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O Caçador Imortal de Classe SSS – Vol. 13 – Cap. 310 – Camada (3)

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Olhei para meu filho por um momento. O silêncio caiu. As presas de Uburka, que ele escovava todas as manhãs, eram brancas como a neve. O pôr do sol pairava entre seus dentes.

O mundo inteiro estava em silêncio, exceto pela minha voz.

— Uburka, se eu te enviar, você será um emissário para convencer os inimigos a se renderem. Entende o que isso significa?

Uburka sorriu levemente. 

— Entendo. Sei tudo o que você sabe e está preocupado. Ainda assim, também sei que você não tem escolha a não ser atender meu pedido. Por favor, me envie para lá.

— Sério, não há filho mais filialmente infiel do que você…

Ugor. Você realmente pode adicionar um advérbio assim à palavra “filial”?

— Por que não? Pense fora da caixinha, Filho. A linguagem é algo que criamos.

Nossa conversa de pai e filho fluiu tranquilamente para a noite.

— Esperem um momento, vocês dois. Do que estão falando? — perguntou a Escritora Assistente, aparentemente atônita após nos ouvir. — Sim, a linguagem é algo que criamos, mas ser escravizado pelo espectro da linguagem e perder sua essência é uma armadilha que um escritor deve evitar a todo custo. Se minhas palavras não se conformarem à gramática, não sou eu quem está errado. É a gramática que não consegue me acompanhar.

— Aprecio sua opinião, Escritora Assistente. Estamos na mesma sintonia.

— Vamos deixar essa besteira de lado e deixar outra pessoa se alimentar dela por enquanto. Você realmente vai enviar um emissário? Hum, você é…

— Sou filho dele, ugor — respondeu Uburka.

— Tudo bem. Rei da Morte, não vou perguntar como você acabou com um filho que parece um ogro. Tento não me envolver em assuntos familiares complicados, especialmente aqueles que parecem tão emaranhados quanto os fios elétricos atrás de um computador. Apenas me diga o que está planejando fazer. Vai enviar seu filho ao coração do território inimigo?

— Sim.

A Escritora Assistente franziu a testa. Seus óculos, de alguma forma, fizeram o mesmo.

— Isso é perigoso! Não está vendo o que está acontecendo? A primeira sede da Torre Mágica está praticamente gritando que lutará até a morte. E o filho do general inimigo, que seria um refém perfeito, chega. Você acha que eles vão dizer, “Oh, por favor, sente-se, tome um chá. Terminou? Pode ir agora. Cuidado com as escadas ao sair”, ou “Capturamos o filho do maligno senhor da morte” enquanto escrevem dark novel?

Deixando de lado a analogia que mostrava por que ela era considerada a apóstola de Hamustra, os outros Caçadores de nível apóstolo da Aliança Anti-Torre-Mágica também se opuseram à sugestão.

— A Escritora Assistente está certa. Na verdade, não sei de que tipo de novel ela está falando, mas é muito trabalhoso tentar entender, então vou apenas dizer que ela está certa. O importante é que já demos uma chance a esses caras — disse o Berserker.

— Demos a eles tempo mais do que suficiente! E ainda assim se recusam a se render! Rei da Morte, eles já pisotearam sua misericordiosa segunda chance com os pés ensanguentados. Dê a ordem de ataque imediatamente. Deixe os guerreiros do Lorde Mahos liderarem e varrerem tudo — ofereceu o apóstolo do Cavalo de Guerra das Planícies Eternas.

— Exterminar todas as Aranhas é excessivo, mas destruir uma torre é um sacrifício razoável, não é? — perguntou a apóstola da Encarnação do Amor e da Luxúria.

Embora tivessem justificativas diferentes, suas verdadeiras intenções eram claras. Eles queriam um banho de sangue, mas havia um problema. Talvez eu pudesse dizer que não tinha escolha a não ser tolerar o massacre, ou que não poderia recusar quando as partes envolvidas o desejavam.

Mas se eu fizesse isso, estaria traindo os mestres das Cinco Guildas que me reconheceram como seu líder.

Prometi aos meus colegas uma nova era. Eles ainda estavam defendendo nosso mundo e trabalhando pela segurança e bem-estar dos cidadãos comuns. Embora não estivessem aqui agora, eu sentia a presença deles tão fortemente quanto a do Guardião ao meu lado.

Antes que eu percebesse, todos os comandantes ao meu redor estavam me encarando. Afinal, eu era quem tomava a decisão final. Olhei para cima. O céu do quinquagésimo andar estava cheio de nuvens escuras. O pôr do sol sangrava vermelho através dessas pequenas frestas.

— É noite agora? — murmurei.

Provavelmente escureceria em breve. Uma longa noite se aproximava de nós. Olhei para a torre.

— Até que a aurora rompa e ilumine a cidade. Esse é o tempo que eles têm permissão para ter. — Olhei para Uburka. — E isso também se aplica a você.

Não mencionei que também era o tempo que nos era permitido, como eu arcaria com as consequências de todas as negociações que ele conduzisse na minha ausência ou de seu fracasso. Não havia necessidade de dizer que, apesar dos riscos, eu confiava tanto nele que o estava enviando para lá. Mesmo que ele falhasse, eu assumiria a responsabilidade por seu fracasso. Dizer tudo isso era desnecessário.

Não era porque todos os apóstolos da aliança estavam ouvindo nossa conversa. Nem porque a primeira sede da Torre Mágica provavelmente também estava escutando. Era porque Uburka já havia dito que sabia tudo o que eu sabia, incluindo minhas preocupações e como eu não tinha escolha a não ser atender seu pedido.

Sim, ele sabia. Não havia necessidade de dizer mais nada que todos já sabíamos.

— Filho — disse, balançando a cabeça e, novamente, — Chefe Guerreiro.

Uburka fez uma reverência.

Toquei sua testa larga e dura com as costas da mão.

— Faça o que puder, o que deve e o que quer.

— Sim, Patriarca — respondeu o chefe guerreiro do Clã do Rei da Morte.

 

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— Uma noite — disse aos apóstolos. — Até o amanhecer ou o nascer do sol, qualquer hora está bem. Sei que vocês já esperaram mil anos, então estou ciente de como é descarado pedir que esperem um pouco mais.

Me curvei tão profundamente que minha testa quase tocou o chão.

— Mesmo assim, vocês podem atender meu pedido?

Os apóstolos ficaram surpresos.

U-um.

— Espere, Rei da Morte. Você não precisa se curvar…

— Isso mesmo! Sem você, nem poderíamos sonhar com o que temos agora…

Alguns tentaram me impedir. Outros hesitaram em falar. E, claro, alguns não conseguiram conter sua respiração furiosa.

Hm.

Ugh.

Mas nenhum deles se opôs à minha decisão, nem mesmo os mais furiosos. Os apóstolos se entreolharam e organizaram seus pensamentos.

— Tudo bem. Só mais uma noite.

— É apenas mais um dia para o reinado de mil anos da Torre Mágica. Tudo bem.

— Mesmo que fossem dadas mil noites – não, mil anos, os desgraçados da primeira torre não mudariam de ideia.

Beleza, temos o consentimento deles.

— Obrigado. — Levantei e olhei para Uburka. — O que está fazendo? Apresse-se e entre. Quando o céu clarear, liderarei e derrubarei a Teia de Aranha restante da Torre Mágica. Cada segundo conta.

Uburka fez uma reverência profunda.

— Sim, Patriarca.

Sem dar a ninguém a chance de detê-lo, ele correu. Sim, correu, se correr pudesse significar saltar centenas de metros em um único passo.

Booooom!

Thud! Thuuud!

A entrada da torre explodiu. Dezenas de camadas de barreiras e centenas de feitiços mágicos protegendo o portão foram rasgados em pedaços. Imediatamente, o alarme soou do topo da torre, mas mesmo antes do alarme, gritos podiam ser ouvidos de dentro da torre.

— Ataque inimigo! Ataque inimigo! Ataque inimigoooo!

— O-o quê? O que está acontecendo? Quem é você?

— Sou Uburka, o filho do Rei da Morte. Vim aqui para conversar com vocês!

— Que porra…

— Filho? O Rei da Morte é seu pai? Como você pode parecer tão diferente dele? Que tipo de semente…

— Se quer conversar, por que caralhos derrubou a porta!!

— Hahahaha! Falar é um privilégio reservado aos fortes. Vocês, fracos, podem implorar por uma conversa, mas não vão ouvir. Eu sei. Sei de tudo. Primeiro, deixa eu provar meu poder! — Ele gritou.

— O que você sabe? Ei, ei! Espera um minuto! Isso não é brincadeira…

— Solicitando reforços! Solicitando reforços! Estamos sendo dizimados…

Thud!

Após um grito, o portão de ferro da torre fechou novamente. Parecia que havia um portão reserva em caso de violação. Esses caras estavam bem preparados, embora ninguém no universo pudesse se preparar para a existência de Uburka.

Os apóstolos da aliança ficaram em silêncio.

A Escritora Assistente mal conseguiu abrir a boca.

Hum… Ele é um emissário bastante único.

Eu dei de ombros.

— Ele não está errado. Se você não tem poder, as pessoas não te escutam.

— Em primeiro lugar, entendo completamente que você é o pai desse cara, e que ele é seu filho. Vocês agem como réplicas um do outro.

— Mas eu sou a versão mais bonita.

A Escritora Assistente inclinou a cabeça.

Hã?

— O quê?

A noite caiu. A torre já era negra como obsidiana. À medida que a escuridão se aprofundava, a torre ficou tão silenciosa que era difícil acreditar que ela estava lá. Era apenas… assustadoramente silenciosa. O caos criado pela primeira aparição de Uburka parecia nunca ter acontecido. Não havia som de vozes ou passos vindo da torre.

O tempo passou. Sentei no chão e meditei na posição de lótus. A Química havia me repreendido por depender demais da aura, mas agora era a hora de acumular a minha por meio do alinhamento de aura.

Ninguém me perturbou enquanto eu estava perdido em meditação. Os seguidores comuns ainda estavam assustados com o poder aterrorizante que eu havia mostrado a eles dez dias atrás, e os apóstolos me deixaram em paz por consideração, já que eu era um pai que havia enviado seu filho para uma armadilha potencialmente mortal.

Apenas a Aranha Cinzenta, que não via motivo para me mostrar qualquer consideração, se aproximou.

— Não está preocupado? — Ela se apoiou em sua muleta enquanto se sentava ao meu lado. — Merda. Pensar em viver assim por um tempo me faz sentir que vou enlouquecer.

— Sua mana não se recuperou um pouco?

— Sim, mas a curandeira que você trouxe diz que, se eu usar mana novamente, morrerei. Ha! Ela morreria com um aceno da minha mão. Não sei quanto tempo faz desde que alguém falou comigo assim — resmungou a Aranha Cinzenta. — Todas as pessoas do seu mundo são tão rudes? Por que vocês são assim?

— Mas por que você quer fazer isso?

Hã? Fazer o quê?

— Ela te avisou que usar magia te mataria. Por que está se preparando para usar?

A Aranha Cinzenta suspirou. Ao longe, trezentas tochas do acampamento da aliança iluminavam a área, tremeluzindo ao vento. No entanto, o olhar da Aranha Cinzenta não estava nelas. Estava fixo na primeira torre da Torre Mágica.

Ela disse:

— Porque terei que usá-la em breve.

— Você não disse que aceitou sua derrota no duelo?

— Eu aceito, mas não posso simplesmente ficar parada e ver esses caras morrerem. — A Aranha Cinzenta riu vazia. — O que mais posso fazer além de morrer junto com eles?

Eu circulei lentamente a aura pelo meu corpo.

— Você é leal. Qual era o nome daquele cara, Charumu? Aquele que escapou da Torre Mágica comigo, esfaqueou seu superior tão impiedosamente e mostrou habilidades sociais que teriam vencido todos os jogos de Hall of Legends. Pensei que não havia nenhuma bruxa leal na Torre Mágica.

— O que é Hall of Legends?

— É um jogo antigo. Não mude de assunto. — Eu disse.

— Todo mundo tem alguém especial em sua vida, não é?

A voz da Aranha Cinzenta ainda era vazia. Ela olhou para as trezentas tochas e o exército de apóstolos cercando a primeira torre da Torre Mágica.

— Claro, há mais pessoas que não são especiais de forma alguma, então, garoto, vou te pedir para não me dar aquele velho discurso de “Se você sabe valorizar alguém, por que fez isso com aquelas pessoas?” Se quer se deleitar com sua superioridade moral, vá em frente, mas se for fazer isso, por favor, faça também com aqueles desgraçados.

A Aranha Cinzenta suspirou. Sua voz era profunda e espessa, como se carregasse veneno.

— Não é engraçado? “Condenamos a Torre Mágica. Lamentamos aqueles que morreram sob a opressão da Torre Mágica. Portanto, somos vítimas inocentes.” Que bando de psicopatas.

Também era quente e pegajosa como chiclete na estrada.

— Eles vêm para o quinquagésimo andar e só pensam no que aconteceu com eles, mas não se importam com o que fizeram com as pessoas nos andares abaixo. Não, eles provavelmente nem lembram. Mesmo que alguns lembrem, vão justificar suas ações, dizendo coisas como “Não foi minha intenção” ou “Eu era secretamente contra isso”. Eles são lixo.

A Aranha Cinzenta falou mais baixo que as chamas ardentes.

— Eles são deuses falsos.

Eu permaneci em silêncio.

Ela respirou fundo e soltou.

— Eles são desgraçados de muitas maneiras. Usam palavras grandiosas como justiça, uma causa maior e comemoração. Mas, do começo ao fim, estão justificando seus próprios sentimentos. É assim que uma seita funciona, não é? Suas doutrinas mudam dependendo da situação.

O ar da noite não estava mais frio. Estava aquecido pela raiva do exército de apóstolos e pegajoso com o ódio da Aranha Cinzenta.

A Aranha Cinzenta terminou suas palavras com malícia e desprezo.

— Então, Rei da Morte, a primeira torre é onde estão minhas irmãs que pisaram no quinquagésimo andar ao mesmo tempo que eu. Elas nunca podem se render. Rastejar diante desses deuses falsos que estão de pé, orgulhosos? É melhor morrer. Você não concorda?

Eu perguntei:

— Então você vai lutar contra nós?

— Provavelmente vai acabar assim. Todos nós morreremos, ou pior. — A voz da Aranha Cinzenta ficou fria. Ela falou novamente, vazia. — É assim que o mundo funciona. Aquele desgraçado diria a mesma coisa, não é? Eu apertaria o botão de curtir duzentas vezes. Você não acha, Rei da Morte?

 

Separador Tsun

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Eu sorri amargamente.

— Não vou comentar sobre as observações do Guardião.

— Sim, não diga nada. Esqueça ele. Por que você enviou seu filho como emissário?

— Quer saber?

— É mais como se eu me sentisse uma merda. Ver você sentado aqui pateticamente me deixa com o estômago revirado. — A Aranha Cinzenta semicerrou os olhos, aparentemente irritada. — Olhe para você. Você não é diferente do Imperador da Espada. Você fica gritando, “Para cima, para cima, mais alto”, mas quando faz isso, são as pessoas que querem ficar ao seu lado que ficam para trás. Ele é seu filho, não é? Se estivesse preocupado com ele, deveria tê-lo impedido. Por que não fez isso?

— Não estou preocupado. — Eu disse. — Não me preocupo com meu filho. Uburka disse que convenceria a primeira torre. Como ele disse isso, cumprirá sua palavra. Isso não é bravata imprudente. foi um conquistador que colocou um continente inteiro de joelhos, um herói de sua era. Nunca duvidei do meu filho.

O silêncio caiu. A Aranha Cinzenta fechou os olhos e murmurou: 

— Como você pode ter tanta certeza? Eu te disse que eles não serão persuadidos. É melhor morrer do que se render. Eles não farão isso porque…

— Meu filho estava na mesma situação.

A Aranha Cinzenta abriu os olhos lentamente.

— O que você quer dizer com na mesma situação?

— Uburka. Estou falando da espécie dele.

— O quê?

— Essas crianças viveram como escravos de outra espécie. Houve um tempo em que me adoravam como um deus. Meus filhos, no entanto, escolheram um caminho diferente. Um caminho que você não poderia ter imaginado, e também um que você pode questionar. Uburka mostrará a eles que existe outro caminho. Apenas aqueles que nasceram nas mesmas circunstâncias, mas escolheram caminhos diferentes, podem convencer outros que estão em uma situação semelhante.

Eu não olhei para a Aranha Cinzenta. Em vez disso, olhei para o exército e o céu além.

— Então, meu filho certamente conseguirá fazer seu povo se render.

A aurora estava rompendo.

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Pride

 

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