um tempo, aceitando logo em seguida.

 

Tudo foi estranho demais, como se tivesse começado quando pegou aquele jade divino inútil.

 

A expressão dela mudou, então começou a estender a mão com pressa para tocar a cintura. No entanto, percebeu que não havia nada além de um lugar vazio. Aquele pedaço de jade divino desapareceu? Ela procurou por um tempo e percebeu que não havia traço dele em lugar algum. Quando foi que o derrubou? Realmente não sabia o que tinha acontecido? Será que o pedaço de jade era o motivo?

 

Em um instante, a névoa em seu coração desapareceu em grande parte. Não importava o quê, precisava se apressar e sair daquela cratera para encontrar o pedaço de jade.

 

Tao Manfeng acalmou o coração e começou a meditar, recuperando a sua energia divina com toda a força. Os seus ferimentos eram graves demais, então, caso não descansasse por três ou cinco anos, seria impossível se recuperar. Entretanto, se fosse simplesmente sair daquele buraco, não teria muita energia divina.

 

Três dias depois, ela acumulou um traço de energia divina. Usando a Arte de Levitação, conseguiu sair.

 

Ao levantar a cabeça, olhou para o céu escuro e, então, para o Palácio Divino do Relâmpago, o qual estava cercado por raios de relâmpagos de tribulação ao longe. Respirando fundo, justo quando planejava se virar para partir, deu dois passos e pisou em falso.

 

Boink!

 

Caiu em outro buraco profundo.

 

Tao Manfeng: — …

 

Ficou um pouco surpresa por um momento. Por que havia outro buraco ao lado!? Aguentando a dor devido aos ferimentos que se abriram novamente, rastejou. Quando pensou em usar a Arte de Levitação mais uma vez, percebeu que o seu Dantian já estava vazio. Portanto, a única coisa que podia fazer era aceitar o seu destino e começar a acumular a próxima onda de energia divina.

 

Mais três dias se passaram, e ela finalmente foi capaz de sair do segundo buraco. Olhando para as duas enormes crateras que estavam alinhadas lado a lado, só pôde aceitar o fato de ser azarada. Virando-se, caminhou na direção oposta, mas acabou pisando em falso de novo e caiou no terceiro buraco. Boink!

 

 

Tao Manfeng sentia-se desconfortável com os arredores agora.

 

E mais três dias se passaram…

 

Então caiu no quarto buraco.

 

Só quando estava agachada nas profundezas do quinto buraco que percebeu que algumas coisas estavam um tanto estranhas, como se alguém estivesse lhe pregando uma peça de propósito. Tinha certeza de que o terreno do lado de fora estava repleto de buracos, mas não conseguia sentir a presença de nenhuma Divindade.

 

Desta vez, decidiu ter mais cuidado ainda. Três dias depois, não usou a Arte de Levitação de novo, ao invés disso, começou a tratar os seus ferimentos com seriedade.

 

Apenas no décimo quinto dia que ela saiu voando em sua espada. Depois de olhar para os cinco buracos profundos no chão, sem demorar mais, voou na direção sudeste.

 

Quando nenhum movimento podia ser ouvido, sob uma pilha de terra do tamanho de um humano próxima de uma árvore não muito longe, um chapéu de cogumelo apareceu.

 

— Ela já foi? — O cogumelo procurou pelos arredores por um tempo. Ao perceber que não via nenhum humano por ali, saltou. — Ótimo, ela meteu o pé mesmo. Aquela humana comedora de cogumelos se mandou. Estamos a salvo agora.

 

Ele, animado, saltou várias vezes, balançando a grande árvore ao seu lado, fazendo com que suas folhas caíssem no chão. Então, pareceu ter se lembrado de algo. Dando um pulo de volta para o lado da árvore, ele emitiu uma luz branca e, logo depois, mergulho de volta na pilha de terra. Inclinando o corpo, retirou um pedaço de jade.

 

— Espírito de pedra, você estava certo. Este método fez mesmo ela sair por conta própria. Como esperado do meu subordinado, parece que a minha inteligência foi passada para você. — O cogumelo revelou um olhar complacente e não se esqueceu de se elogiar um pouco.

 

Zhu Yao não o refutou, deixando que ele se sentisse orgulhoso. Ela pediu para que o cogumelo criasse esses buracos de propósito. Não eram apenas cinco, mas sim dezenas que foram cavados ali perto deles. Para cada dois passos que desse, um buraco seria encontrado. Aquela putinha claramente tinha sido ferida por alguém. Depois de despertar, mesmo que não caísse, ao descobrir que havia vários buracos por perto, não importava como, ainda pensaria que alguém estava armando contra ela. Então, depois de se lembrar da pessoa que a feriu, a sua primeira reação seria fugir desse lugar perigoso.

 

— Espírito de pedra, vamos tomar banho de lua. — O cogumelo estava bem animado. Nestes últimos dias, para evitar que a mulher percebesse a presença de ambos, não foram capazes de se moverem por aí durante um tempo. Temiam que os seus movimentos pudessem ser grandes demais, fazendo com que mulher os descobrisse. Agora que a crise foi evitada, e a noite era de lua cheia, o cogumelo, naturalmente, sugeriu.

 

— Tudo bem! — O lua era capaz de providenciar auxílio para o seu cultivo, por isso que Zhu Yao não recusaria a sua proposta.

 

Então, com ela em seu chapéu, ele saltou para fora do dossel de árvores e chegou até um terreno espaçoso. Sob a luz da lua, justo quando estavam prestes a começar a absorver a essência do luar, uma voz de mulher ressoou do céu.

 

— E eu estava imaginando quem poderia ser. Mas não passava de um espírito de cogumelo. — Tao Manfeng, que tinha partido há pouco, voltou, e agora encarava com frieza o cogumelo gigante logo abaixo. — Um mero espírito que cultivou a partir de um cogumelo se atreveu a pregar peças nesta Divindade.

 

O cogumelo tomou um susto, e todo o seu corpo começou a ficar pálido.

 

— Me salve, eu vou ser comido. — Dando meia volta, saltou para trás de uma árvore e, como um avestruz, enfiou a cabeça na pilha de terra em que tinha se escondido antes.

 

Zhu Yao foi arremessada, instantaneamente chocando-se contra o tronco da árvore. No fim, caiu sobre a pilha de terra. Que infernos, ele estava se achando todo sobre o quão incrível era antes, mas por que estava agindo como um avestruz agora? Onde foi parar o orgulho de cogumelo dele, hein?

 

— Jade! — Os olhos da mulher brilharam, e ficou claro que havia visto Zhu Yao. — Você estava mesmo aqui.

 

Com um olhar alegre de surpresa, estava prestes a se aproximar com a sua espada voadora para pegar Zhu Yao. E Zhu Yao até tinha a intenção de morrer agora, pois já sabia que o cogumelo não era confiável.

 

Quando estava prestes a parar nas mãos da mulher mais uma vez, uma mudança súbita ocorreu naquele momento.

 

Raios de relâmpagos celestiais desceram do céu. Como balas de canhão estivessem sendo disparadas, acompanhadas por trovões ensurdecedores, atingiram o chão com toda a força. A luz deles preencheu toda a floresta da montanha por um instante. Os arredores ficaram repletos com uma energia assustadora, e os barulhos trovejantes pareciam estar celebrando a chegada do ano novo.

 

E, no céu, duas silhuetas indiscerníveis estavam envolvidas em uma batalha intensa. Ambas lutavam com encantos e artes, e o raio de alcance das ondas de choque do duelo deles era grande demais.

 

Tao Manfeng entrou em pânico e se escondeu dos raios que cintilavam ao redor dela. Olhando para a jade que estava sob a árvore não muito longe dela, cerrou os dentes, mas ainda voou para longe com a sua espada no final.

 

Depois que partiu, os trovões celestiais tornaram-se ainda mais altos. Além disso, havia até um raio vindo na exata direção da árvore alta em que Zhu Yao e o cogumelo estavam.

 

Eu preciso ser tão azarada assim!?

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