Dois pares de pegadas ecoavam pelo corredor.
Liderando o caminho por entre os pilares branco-giz estava uma garota vestida com uma armadura leve cinza, com cabelos castanhos-escuros balançando em seus ombros. Uma espada longa e estreita pendia de sua cintura. Logo atrás dela, um dragão juvenil coberto por uma penugem amarelo-pálida, com sua longa cauda ondulando. O dragão era alto o suficiente para ver por cima da garota, embora seus chifres ainda não tivessem crescido.
O nome da garota era Ronie Arabel. O dragão, Tsukigake.
Baseado nesta imagem comovente e bela de conto de fadas, seria difícil imaginar que em apenas alguns anos, esta garota e seu dragão formariam uma parceria como uma Cavaleira da Integridade e sua montaria — a unidade de batalha mais forte de todo o Underworld.
Mas, na verdade, neste momento inicial, não havia sequer cem pessoas em todo o mundo com maior habilidade em esgrima e artes sacras do que Ronie. Ela lutara na linha de frente durante toda a terrível Guerra do Underworld e a subsequente Rebelião dos Quatro Impérios, e fora finalmente promovida a aprendiz de Cavaleira da Integridade — a primeira na história a receber essa honra baseada inteiramente no mérito.
Apesar de tudo isso, no entanto, a habilidade da garota com a lâmina — que certamente floresceria ainda mais com o treinamento à sua frente — provavelmente nunca seria realmente testada em combate.
Após trezentos anos de caos e guerra, a paz verdadeira e absoluta finalmente chegara ao Underworld.
Imperiais, habitantes do Território Sombrio, goblins, orcs, ogros e gigantes: as seis raças forjaram um pacto de paz permanente. A hierarquia dos quatro clãs imperiais e dos nobres superiores, responsáveis por torturar o povo comum, fora eliminada de uma vez por todas. Caravanas de mercadores iam e vinham pelo espaço vazio onde antes ficava o Portão Oriental, e visitantes do Território Sombrio vinham à cidade capital de Centoria. O medo e a ignorância que separavam os dois mundos começaram a derreter, tão certamente quanto o último pedaço de neve derretendo ao sol.
A garota corria com seu dragão, a luz de Solus saltando para frente e para trás em sua figura enquanto a fileira de pilares a dividia em listras ardentes. Em seu quadril, uma espada que nunca mais provaria o sangue de um inimigo balançava.
Assim, dois pares de pegadas — tak-tak-tak-tak, plit-plat-plit-plat — continuaram à distância e se perderam de vista.
Aparentemente, do nada, uma grande borboleta apareceu em seu rastro, esvoaçando pelo corredor como se apreciasse o retorno do silêncio.
Tradução: Gbnote
Revisão: Axios
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