Booooom!
O prédio inteiro tremeu quando a próxima bomba explodiu um pouco mais perto. Em resposta, os sacerdotes do Panteão liberaram suas auras e criaram uma barreira. O Inquisidor, Kim Gong-Ja e Ja Su-Jeong se levantaram com um pouco de dificuldade após tropeçarem devido à explosão.
Mesmo com a guilda sob um ataque terrorista, o Inquisidor estava alegre.
— Produtos americanos são definitivamente de alta qualidade! Parece que valeu a pena gastar tanto dinheiro na estrutura do prédio. É resistente o suficiente para suportar a destruição!
Ja Su-Jeong limpou a poeira do rosto. Ela estava calma, como sempre.
— Obrigada, senhor Inquisidor. Mas isso não é o fim. A organização que está realizando esses ataques terroristas é composta por cerca de cinco milhões de pessoas. Um número interminável de explosões pode seguir depois dessa.
— Entendo! Cinco milhões! Quantos deles são realmente crentes, e quantos podem realmente agir? Hahaha. A fé é abstrata, mas a morte não é.
— Novamente, mesmo que apenas um em mil, ou até um em dez mil, aja, isso significa quinhentas pessoas, então quinhentas explosões.
O homem responsável pela religião da Torre ajustou seu chapéu.
— Sim, e quinhentos é um número que podemos lidar. Teria sido bom se pudéssemos ter identificado e evitado o potencial ataque terrorista com antecedência, mas já é tarde demais. Assumirei a responsabilidade pelos meus erros e farei a limpeza!
Ja Su-Jeong hesitou por um momento, o que era incomum para ela.
— Quando você diz limpeza…
— Vou matar todos os suspeitos, claro. É difícil reduzir cinco milhões para dois milhões, quanto mais para meio milhão. Mas não é realmente difícil reduzir quinhentos para duzentos e depois para cinquenta, e assim por diante.
Ja Su-Jeong piscou para ele.
— Tenho que pedir à Mestra do Dragão Negro para declarar lei marcial! — continuou o Inquisidor. — Provavelmente faz sete anos desde a última vez que ela fez isso. Ah, essa paz durou bastante, vou te contar!
Kim Gong-Ja ficou sem palavras.
A parede do prédio da guilda tremeu após mais uma explosão.
— Como? — Kim Gong-Ja deixou escapar. — Como você pode dizer algo assim?
O Inquisidor se virou para ele.
— Hmm?
Kim Gong-Ja olhou nos olhos do Inquisidor, que pareciam inocentes apesar de se assemelharem aos de uma serpente.
Mantendo a inocência de uma besta, o Inquisidor sorriu.
— Por que não deveria dizer isso? Se eu penso, falo e ajo dessa maneira, posso chegar a conclusões rapidamente. Por que não deveria discutir as coisas assim? É porque te ofende, senhor. Meio Período?
— Esse não é o ponto…
— Não, esse é o ponto. Alguém tem que fazer isso. Se precisa ser feito de qualquer forma, é mais rápido resolver sem formalidades. Se preocupar com os sentimentos do público é uma virtude de político, mas eu e os outros prometemos há muito tempo que deixaríamos essas coisas para a Mestra do Dragão Negro!
Kim Gong-Ja rangeu os dentes, se preparando para gritar na cara do Inquisidor. No entanto, Ja Su-Jeong o deteve com uma mão pequena em seu ombro.
— Senhor Gong-Ja, não tente mudá-lo. Não temos tempo agora. Você deveria usá-lo em vez disso.
— Usá-lo?
— Surpreendentemente, a pessoa à sua frente também é um humano que pode ser persuadido com palavras.
Com alguma dificuldade, Kim Gong-Ja pensou: O número de vítimas dos atentados deve ser reduzido ao mínimo. Sacrificar pessoas inocentes apenas porque são suspeitas também deve ser minimizado. O que devo fazer? O que devo fazer para persuadir o Inquisidor e usá-lo como Su-Jeong diz?
Ele percebeu algo.
— O Panteão.
O Inquisidor parou de andar.
— O quê?
— O Panteão — repetiu Kim Gong-Ja, o tom de sua voz subindo uma oitava. — Você disse que o vice-líder que sua guilda capturou está morto. Você mesmo o matou, então ele deve ter morrido dentro do Panteão!
Há pouco tempo, um pouco do sangue restante do vice-líder manchava a mão do Inquisidor. Ele inclinou a cabeça.
— Sim, isso mesmo. E daí?
— Mas como o homem na praça sabia que o vice-líder foi morto? Não é como se ele fosse clarividente e pudesse espiar a câmara de tortura dentro do Panteão.
Kim Gong-Ja finalmente viu a testa do Inquisidor franzir levemente.
— Há um traidor dentro do Panteão que informou os cultistas sobre a morte do vice-líder!
O Inquisidor estava prestes a fazer o sinal da cruz, embora não estivesse claro se ele estava tentando lançar outra barreira ou matar seus associados, os executivos do Panteão. Era impossível dizer com certeza. Após mais um estrondo, o mundo de Kim Gong-Ja virou de cabeça para baixo. Ele conseguiu se levantar apenas para tropeçar e cair novamente.
De volta ao chão, Kim Gong-Ja não sentiu muito, exceto algo muito quente cobrindo suas costas. Em algum lugar ao longe, ele poderia jurar que ouviu cigarras cantando uma melodia dolorosamente longa.
Apesar de sua audição abafada, ele ouviu alguém murmurar:
— O filha da puta tinha um arrombado desgraçadamente esperto ao seu lado, hein?
Kim Gong-Ja não sabia quem era, mas a voz não pertencia ao Inquisidor nem a Ja Su-Jeong. Isso significava que ele tinha que ser um dos sacerdotes do Panteão. O dono da voz se afastou com passos altos.
— Pobre coitado. Tínhamos um plano longo para você.
De quem ele estava falando?
— Tudo o que você tinha que fazer era agir como a marionete que é, Mestre do Panteão, mas não temos negócios com uma marionete cujas cordas foram cortadas. Você está fora. Felizmente, hoje é o grande dia, então farei a perda de tempo mínima…
Kim Gong-Ja perdeu para sempre a chance de ver o rosto do traidor. Após um flash de luz, um grito seguiu. O homem que estava desfrutando do sucesso de sua traição não podia mais fazer um som.
Por mais que pudesse trair seu chefe, seu chefe também não confiava completamente nele. Na verdade, seu chefe nunca confiou plenamente em ninguém em primeiro lugar. O traidor havia ignorado esse fato até o fim.
— Ahaha…
Alguém com uma mão pequena bateu na bochecha de Kim Gong-Ja.
— Você está bem? Ainda está respirando?
—Ugh… Porra… — murmurou Kim Gong-Ja.
— A primeira palavra que você diz é um palavrão. Você realmente é subordinado do senhor Imperador das Chamas. Qual é o seu nome?
— Kim Gong-Ja…
— Se você pode xingar e dizer seu nome, está pelo menos meio vivo. Pode abrir os olhos, senhor Kim Gong-Ja?
Ele pôde. O sangue continuava manchando sua visão de vermelho. Levou um tempo para perceber que o sangue não era apenas dele. O Inquisidor também estava encharcado de sangue. Cheirando a ele também.
— Isso é bom — disse o Inquisidor. — Fantástico. Parece que não estou sozinho nessa situação.
— Mestre… do Panteão…
— Sim?
— Como está a Gerente Ja Su-Jeong? — disse Kim Gong-Ja com dificuldade.
O que havia acontecido com ela? Kim Gong-Ja desesperadamente esperava que o Inquisidor tivesse cometido um erro em seu cálculo.
— Agora não é hora de se preocupar com os outros — disse o Inquisidor antes de vomitar sangue.
O sangue era muito vívido. Alguns pedaços de carne estavam misturados nele também.
— Encontre um médico… — murmurou Kim Gong-Ja.
O Inquisidor levantou uma mão para detê-lo.
— Não precisa. Não temos tempo suficiente. Não poderei sobreviver.
— Se você não…
— Eu sei. É mais eficiente fazer o que posso por enquanto.
Ele se curvou, vomitando mais sangue. O vermelho respingou na bochecha de Kim Gong-Ja.
— Ugh.
Sem perceber completamente, Kim Gong-Ja se levantou. Quando era muito jovem, ele e o diretor do orfanato haviam ido a um parque de diversões. Parecia que ele estava de volta naquela maldita xícara de chá, tendo dificuldade para manter o equilíbrio neste mundo vermelho escuro.
Kim Gong-Ja de alguma forma conseguiu recuperar o equilíbrio para se levantar corretamente. Algo que estava cobrindo suas costas escorregou e caiu no chão. Ele tentou desesperadamente não pensar nisso enquanto olhava para o Inquisidor, que estava sentado bem à sua frente. No entanto, Kim Gong-Ja não tinha certeza se podia chamar isso de estar sentado.
O corpo do Inquisidor estava faltando da cintura para baixo.
— Como você apontou, parece que este ataque terrorista foi preparado de forma mais completa do que eu esperava. Meu erro nesse ponto.
— Pare de falar… Seu corpo…
— É exatamente por isso que tenho que dizer algo, pelo menos. Dessa forma… — Ele tossiu sangue novamente. — Ah, o orgulhoso produto americano é inútil quando se trata de uma explosão de dentro. O dano é… Se o Panteão acabou assim, não posso dizer em que estado estão as outras guildas.
— Mestre do Panteão, por favor, pare de falar. Vou trazer…
— Em vez de trazer ajuda, pegue isso.
O Inquisidor tirou duas coisas do bolso, uma boneca pequena e um espelho de mão decorado com um dragão preto na borda. Sem saber o que eram, Kim Gong-Ja os aceitou.
O Inquisidor sorriu.
— A boneca é chamada Ídolo. Significa que você é meu agente. O Panteão é seu por enquanto.
Kim Gong-Ja congelou.
— Meu? Por quê?
— Como eu disse antes, você é o único que pode se mover aqui agora.
Kim Gong-Ja rangeu os dentes, mas não olhou ao redor.
O Inquisidor continuou.
— No entanto, honestamente, não sei se esse Ídolo significará algo… É o sistema que construí, então não tenho certeza se funcionará depois que eu morrer. Ainda assim, será melhor do que nada por enquanto… Mais importante que isso é este segundo item, o espelho.
— Espelho…
— É chamado Espelho do Dragão Negro. Para se comunicar com os outros líderes de guilda… Este é um dos dispositivos de comunicação que a Mestra do Dragão Negro nos deu. Diga a eles que você é meu agente…
O Inquisidor parou de falar. Kim Gong-Ja esperou por suas próximas palavras. Levou um tempo para perceber que esperar era inútil.
Kim Gong-Ja perguntou:
— Mestre do Panteão?
A resposta nunca viria.
— Mestre do Panteão.
A vida tinha uma maneira tenaz de seguir em frente, mas também tinha uma tendência a desaparecer sem aviso.
Atordoado e com destroços caindo ao seu redor, Kim Gong-Ja olhou para os dois objetos em suas mãos. Não demorou muito para que a determinação aparecesse em seu rosto.
— Tenho que fazer algo…
Mas o quê? E para onde ele iria? Ele era apenas um Caçador Classe E. Felizmente, o Inquisidor não foi o único que morreu, e Kim Gong-Ja não era o único sobrevivente.
— Porra…
As pessoas estavam tentando ao menos se levantar. Uma voz veio do espelho em sua mão.
— Ei, alguém está vivo? Se sim, por favor, responda.
Kim Gong-Ja conhecia a dona dessa voz. Provavelmente todos na Torre a conheciam.
— Mestra do Dragão Negro?
— Hã? O quê? Quem é você?
Kim Gong-Ja respirou fundo e explicou brevemente a situação. Após um breve silêncio, a Mestra do Dragão Negro respondeu.
— Certo. Bem, ele era o mais provável de morrer antes do seu tempo.
— Você acredita em mim?
— Sim, há uma Habilidade que recebi da Paladina há um tempo, então posso meio que perceber… Ah, merda.
A Bruxa Negra gemeu por um longo tempo. Ela parecia estar em um estado muito ruim.
— Você está ferida?
— Um pouco. Faz tempo que um assassino conseguiu me esfaquear…
Ela era a Caçadora Rank 2 e liderava a guilda mais forte da Torre. Mesmo uma pessoa de tal importância tendo se tornado vítima de uma tentativa de assassinato, Kim Gong-Ja manteve sua racionalidade. Ou talvez ele estivesse apenas paralisado por essa série de grandes incidentes que acabaram de ocorrer.
Independente de qual fosse a resposta, apenas a voz da Bruxa Negra podia ser ouvida do Espelho do Dragão Negro. Embora bastante tempo tenha passado até que Kim Gong-Ja explicasse toda a situação, ninguém mais se juntou a conversa deles.
— Isso é bem grande. Pode ser o segundo maior ataque desde que a Torre foi construída. Bem, nós fizemos muitos inimigos…
Ela tossiu.
— O cara que me esfaqueou era um chefe de seção, ou talvez um chefe adjunto do Ministério dos Estados dos EUA. Pensei que ele era apenas um viciado em cigarros comum que foi demitido de sua posição. Ah, porra… Não acredito nesses filhos da puta da CIA. Agora eles estão usando cultistas para nos foder…?
— Mestra do Dragão Negro, onde você está? Vou te encontrar.
Ela riu, mas havia tosse misturada.
— Pode ser diferente se a senhorita Secretária ou seu chefe chegarem aqui, mas o que você pode fazer mesmo que chegue aqui?
Kim Gong-Ja sabia melhor do que ninguém que ele não era forte.
— Ainda assim, tenho que fazer algo.
— Você é jovem…
Havia tristeza na voz da Bruxa Negra. Foi um suspiro muito breve e triste, mas desapareceu imediatamente antes do cálculo frio que precisava ser feito.
— Mas você é fraco, então não é necessário. Normalmente, em situações como essa, os líderes das guildas realizam uma reunião e decidem um comandante-chefe, mas, devido às circunstâncias, não podemos.
— Mestra do Dragão Negro…
— Eu assumirei o comando.
A respiração da Bruxa Negra acelerou enquanto a mestra da cidade falava. Sua voz não vinha apenas do Espelho do Dragão Negro. A Praça de Babilônia, que já estava em ruínas, levava a muitas ruas e favelas. Em cada rua, havia postes com alto-falantes acoplados, espalhando sua voz em cada canto da cidade.
— A partir deste momento, declaro lei marcial. Sou a Mestra da Guilda do Dragão Negro. Repito. Declaro lei marcial.
Ela fez uma pausa para tossir mais sangue.
— O mundo exterior mobilizou inimigos não identificados para causar várias explosões dentro da Torre. Todas as comunicações com os outros líderes das Cinco Guildas foram perdidas. As vítimas podem estar na casa dos milhares, talvez dezenas de milhares.
Houve outra tosse.
— Quando a Torre foi construída, ela não pertencia a ninguém. Agora, intrusos estão nos massacrando, alegando que a Torre pertence a Deus. Alguns afirmam que a Torre pertence aos Estados Unidos e que estão aqui para matar seus inimigos. Alguns bandidos que só conhecem a violência dizem que a Torre pertence a eles.
A voz da pessoa com a maior autoridade na Torre ecoou pelos alto-falantes até alcançar a Praça de Babilônia.
— Dez anos se passaram, e finalmente podemos dizer com convicção que esta Torre é nossa, e que somos seus residentes. O céu, as vias navegáveis e a terra da Torre são nosso espaço aéreo, águas territoriais e terra. E como chamamos aqueles que poluem nosso céu, água e terra? Inimigos.
A Bruxa Negra engoliu sua saliva. Ou talvez fosse sangue. Reprimindo outra tosse, uma única declaração ressoou dos alto-falantes.
— Isso é guerra.
Cada alto-falante de cada beco da cidade transmitia a mesma mensagem.
— Isso é guerra.
Uma mãe que envolveu seu filho em abraço ouviu a mensagem ecoando.
— A segurança da Torre falhou. Nós, a Guilda do Dragão Negro, declaramos lei marcial e afirmamos que alcançaremos a vitória nesta guerra o mais rápido possível. Também prometemos que mostraremos tolerância zero e iremos retaliar contra os inimigos que ousaram tentar derrubar nossa Torre.
Tradução: Rlc
Revisão: Pride
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