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O Caçador Imortal de Classe SSS – Vol. 13 – Cap. 315 – Sou um Fã (2)

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Coisas estranhas continuaram acontecendo. Surpreendentemente, o garoto que se apresentou como meu fã não era um Caçador, mas uma Constelação.

Hum, as Constelações podem se perder ou passar fome? — perguntei.

O garoto sorriu timidamente. 

— Claro, Sr. Rei da Morte. Todas as Constelações são diferentes, sabe!

Como nossos caminhos eram semelhantes, decidimos viajar juntos por um tempo. Enquanto caminhávamos por uma trilha tranquila na floresta, com coelhos e cervos espiando da grama, conversávamos.

— Não tenho um único seguidor. Tive um há seiscentos anos, mas foi só. Ninguém acredita em mim desde então. Em resumo, sou extremamente pobre.

— Entendo… — Olhei o garoto da cabeça aos pés novamente. Vestido com trapos, ele parecia uma criança pobre de bairro. Murmurei: 

— Você tem pelo menos seiscentos anos?

— Posso ser até dez vezes mais velho que isso. As Constelações têm uma percepção de tempo muito diferente dos Caçadores! Geralmente contamos até mil anos, mas depois disso, desistimos. É sem sentido, inútil e entediante!

Isso era assustador. Inclinei a cabeça. 

— Se você é uma Constelação, deve ter um título. Qual é o seu nome?

Uau… Claro, eu tenho um título e um nome verdadeiro. É constrangedor contar isso para você, Sr. Rei da Morte, porque eu te admiro muito… Mas vou reunir coragem! Sim! Meu nome é…

[■■■■ ■■■■■■■■■■■■■.]

Hã. — Assenti.

Por alguma razão, parecia um bom nome. Parecia combinar com o garoto, que estava diante de mim com um sorriso brilhante, como se o nome tivesse sido escolhido especialmente para ele.

— É legal. Por que você está tímido com isso? É um nome incrível.

— S-sério? Hahaha. Se você diz isso, então acho que é. Ah! Estou envergonhado… — O garoto riu suavemente, coçando a bochecha com o dedo indicador de forma inocente.

Sorri calorosamente e olhei ao redor.

— A propósito, o que tem lá?

— Tem algum lugar para onde você quer ir?

— Quero passar por uma cidade ou vila para pegar alguns suprimentos. Se possível, prefiro uma vila grande.

Queria comprar para esse garoto, que não parecia realmente uma Constelação, um novo conjunto de roupas. Enquanto pensava nisso, o garoto de repente levantou a mão.

Ah!

[■■■■ ■■■■■■■■■■■.]

— Se é isso que você está procurando, está no final deste caminho!

— O quê? — Virei a cabeça na direção que ele apontava. Melhorando minha visão com aura, olhei ao longe e vi uma vila, exatamente como o garoto disse. Murmurei: 

Hmm? Você está certo.

Quando chegamos, a vila não era nem muito grande nem muito pequena – era exatamente o tipo de vila que eu esperava. Entrei em uma loja de roupas na rua.

Ding.

O sino de vento pendurado na porta balançou. O dono da loja, um homem de meia-idade que estava lendo um livro, olhou para cima.

— Bem-vindo.

— Olá. Estou procurando algumas roupas. — Apontei para fora da janela. No meio da rua, o pequeno garoto estava, olhando na nossa direção. — Roupas que combinem com aquele garoto ali. Algo confortável. Você tem algo assim?

— Garoto? — O lojista olhou pela janela, confuso. — Que garoto?

— Ali. O garoto vestido com trapos.

Hm? Desculpe, mas não vejo ninguém. Não entendo o que você está…

[■■■■ ■■■■■■■■■.]

Ah, você quer dizer ele. — O homem ajustou os óculos. Talvez sua visão tivesse piorado com a idade. Ele sorriu desajeitadamente, um pouco envergonhado pelo erro. — Desculpe. Sim, ele parece muito frágil. Que pena. Você quer algo confortável para ele se mover, né? Só um momento, vou pegar algo agora mesmo.

— Sim, por favor, senhor.

— Estou apenas fazendo meu trabalho aqui.

Paguei o lojista e entreguei as roupas ao garoto, que olhou para mim sem expressão.

Hum, Rei da Morte, o que é isso?

— É um presente.

Era uma túnica branca e larga. Embora parecesse propensa a sujar por ser branca, era um item mágico, encantado para que a sujeira não aderisse a ela. Magia de resistência ao frio e ao calor vinha como bônus. Em uma emergência, poderia ser usada como saco de dormir, e tinha muitos bolsos para armazenamento.

— Só senti que esse tipo de túnica poderia ser útil para você em vez de roupas sofisticadas. Quer experimentar?

Hesitante, o garoto vestiu a túnica. Sua aparência pura e inocente combinava perfeitamente com a túnica branca.

Senti um estranho orgulho ao olhar para ele de frente e de costas.

Oh, ficou bom! Hmm, talvez esteja um pouco grande.

A túnica era bonita, mas muito folgada para o corpo do garoto. Parecia quase uma vez e meia maior que ele.

— Isso é estranho. Pensei que serviria perfeitamente…

— Não.

[■■■■ ■■■■■■■■■.]

— Acho que esse tamanho está bom. — A garota tirou a mão de dentro da manga.

Um momento atrás, suas mãos estavam enterradas nas mangas; agora, estavam logo acima dos pulsos. Não parecia que a túnica era grande demais para ela.

— Que alívio. Acho que me enganei. — Sorri para a garota. — Bem, não foi por muito tempo, mas foi bom ter você por perto. Cuidado para não se perder na floresta da próxima vez. Não há garantia de que alguém como eu estará lá para te ajudar. Vou indo agora.

Quando me virei para sair, a garota agarrou minha manga.

— S-Sr. Rei da Morte! Espere um momento, por favor!

— Sim?

Ummm

Seus lábios se abriram, mas sua língua parecia perdida, girando dentro da boca. Ela olhou para mim e mordeu o lábio com força. Em seus olhos, inúmeros pensamentos pareciam se cruzar.

— Então…

[■■■■ ■■■■■■■■■.]

O que estava acontecendo? Quando eu estava prestes a perguntar o que havia de errado, alguém de repente nos interrompeu.

— Aí está você. Estive a procurando há um tempo.

Virei a cabeça rapidamente na direção da voz e segurei o cabo da Espada Sagrada. A voz veio de exatamente doze passos de distância, mas eu não havia notado nenhum movimento até que a pessoa estivesse a doze passos de mim. Uma coisa era clara. A pessoa era incrivelmente habilidosa.

— Zumbi.

Sabia exatamente sobre o que o Guardião estava me alertando, então assenti.

Sim, esse cara é o Caçador mais forte que encontrei neste andar até agora.

O homem estava usando uma túnica preta.

— Fiquei me perguntando para onde você tinha fugido, mas estava apenas se escondendo na vila. Acho que seu plano era se esconder à vista de todos, mas não foi o único que pensou nisso.

O homem usava um chapéu de bambu desgastado, cheio de buracos. Não bloquearia a chuva nem a neve, revelando até mesmo o rosto do homem. Estava claro que ele estava olhando para mim.

— Você está andando com um cara estranho. Venha comigo. Você não quer ver sangue escorrendo pela rua, quer? — disse o homem à garota.

O puxão na minha manga ficou mais forte. Completamente aterrorizada, a garota se agarrou a mim.

Hum. — Dei um passo ligeiramente para o lado para proteger a garota do olhar do homem.

O homem com o chapéu de bambu franziu a testa.

— O quê?

— Não sei quem você é. Também não sei por que está tentando levá-la, mas o fato de você ter dito “o quê” em vez de “quem é você” quando acabamos de nos conhecer mostra seu caráter.

— Interessante. — O homem com o chapéu de bambu zombou. — Você pode dizer o caráter de uma pessoa, mas não pode ver seu nível. Pessoas como você geralmente são as primeiras a morrer. É bem surpreendente que tenha conseguido subir até o sexagésimo andar.

— Isso provavelmente significa que não sou comum.

— Se você não morrer sem ser decapitado, eu admitirei.

Claaaang!

Num piscar de olhos, o homem sacou sua espada e a brandiu. Uma aura negra oscilou e cortou instantaneamente entre nós. No entanto, assim como ele reduziu seus doze passos para seis, minha espada bloqueou seu ataque. Os olhos do homem se arregalaram de surpresa.

Swish!

Três shurikens voaram em minha direção a partir de três direções: sudeste, atrás de mim e oeste. O homem não estava sozinho. Ele trouxe seus colegas e os colocou em espera para uma emboscada. No entanto, eu já os havia notado.

Clang!

Derrubei os três shurikens antes que eles chegassem a vinte passos de mim.

Hã. — Os olhos do homem se arregalaram ainda mais.

De repente, um transeunte que estava perto de mim tirou uma adaga do bolso e avançou contra mim. Ele também era um dos cúmplices do homem. Fortaleci minha mão direita com aura, agarrei a adaga com força, torci a mão do recém-chegado, quebrei todo o seu braço e o joguei para trás.

— Nada mal — murmurou o homem.

Aaaaaaaaaaah!

Só então o tempo pareceu retomar seu fluxo. Gritos ecoaram pela rua. As pessoas que notaram a luta tardiamente se espalharam rapidamente. A garota e eu, junto com o homem com o chapéu de bambu e seus cúmplices, éramos os únicos que restaram na rua.

O homem assentiu.

— Você tem habilidade para compensar sua arrogância, pelo que vejo.

— Bem, eu tenho habilidade para ensinar uma lição a uma pessoa arrogante.

— Você sabe quem está desafiando?

— Bem, hum, não tenho certeza. — Cocei o queixo. — Provavelmente apenas um grupo de idiotas tentando arrastar uma Constelação indefesa?

A expressão do homem com o chapéu de bambu ficou mais interessante, mas não o suficiente. Um rosto define um homem. Eu queria fazer seu rosto parecer ainda mais interessante.

Eu disse:

Ah, também posso ver que sua organização é tão pobre que você nem consegue comprar um chapéu de bambu novo. Gostaria que eu patrocinasse você? Tenho mais dinheiro do que sei o que fazer com ele. Poderia ajudar quatro mendigos como você. Cinco é demais. Por favor, façam um sorteio entre si e decidam qual de vocês vai ficar de fora.

O homem com o chapéu de bambu ajustou sua espada longa.

— Tudo bem. Está decidido. Vou cortar sua língua e dá-la aos cachorros.

A lâmina era afiada, exalando uma aura fria. Estava claro à primeira vista que ele havia aprimorado suas habilidades por meios extraordinários.

A voz ansiosa da garota veio de trás de mim.

— S-Sr. Rei da Morte…

Ela deveria pedir ajuda? Ou isso seria um fardo? Ela parecia estar dividida entre duas escolhas.

Pisquei para a garota.

— Está tudo bem.

A cabeça da garota caiu. Enquanto isso, o homem com o chapéu de bambu assumiu uma postura. 

— Eu sou o líder do Culto do Demônio de Sangue. Eu sou o Demônio de Sangue Celestial.

Hã? — Pisquei. — Demônio de Sangue Celestial?

— Correto.

— Culto do Demônio de Sangue? Então, um culto demoníaco?

— Exato. — O homem com o chapéu de bambu sorriu maliciosamente. Ele parecia satisfeito com minha reação. — É tarde demais para ter arrependimentos. Claro, se cortar sua própria língua e se desculpar, eu posso te perdoar. Você pode viver o resto da sua vida sem uma língua e se arrepender por sua arrogância. Sou misericordioso com aqueles que sabem se repreender.

— O quê? Isso é uma mentalidade típica de cultista!

O homem com o chapéu de bambu parou de falar. Eu estava estupefato.

— Que tipo de líder de culto é você, se chamando de Demônio de Sangue Celestial? Culto do Demônio de Sangue Celestial?! Um culto demoníaco é um culto demoníaco, e o Demônio Celestial é o Demônio Celestial. De onde veio esse conceito de Demônio de Sangue Celestial?

— O quê?

— Ei, quem te deu permissão para adicionar “culto demoníaco” ao nome do seu grupo? Agora vejo que vocês não são apenas mendigos. Falei cedo demais. Até a Gangue dos Mendigos tem mais legitimidade que vocês. Sabia que, se a Gangue dos Mendigos acusasse vocês de serem escória sem valor, as autoridades do murim ficariam do lado deles? E um dos quatro Reis Demônios sob meu comando é o Rei Demônio de Sangue. Ele nem é um líder; é apenas meu subordinado. Então, de onde você tirou a coragem de se chamar Demônio de Sangue Celestial? Você quer apanhar? Devo te bater aqui com tanta força que você nunca mais vai se levantar?

— S-seu desgraçado…

— De qualquer forma, pessoas do murim tendem a não ter maneiras, estranhamente. Saibam seu lugar. Estou falando sério. Tudo bem. Agora, voltemos aos negócios. Escute com atenção. Primeiro, remova “demônio” e “celestial” do seu nome. Vou deixar você manter “sangue” e “culto” no nome do seu culto.

O rosto do homem se contorceu.

— Vou te matar. Vou te matar, não importa o quê!

Por que esse líder de culto estava tão bravo? Quem solta um pum sempre fica bravo por algum motivo1É um ditado coreano que significa que quem está errado tende a ficar mais bravo..

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Pride

 

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