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O Caçador Imortal de Classe SSS – Vol. 13 – Cap. 304 – A Aranha Cinzenta (3)

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As Aranhas congelaram ao ver meu sorriso. Eu havia conhecido muitas pessoas que viveram longas vidas. Na Torre, era possível superar a expectativa de vida natural de um humano. Algumas pessoas viviam por mais de cem anos, e até mesmo Constelações, como Hamustra, vagavam por dezenas de milhares de anos. Conhecê-los me fez perceber uma coisa – o medo era parte da vida.

— Isso nunca vai acabar assim — anunciei com um sorriso brilhante. — Se vocês não vão se mover, então eu vou.

Meus pés foram mais rápidos que minhas palavras enquanto eu corria. No momento seguinte, uma Aranha escondida nos escombros do prédio soltou um grito curto e agudo. A bruxa sardenta e eu travamos olhares, estando a poucos centímetros de distância. Com um sorriso reconfortante, pressionei seu ponto de pressão.

Ah…

— Não importa o quão eterno pareça, mil anos não é a eternidade — cantarolei. Minhas palavras não tinham significado. — Assim como leva dez dias para as flores vermelhas murcharem, a chegada do outono da Torre Mágica precisou de mil anos.

Todas as Aranhas espalhadas pela cidade estavam ouvindo cada palavra que saía da minha boca. Elas tentariam desesperadamente encontrar sentido nas minhas falar, e isso era suficiente para mim. Se eu pudesse confundi-las mesmo que um pouco, eu alegremente fingiria recitar enigmas com calma.

Ah, eu deveria ter vestido uma túnica preta. Este é o momento histórico em que o Grande Caminho Demoníaco destrói a história de mil anos da Torre Mágica. No entanto, falhei em considerar minha vestimenta no momento. Bem, é apenas um detalhe pequeno. Minha mestra com certeza riria disso.

— Recuar! — gritou uma das Aranhas coronéis. — Recuar! Recuar! Trigésimo Terceiro Batalhão, segurem esse monstro, nem que seja por um momento!

— Recuar? Para onde vamos?

— Reúnam-se na sede! Esta luta é sem esperança! Precisamos da intervenção da anciã.

Objetivamente falando, a Torre Mágica ainda tinha a vantagem. Os inimigos que eu havia derrotado até agora somavam pouco mais de cem. No entanto, eu estava mirando e eliminando apenas os oficiais de comando.

O sistema de comando inimigo entrou em colapso. As Aranhas, que dependiam inteiramente da Transmissão de Aura para comunicação, perderam seu meio de lutar contra mim quando sua rede de comunicação de área ampla, a Teia de Aranha, foi destruída. Cada bruxa estava por conta própria.

[As missões das Constelações estão em andamento.]

[O Cavalo de Guerra das Planícies Eternas ordenou que seus seguidores marchem!]

[O Olho que Habita o Labirinto revelou as rotas de retirada dos inimigos.]

[O Sino das Lágrimas dos Mortos publicou as identidades daqueles que perderam suas vidas nas rebeliões passadas por toda a cidade.]

[A Encarnação do Amor e da Luxúria expôs as identidades das Aranhas de rank visconde ou superior.]

Assim que as Constelações julgaram que a Grande Campanha estava progredindo, elas imediatamente concederam a seus seguidores recompensas e motivações apropriadas. As Constelações não podiam encorajar seus seguidores até agora porque não tinham intenção de resistir à Torre.

No final, não eram as Constelações no céu noturno que completavam as missões, mas os humanos no chão. As Constelações só podiam responder quando seus seguidores avançavam. Assim, um contra-ataque começou por toda a cidade.

— Hahahaha! Isso é incrível! Peço desculpas por te tratar como criança, Rei da Morte! Nem me lembro quanto tempo faz desde que usei a Transmissão de Aura à vontade! Ótimo, ótimo, ótimo!

— Isso é excelente! Eu sou a apóstola que serve o Chicote dos Autoflagelantes, a Constelação que vocês, desgraçados Aranhas, enterraram na quarta sede! Meu título é Berserker! — rugiu a Caçadora que estava planejando a revolta comigo na caverna subterrânea.

— Devolvam minha Constelação, seus lixos!

— Imperador da Espada, Imperador da Espada… Uau, ouvi esse nome muitas vezes, mas nunca esperei chegar tão longe… Honestamente, eu estava cético, mas… sim. Esta pode ser nossa última chance. Todos, como apóstola da Encarnação do Amor e da Luxúria, eu ordeno. Mesmo que lutar não seja sua especialidade, por favor, levantem-se e lutem, mesmo que isso signifique que vão morrer aqui.

— Impressionante.

As mesas viraram. A Teia de Aranha, a barreira que envolvia a Cidade do Monopólio, foi completamente desmantelada. As vozes que haviam sido suprimidas até agora, os agentes de inúmeras Constelações, assumiram o controle da cidade. Do norte, oeste, sul e leste, da taverna ao ar livre e de outras tavernas alinhadas ao longo das ruas, auras azuis, vermelhas, amarelas e brancas ondulavam como ondas, sobrepondo-se umas às outras e sacudindo o céu da cidade.

— Acho que hoje é o último dia em que nos escondemos no subsolo e sussurramos nos ouvidos uns dos outros.

Swish!

Algo semelhante a fogos de artifício disparou para o céu. Era um único golpe que continha aura comprimida. O golpe não era uma tentativa de assassinato mirando oficiais de comando como eu. Na verdade, não era direcionado a ninguém em primeiro lugar.

Os fogos de artifício eram direcionados ao céu, dividindo as nuvens escuras em duas. O golpe era tão fraco que era embaraçoso comparado ao que o Assassino de Constelações poderia fazer.

No entanto, o valor de uma espada não era determinado pelo quão firme o cabo era segurado, mas por seu alvo. Nesse sentido, os fogos de artifício que o apóstolo do Cavalo de Guerra das Planícies Eternas disparou eram, sem dúvida, preciosos. A luz brilhava através das fendas das nuvens divididas.

Gritos irromperam por toda a cidade.

— Vamos lá, Cavaleiros. Sigam o Rei da Morte, o herdeiro do Imperador da Espada.

— Seus vermes! — uma Aranha se enfureceu com o apóstolo. — Recuamos por causa dele, não porque tínhamos medo de vocês! Quem vocês pensam que são, falando assim com a gente? Seus filhos da puta. Fomos muito brandos com…

Ah, lá está ela.

Eu balancei minha espada e lancei um golpe de aura.

O quê? — a Aranha gritou. Junto com o som de prédios desmoronando, a ouvi pulando de raiva. Ela gritou: — Ei, seu pirralho! Onde estão seus modos? Por que você me acertaria enquanto eu estava falando? O quê? Você acabou de exterminar meu esquadrão inteiro com isso? Não acredito. Droga, você é realmente o herdeiro do Imperador da Espada? Por que você não para de sorrir? Você parece tão convencido, exatamente como o Imperador da Espada. Porra!

Eu lancei outro golpe de aura.

— Porra do caralho!

Com esse último xingamento, sua voz foi cortada. A coronel, que baixou a guarda porque pensou que não poderia ser atingida apenas por usar Transmissão de Aura, já havia desaparecido. A valente guerreira sabia que seria derrubada, mas não pôde cair sem dizer algo sobre isso. Bem, agora ela se foi.

Restava apenas uma pessoa.

— Sim, estou acostumado com isso.

A única que restava era forte o suficiente para baixar a guarda, mantinha um rank que não podia abandonar facilmente e tinha a loucura de não esquecer de xingar os outros até o fim.

— Essa merda é familiar. Você parece diferente, mas essa merda me lembra aquele desgraçado. Honestamente, estou surpresa. Mesmo que você tenha uma abordagem completamente diferente, é tão convencido quanto ele.

Sem hesitação, disparei outro golpe de aura na direção de onde veio a voz.

Booom!

Pela primeira vez hoje, meu ataque foi anulado no ar. De longe, onde os fogos de artifício do apóstolo dividiram as nuvens, seus dedos se estenderam em um raio de sol.

— Tenho uma pergunta. Onde você aprendeu esse tipo de merda ?

Uma mulher com um rosto inexpressivo, ainda majoritariamente escondido nas sombras, olhou para o chão. A aba de seu chapéu era longa e larga, não deixando brechas para a luz do sol penetrar.

— Se existe um hospital especializado que elimina a palhaçada das pessoas, me diga. Na minha opinião, essa é a raiz de todo o mal. Não importa quantas vezes eu pise em vocês, baratas continuam rastejando para fora. Deve haver uma academia em algum lugar que cria todos vocês.

A anciã, a suprema bruxa, a libertadora de Niglus—Kukulu, aquela que aniquilou as cinco espécies, a mestra do cinza abandonado, a matadora de deuses, a bruxa que cravou estacas em seis Constelações, a maior Aranha, a mestra de todas as Aranhas, era uma Caçadora com tantos títulos e apelidos que contá-los era inútil. Ao lado do já falecido Imperador da Espada e do praticamente falecido Assassino de Constelações, ela era um ser humano que até as Constelações admiravam.

Eu sorri. Não importava quantos nomes ela tivesse. Desde o momento em que a conheci, quando ouvi sobre o passado do Guardião, já havia decidido como chamá-la.

— Prazer em conhecê-la, Lady Aranha Cinzenta. Eu sou o Rei da Morte.

Um breve escárnio escapou de sua boca. 

— Rei da Morte? Isso faz de você o governante do submundo, suponho. Então, você deveria simplesmente cair no inferno e brincar de rei lá, garoto. Por que se deu ao trabalho de rastejar para fora dessas profundezas e causar problemas aqui?

Ah, acontece que este lugar também é o inferno, então eu não precisava ir até o submundo.

— Você não sabe manter a boca fechada, não é?

— Tenho muitos usos para minha boca. Ainda preciso comer e tudo mais, então não posso exatamente mantê-la fechada o tempo todo.

A anciã pareceu momentaneamente sem palavras.

Eu sacudi minha Espada Sagrada e sorri. 

— Estou só brincando com você. Para aliviar o clima, sabe?

A anciã abriu e fechou a boca algumas vezes antes de me encarar com desprezo. Então, de repente, pareceu perceber algo. Foi uma bela variedade de expressões. Agarrando seu cajado com uma mão, ela pressionou a testa com a outra e murmurou: 

Você é um verdadeiro maluco. Porra.

Minha maior dúvida e mistério era que todos que eu encontrava pareciam pensar que “maluco” era a palavra mais apropriada para me descrever. Era como se fosse a única palavra em todo o universo. Era um grande mistério. O Sr. Lee era o capitão e amigo de todos1Esta parte é supostamente sem sentido. Não significa nada. É um jogo de palavras usando a pronúncia semelhante das palavras. A parte do capitão vem de um livro literário coreano chamado Capitão Lee (꺼삐딴 리)..

— Por favor, entenda. Eu sou o herdeiro do Imperador da Espada, não sou? Estou apenas tentando seguir seu exemplo, então pareço um maluco porque estou atuando no método. Normalmente, não sou tão ruim assim.

— Você não é o herdeiro daquele desgraçado.

Hã?

— Eu vi suas artes de espada. Você é habilidoso em usar aura, mas é diferente do Imperador da Espada. Eu posso sentir malícia em você. Sim, você tem malícia em seu coração.

A anciã olhou ao redor da sala.

Aha.

As Constelações estavam encorajando seus seguidores com suas missões. No entanto, essas missões eram baseadas na premissa de que eu era o herdeiro do Imperador da Espada. Se fosse revelado que eu não tinha conexão com ele, então a missão da Encarnação do Amor e da Luxúria teria que ser suspensa imediatamente. Foi por isso que a anciã fez questão de falar de uma maneira que todos pudessem ouvir. Isso foi um golpe crítico.

Ela é esperta.

A anciã estalou a língua. 

— Vocês espadachins se chamam de seguidores do Caminho Justo ou do Caminho Demoníaco, não é? Mesmo que eu não tenha interesse em espadas, posso distinguir a diferença, Rei da Morte. Criança tola, você segue o Caminho Demoníaco. O próprio coração de suas artes de espada é completamente oposto ao dele, então como pode ser seu herdeiro? Pfft.

Eu podia sentir os seguidores ficando em silêncio. Eles pararam em seus caminhos ou continuaram lutando, mas todos ouviam atentamente a conversa entre a anciã e eu. As Constelações não eram diferentes.

[A Encarnação do Amor e da Luxúria está perdida.]

— O Imperador da Espada está morto.

O riso dela encheu o ar. Quando a anciã riu, a cauda da vassoura em que ela estava montada tremia ligeiramente, como se zombasse das Constelações inquietas.

— Digamos que aquele desgraçado deixou para trás um manual secreto de suas habilidades e treinou um herdeiro. Sim, pode haver um discípulo daquele cara em algum lugar! Mas você, Rei da Morte, não é seu discípulo.

Vou esperar um pouco mais.

— Você diz que herdou a vontade do Imperador da Espada, então é seu herdeiro, sim? Qual é a vontade daquele bastardo, afinal? Você acha que era sua vontade se rebelar contra minha Torre Mágica? Ha. Se for esse o caso, então todos vocês, dezenas de milhares de vocês, são seus herdeiros!

Só um pouco mais.

— Seus vermes inúteis. As Constelações são sempre assim. Ah, não há uma única decente entre aquelas que afirmam ser deuses. Mesmo sabendo que algo não é verdade ou é impossível, elas ainda tentam avançar com suas campanhas, trazendo algum canalha qualquer e fazendo um alvoroço sobre o retorno do Imperador da Espada ou sei lá o quê…

Sim. Agora é a hora.

— Olá, idiotas! Vocês deveriam arejar seus quartos de vez em quando. Se ficarem trancados dia e noite, isso mexe com seus cérebros, pessoal. — Eu disse.

A anciã congelou.

— Bem, estou me sentindo generoso hoje! Então, vou reformar seu lugar de graça hoje! Eu deveria rir agora, mas mesmo sendo um mestre da atuação de método, não posso rir assim. Tenho que manter algum nível de dignidade, não é?

Eu podia sentir seu olhar sobre mim. Quando nossos olhos realmente se encontraram, a única coisa que importava era nos avaliarmos. O tempo parou. Nada mais importava.

Há pouco, a anciã estava focada em me derrubar junto com os outros. Usando discursos, provocações e esquemas, ela estava preparada para encontrar nossos pontos mais fracos e nos despedaçar. Ela só queria ganhar tempo para as Aranhas em retirada e fazer os seguidores duvidarem de sua Constelação, levando, em última instância, à vitória na batalha. Nada disso importava mais.

Entre os inúmeros nomes que ela tinha, eu mencionei o apelido que apenas o Imperador da Espada usava para chamá-la, garantindo imitar a expressão, a maneira de falar e o sorriso do Imperador da Espada.

— Ei, Cinzenta. Você ainda vive assim? Como é que você não mudou nem depois de cem ou mil anos? Acho que isso é um sinal de doença a essa altura. Uma doença, estou te dizendo. Você tá basicamente desafiando o mundo. Acha que, se mudar, vai perder para o mundo, não é? De agora em diante, vou chamar isso de Doença Cinzenta. Considere isso uma honra.

— Você — disse a anciã. — Você…

Hehe. É uma piada. Que tal? Foi engraçado dessa vez?

Um enorme fluxo de mana girou ao redor das nuvens acima da cidade. Até as Aranhas que estavam recuando para a Torre Mágica hesitaram e olharam para trás, fitando o céu. As cinco torres tremeram, causando um terremoto por toda a cidade. Eu vi muitas coisas, mas nenhuma delas importava.

— Beleza. Esse olhar em seus olhos é o que eu queria ver.

No momento em que levantei a Espada Sagrada, a mana girando no céu avançou em minha direção.

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Pride

 

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