Parte 4
Já se passaram três meses desde a partida de Leon.
Zola havia chegado à casa dos Bartfort e falado sobre coisas desagradáveis.
Ela entrou na sala de trabalho de Barcus e, desde a manhã, fez com que ele e até Luce sentassem enquanto os criticava.
— Esse pedido de casamento que me custou muito arranjar está arruinado, aquela criança é mesmo uma idiota. Ele voou sozinho e egoisticamente se matou.
Ela agarrou a mão de Barcus em aborrecimento.
Quando Luce soube que seu filho poderia ter morrido, seu humor ficou claramente sombrio. Por isso mesmo, Zola não parou de atormentar.
Ela sabia o que aquilo estava fazendo e continuou a fazer.
— Nesse ritmo, teremos que nos contentar com o próximo filho. Bem, mesmo com uma idade assim, ainda deve ser capaz de fazer as tarefas domésticas.
Barcus interrompeu.
— Colin? Essa criança não tem nem dez anos. Além disso, é possível que Leon volte.
Zola riu com desdém.
— Você está falando sério? Já se passaram três meses desde que ele saiu, três meses. Seria estranho se ainda estivesse vivo. Oh, certo. É possível que tenha fugido sozinho. Meu Deus, é por isso que crianças nobres rurais são um estorvo. Não sabe nada sobre cavalheirismo?
Os cavaleiros de Holfort juram lealdade a uma figura de proa ou líder.
Para os cavaleiros, seria o governante do país.
Para os cavaleiros retentores, eles juram lealdade a um senhor feudal ou ao chefe de sua casa e são ensinados a viver nobre e retamente.
O treinamento diário e uma vida modesta e frugal são considerados virtudes.
Eles são cavaleiros de honra que sem dúvida colocariam suas vidas em risco por sua lealdade.
Lutar pelo bem do país é uma honra… Para o cavaleiro ideal.
Para simplificar, os cavalheiros são grupos de subordinados convenientes para os líderes.
Nos últimos anos, também houve cavalheiros com cavaleiros que protegem as mulheres e colocam suas vidas em risco por elas. Originalmente, as espadas e escudos para proteger os cidadãos impotentes eram os cavalheiros, porém a situação mudou com o passar do tempo.
Vendo o rosto choroso de Luce, Barcus foi para o lado dela e colocou a mão em seu ombro. Os dois pareciam um casal.
Isso irritou Zola.
— Que insolente. Fui eu que me casei com este senhor feudal rural! Não posso permitir tal visão de intimidade diante dos meus olhos.
A presença de Luce, a amante, a irritou.
Devido a isso, ela teve a ideia de vender os filhos e filhas de Luce para pessoas na capital real que não tinham um parceiro.
— Em primeiro lugar, aquele que sucederá a família deste barão é meu filho, Rutart. Os outros filhos são desnecessários. Todos os outros podem ser vendidos para dar lugar a Rutart e Merce.
Sobre o ambiente atual, uma voz frenética foi ouvida na sala.
O ainda imaturo Colin abriu a porta usando toda a sua força e tentou dizer algo sem fôlego.
— Colin, você deve permanecer no seu quarto. Você mesmo bateu na porta.
Enquanto Barcus estava lhe dando um aviso, Colin continuou abrindo e fechando a boca enquanto apontava para a janela.
Todos olharam pela janela para ver uma sombra que era capaz de bloquear o sol.
Quando Barcus abriu a janela para olhar para fora com inquietação.
— Que tipo de navio é esse?
Havia uma aeronave gigante que parou acima de sua residência.
Zola recuou.
— O-Onde? Que navio?
Houve um pânico em relação à possibilidade de ser um pirata do céu, um feudo ou uma aeronave de outro reino vindo para atacar. No entanto, se fosse esse o caso, então havia algo estranho na situação.
Do grande dirigível, um menor, com cerca de vinte metros, desceu.
A figura de Leon era visível nele.
A aeronave carregava uma montanha de tesouros de ouro e prata, uma quantidade incrível mesmo quando vista de longe.
Leon desceu para o jardim da residência e acenou com a mão.
— Pai! Eu voltei como prometido. Dê uma olhada neste tesouro!
Leon caiu na gargalhada em frente à montanha contendo ouro, prata e joias. O valor exato disso não poderia ser calculado, mas se fossem reais, então sem dúvida alguma seria uma quantia de dinheiro impensável.
Luce desatou a chorar no local.
— Meu filho, por fim você voltou depois de tanto tempo… Que alívio.
Ela sorriu enquanto estava feliz ou triste.
Barcus correu para fora da sala em confusão e foi em direção a Leon.
Zola ficou na janela de olho no tesouro de Leon.
Após estes, Leon segurou um sorriso triunfante. Ele olhou para Zola e murmurou as palavras “Eu ganhei”.
Zola fez uma expressão desagradável enquanto se agarrava com força ao peitoril da janela.
— A-Aquele pirralho estúpido…
Assim que Barcus alcançou Leon, ele o abraçou enquanto chorava. Chorou de alegria ao chamá-lo de idiota.
Zola ficou irritada e saiu da habitação.
— Bom, está tudo bem. Não é ruim se eu pensar nesse tesouro se tornando meu. Só vou deixá-lo trabalhar para mim de agora em diante. Vou ficar com todos os seus ganhos. Serei eu aquela a rir por último.
Assim que Zola saiu do corredor, encontrou-se com um servo elfo que estava esperando-a e saíram.
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Tradução: Equipe Saturn Scan
Revisão: Equipe Saturn Scan
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