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My Disciple Died Yet Again – Arco 02 – Cap. 36 – Um Bebê Trata Comida Como o Paraíso

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Zhu Yao voltou mais uma vez ao Pico da Floresta de Jade. Ao mesmo lugar. Ao mesmo quarto. Ao mesmo mestre…

 

Queria muito chorar e, ao se lembrar da cena anterior, não conseguiu aguentar a vontade de pisar no rosto dele.

 

— Menina levada! — Yu Yan, com calma, baixou a perninha dela e colocou a pessoinha, que nem mesmo conseguia ficar de pé, sobre a cama. Ele a observava enquanto ela engatinhava de um lado para o outro, e quando estava prestes a descer da cama, ele não teve escolha a não ser pegá-la e colocá-la no lugar de novo. Assim, esse processo se repetiu várias vezes.

 

Yu Yan olhou para a pequenina travessa e, por um momento, não soube o que fazer. Nunca tinha cuidado de uma criança antes, quanto mais alguém que nem sabia falar ainda.

 

A única experiência em cuidar de alguém veio daquela sua discípula idiota, a qual já havia falecido. Ao se lembrar disso, sentiu-se um tanto triste. Depois de esperar por dez mil anos, finalmente foi capaz de conseguir uma discípula, para a qual ensinou com cuidado e se preocupou ao máximo. No entanto, ainda foi morta por um demônio raposa na primeira vez que saiu para ter experiência de campo.

 

No momento em que ela foi ferida, ficou sabendo na mesma hora, por isso correu o mais rápido que pôde, pois, com seu nível de cultivação, contanto que a alma dela não tivesse partido para muito longe e reencarnado, poderia salvá-la. Entretanto, o mais estranho era que ela não mostrava sinais de que acordaria, independentemente da arte que usasse nela. E a marca divina em sua testa, a que pertencia a um discípulo sucessor, para sua surpresa, não tinha desaparecido. Isso era algo muito irracional. A morte de alguém era como uma vela que se extinguiu; além de usar artes místicas relacionadas ao chamado da alma, não havia outra que pudesse ser efetiva em uma pessoa morta, a menos que ela ainda não tivesse morrido.

 

Hoje, por pura coincidência, passou pelo reino mortal e, de repente, sentiu a sua marca divina. Quando se apressou, viu uma jovem bebê, enrolada como um pãozinho branco, engatinhando para longe enquanto era perseguida por um bando de empregadas.

 

Para a reencarnação de almas, normalmente, levaria cerca de, no mínimo, alguns milhares de anos, não passando de dez mil. Por este motivo, o primeiro pensamento que lhe passou pela mente foi uma possessão de corpo, entretanto, possuir o corpo de outra pessoa era algo que só poderia ser feito por aqueles cuja cultivação estivesse no nível da Alma Nascente. Não importava o quão avassaladora a idiota da sua discípula fosse, era impossível ela avançar para o nível da Alma Nascente em apenas alguns dias. Além disso, com sua personalidade pura e simples, mesmo que estivesse prestes a morrer, não colocaria suas mãos em um bebê.

 

Ele escondeu sua figura e, então, usou uma arte para que os mortais ignorassem automaticamente a existência dele e do bebê. Depois, com cuidado, inspecionou o mar da alma dela; a alma e o corpo estavam muito bem ligados, e não parecia que tinha sido possuída. Portanto, a conversa sobre tê-la aceitado como discípula foi algo da boca para fora, e até mesmo a levou consigo por impulso.

 

Entretanto… e agora?

 

Olhando para a pequenina, que já tinha começado a engatinhar de novo e colocado a mão dele na boca, entendeu algo.

 

— Está com fome?

 

Zhu Yao levantou a cabeça e olhou direto nos olhos dele. Apenas queria mordê-lo de raiva, mas se esquecera de que não tinha dente algum e que a mão de seu mestre era dura, por isso sua gengiva começou a doer.

 

— Sente-se aqui e comporte-se, vou preparar um pouco de comida. — Depois de dizer isso, partiu. Logo em seguida, trouxe alguns pratos, grandes e pequenos, de arroz e vegetais.

 

— … — Ela olhou para ele com uma expressão impassível. Fazia sentido um bebê comer arroz? Por um momento, sentiu que sua gengiva começou a doer ainda mais.

 

— Não gosta disso? — Ao vê-la virando a cara para o arroz e para os vegetais, um certo mestre ficou um tanto confuso. Essa discípula parecia ser mais difícil de criar do que a última.

 

Zhu Yao, sem explicação alguma, já tinha começado a engatinhar para fora da cama de novo e, mais uma vez, foi erguida por um certo mestre. Yu Yan a ergueu bem alto, olhou para a esquerda e para a direita, como se pensasse sobre o que dar de comer para ela. No fim, deu um longo suspiro. Abraçando-a com força, usou sua espada voadora e foi até o Pico Principal. Ainda era melhor perguntar a alguém que tinha uma rica experiência em criar discípulos.

 

Então, o Reverendo Zi Mo, aquele que tinha a tal rica experiência, ficou chocado mais uma vez com o seu Tio Marcial Ancestral, que apareceu em seu quarto.

 

— Tio Marcial Ancestral, já retornou? — Desde que a sua Pequena Tia Marcial faleceu, ele tinha mudado o comportamento de ser um hikikomori, o qual teve por dez mil anos, e se aventurava com frequência no mundo exterior. Mas por que voltaria agora, tão de repente? E a coisa que carregava… — Hein, Tio Marcial Ancestral, quem é esse bebê? — Não me diga… Uma grande novela apareceu na mente de Zi Mo.

 

— Discípula! — falou Yu Yan, calmo, despedaçando a imaginação de Zi Mo.

 

Ele ficou ainda mais chocado.

 

— Tio Marcial Ancestral, você aceitou outro discípulo? — Depois de pensar profundamente por um tempo, fazia sentido, pois precisava de outra pessoa para assumir o Pico da Floresta de Jade. Entretanto, nunca imaginou que encontraria alguém que possuía a Veia Espiritual de Relâmpago tão rápido.

 

Hm, espere aí. A criança não parecia ter um ano sequer. Logicamente falando, não devia ser possível testar as veias espirituais dela ainda.

 

Yu Yan não tinha intenção alguma de explicar e apenas passou Zhu Yao para os braços de Zi Mo.

 

— Ela está com fome.

 

Oi? Zi Mo ficou surpreso, seus pés estavam enraizados no chão. Por que me procurou quando ela ficou com fome? Não é como se eu pudesse produzir leite para um bebê.

 

— Tio Marcial Ancestral, eu…

 

Zi Mo estava prestes a explicar, mas Yu Yan mostrou-lhe um olhar frio. Seus olhos diziam com clareza: “Se não der um jeito nela, eu vou dar um jeito em você”. O Reverendo Zi Mo tremeu, engolindo em silêncio a última metade do que queria dizer.

 

Com cuidado, inspecionou o bebê em suas mãos. Ela era redonda, branquinha e macia, suas características faciais eram extremamente delicadas e também parecia um tanto obediente. Não chorava nem fazia confusão, apenas o olhava com os olhos redondos e brilhantes. Zi Mo ficou encantado no mesmo instante. Tão… tão fofa, é o completo oposto do Tio Marcial Ancestral. Eu queria ela para mim.

 

— Kuh kuh… Tio Marcial Ancestral, esse bebê ainda é muito jovem e precisa ser alimentado com leite. Mas você pode lhe dar mingau. — Ainda que tivesse pensando em pegá-la para si, devido ao status dele como Tio Marcial Ancestral, se segurou.

 

Apertando-a firmemente com apenas um braço, pegou dois sacos de sua bolsa de armazenamento ao seu lado.

 

— Este discípulo tem dois sacos de arroz espiritual, é mais macio que o comum, então é exatamente…

 

Yu Yan assentiu e, sem rodeios, fez um gesto com mão e guardou os dois sacos em seu anel de armazenamento.

 

Tudo bem, já estava muito bem acostumado com algo como ter suas coisas levadas à força.

 

Quando estava pensando se poderia consegui-las de volta, uma mulher de vermelho entrou de repente.

 

— Irmão Marcial Sênior, naquela vez, o grupo sobre o qual comentou… — A pessoa que entrou era a Lorde do Pico da Medicina, Hong Chou. Ao ver Yu Yan no quarto, ficou surpresa por um momento e, então, curvou-se apressadamente. — Esta discípula cumprimenta o Tio Marcial Ancestral.

 

Yu Yan assentiu, pois não tinha intenção de ignorá-la.

 

Hong Chou, então, viu o bebê nos braços de Zi Mo, e seus olhos brilharam por um instante.

 

— De que família é este bebê? Ela é tão linda.

 

Talvez fosse natural mulheres gostarem de crianças. Antes que Zi Mo pudesse reagir, Hong Chou já tinha tirado Zhu Yao de seus braços. Apertando seus bracinhos e perninhas, ela fez uma expressão muito amável.

 

Até mesmo Zhu Yao ficou um pouco surpresa. Em sua vida anterior, essa mulher teria a odiado ou teria a odiado até a morte, mas, desta vez, revelou tamanha expressão. O contraste era grande demais, fazendo com que não conseguisse reagir àquilo. Um personagem de irmã mais velha que se transformou em uma loli, ou sei lá, não tinha escrúpulos.

 

— Irmão Marcial Sênior, seria ela a filha da cunhada…? — Embora fosse difícil dois praticantes terem um filho, não era impossível. Ela não esperava que, durante o pouco tempo que não os viu, teriam uma filha.

 

— Claro que não! — refutou Zi Mo. Como esperado, ele não era o único que pensaria dessa forma.

 

— Não? — Quando Hong Chou ouviu aquilo, ficou ainda mais feliz, e seus olhos mostraram um brilho animado. — Já que não é, me dê. Vou aceitá-la como minha discípula.

 

Zi Mo ainda não tinha respondido, mas Yu Yan, que estava ao lado, já havia revelado uma expressão fria. Parecia que a temperatura do quarto tinha caído algumas dezenas de graus subitamente, e, agora, só faltava flocos de neve flutuando pelo quarto para completar a cena.

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Arco 02 – Cap. 36