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O Caçador Imortal de Classe SSS – Vol. 09 – Cap. 219 – A Regra de Ouro (3)

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A câmara de assembleia ficou em silêncio. Muitos nobres ficaram abalados com o comentário da Viscondessa Ametista.

— Adorável? — murmurou a Condessa Presa do Tigre da Torre, claramente descontente com a resposta.

A maioria dos nobres reagiu de maneira semelhante. No entanto, aquelas que Ametista havia acolhido – as mulheres que a amavam e eram amadas por ela – estavam calmas. Suas amantes pareciam achar que era uma coisa boa que essa história agora fosse pública.

Ametista respondeu: 

— Sim. Uma pessoa, ainda mais uma nobre, desmoronará e agonizará sob o peso da infelicidade que causou. Algo nisso sempre tocará o coração das pessoas. A Marquesa Coelho Brancaneve é como um bolo cheio de mel. Quando você dá uma mordida nela, a doçura enche sua boca.

Presa do Tigre da Torre ficou perplexa. 

— Do que você está falando?

Ametista suspirou e deu de ombros, sem se preocupar em esconder seu desprezo. 

— Esqueça. Você não entende. Quando um mapa do tesouro cai diretamente no colo de um aventureiro, ele parte em busca, mas os canalhas sempre riem dele. Então… terminou?

— O quê?

— Estou perguntando se você tem mais algo a dizer, Condessa. Este pobre homem perdeu sua única neta para uma nobre, e essa nobre por acaso é minha subordinada. Esse é o resumo do incidente. Se não tem mais nada a acrescentar, por favor, sente-se. Já é tarde da noite, e seria desagradável se a reunião se estender muito além da meia-noite.

— V-Você… Este velho perdeu sua única neta! — gritou Presa do Tigre da Torre. — Você sabia que isso aconteceu no dia do aniversário de sua esposa? A garota estava a caminho de dar um presente de aniversário para sua avó, mas a Marquesa Coelho Brancaneve a chicoteou até a morte!

O velho ainda estava com a testa colada ao chão. Sem lhe lançar um único olhar, Presa do Tigre da Torre tirou um grampo de cabelo, um acessório que mulheres de famílias plebeias frequentemente usavam.

— Olhe! Este grampo é o presente de aniversário que a neta preparou. Ela estava correndo para dar este presente à sua avó, mas esbarrou na Marquesa Coelho Brancaneve no caminho! — gritou Presa do Tigre da Torre, sua voz ficando desesperada.

Eu me perguntava se ela estava tão desesperada porque entendia como o velho se sentia. Qualquer que fosse seu motivo, o desespero humano era persuasivo. Os nobres gradualmente prestavam menos atenção a Ametista e olhavam para o velho com pena.

— Sua neta caiu na neve, mas ainda sorriu inocentemente, pedindo desculpas à Marquesa repetidamente, dizendo que deveria ter sido mais cuidadosa. Foi apenas um acidente. Se a Marquesa a tivesse perdoado, isso teria sido o fim.

Presa do Tigre da Torre recuperou sua convicção. Os nobres continuavam olhando para o velho com simpatia, enquanto Ametista parecia indiferente a tudo. Todos esses fatores convenceram Presa do Tigre da Torre de que ela ia vencer.

— Mas a Marquesa não deixou a neta ir. E…

— Entediante — murmurou Ametista tão baixo quanto as asas de uma libélula. Presa do Tigre da Torre ainda estava dando seu discurso com energia. Com o foco do público ainda nela, apenas eu consegui ouvir Ametista.

— Ari não foi a única que preparou um presente de aniversário naquele dia.

Inclinei a cabeça. 

— Quem é Ari?

— A garota que a marquesa chicoteou até a morte — respondeu Ametista sem rodeios. — Aquele dia também era o aniversário do avô da Marquesa. Coincidentemente, ambas as garotas haviam preparado presentes de aniversário. A Marquesa havia preparado um broche com o brasão da família, mas não conseguiu entregá-lo ao avô.

— Por quê?

Uma emoção estranha encheu os olhos de Ametista. Ela não parecia ter ouvido essa história de outra pessoa. Pelo contrário, era algo que havia visto com seus próprios olhos.

— Ela foi repreendida porque não conseguiu terminar a lição de matemática que seu avô lhe deu, então não teve coragem de entregar o broche. Que criança daria um presente ao seu cuidador enquanto estava com raiva dele? Quando a garota plebeia esbarrou na marquesa na rua, o broche caiu na neve. A garota plebeia também acabou pisando nele, quebrando-o.

O calor em seu tom havia desaparecido.

— Não era um broche particularmente caro ou primorosamente trabalhado. Não era grande coisa se quebrasse, mas a Marquesa pegou os pedaços, esfregou-os no rosto da garota plebeia e disse: “Está quebrado por sua causa.”

“A garota plebeia abaixou a cabeça surpresa e pediu desculpas. No entanto, embora as crianças saibam pedir desculpas, elas não sabem como aceitar um pedido de desculpas. Além disso, a Marquesa, Lady Coelho Brancaneve na época, era tão desordeira que as pessoas a chamavam de Lady Sem Cérebro. Ela não reagiu gentilmente. ‘Não deveria estar quebrado, mas você o quebrou!’

“Lady Coelho Brancaneve tinha um guarda. Bem, ela era a única herdeira do Marquês. Seu guarda também era muito leal, então a Lady ordenou que ele lhe desse um chicote. Sem hesitação, fez como lhe foi dito, e a Marquesa o pegou. O chicote era muito grosso para sua mão, mas a dama o balançou apesar de gemer com o peso. Ela balançou o chicote com toda a força que tinha, e a plebeia tremia a cada golpe.

“Você destruiu tudo! Por quê? Por quê? O que devo fazer com isso?”

“Dói, minha lady. Desculpe. Dói.”

“Me sinto estúpida. Vocês são todos apenas idiotas. E o avô é o mais idiota de todos vocês!”

— Ninguém a parou.

A neve ficou manchada de sangue. O guarda de Lady Coelho Brancaneve recuperou seu chicote. Seu assistente pegou uma das lembranças da garota mutilada espalhadas pelo chão, mas não porque simpatizava com ela. Simplesmente lhe ocorreu que deveria passá-las para alguém.

Essa lembrança agora estava na mão de Presa do Tigre da Torre.

— Olhe! Você não sente nenhum ressentimento, Viscondessa?!

O grampo havia murchado ao longo dos últimos seis anos. Provavelmente foi polido para brilhar o máximo possível para ser dado à avó, mas agora havia perdido seu brilho e estava empoeirado por completo. Era velho e desgastado, parecendo um grampo muito comum.

— Quão sem coração você é?

Estranhamente, Ametista simplesmente sorriu enquanto ouvia o discurso de Presa do Tigre da Torre.

— Os ensinamentos dos antigos sábios e clássicos não significam nada para você? Como pode ficar aí sentada tão calmamente mesmo depois de ver isso? Esta lembrança é a cicatriz sangrenta da morte! Você não é humana, é?

Não, não era isso. Presa do Tigre da Torre e todos os outros haviam entendido algo errado. Ametista sabia muito, muito mais do que Tigre Presa da Torre. Ela até testemunhou a morte da neta de uma distância muito mais próxima do que o velho deitado de bruços na sala.

Isso não era tudo. Ametista sabia de tudo, incluindo os últimos pensamentos e palavras da neta. Ela até sabia as palavras que Coelho Brancaneve gritou enquanto brandia seu chicote.

Porque…

Eu mal consegui chegar a uma conclusão por causa de como estava tonto. 

— Viscondessa, você tem o Olhar do Dragão Dourado.

Ametista se virou para mim.

— Hmm? Do que você está falando, Conselheira?

Engoli em seco. Presa do Tigre da Torre continuava gritando, criticando Ametista por ser uma canalha desumana. Ela até chamou Ametista de bastarda ilegítima e tirana que não sabia como cuidar de seu povo. Presa do Tigre da Torre afirmou que era absurdo nomear tal pessoa para um ducado. Toda a câmara estava em alvoroço, criando o ambiente perfeito para nós dois trocarmos sussurros secretos.

— Esse é o Olhar do Dragão Dourado.

— Sim, tem algo de errado com isso?

— Com ele, você pode ver tudo de uma perspectiva onisciente. Agora entendo como consegue observar toda a Torre mesmo sendo apenas uma pessoa. Viscondessa, você recebeu a habilidade de observar todos os assuntos mundanos ao mesmo tempo.

— Você não está errado. E então?

Meu coração batia forte. 

— Além disso, você também tem o Sopro do Dragão de Água Gélida, que permite viajar para qualquer período na linha do tempo que desejar. Tem os olhos que podem enxergar qualquer coisa e os meios para viajar a qualquer lugar que quiser. Se você desejar…

— Se eu desejar…?

— É possível que você testemunhe o momento em que a neta foi chicoteada até a morte. — Eu disse. — É por isso que você é onisciente.

Foi assim que a mestra da Torre se tornou onisciente.

— Usando o Olhar do Dragão Dourado e o Sopro do Dragão de Água Gélida, você pode observar todas as mortes e desesperos acontecendo neste mundo. As duas habilidades permitem que você observe tudo o que acontece na Torre.

[Correto.]

[Você passou o segundo limiar.]

[O Olhar do Dragão Dourado e o Sopro do Dragão de Água Gélida formam a câmara de observação da Torre.]

Ametista saboreou meu rosto com seus olhos roxos durante esse breve silêncio.

— Isso mesmo. — Ela respondeu. Um sorriso pairava nos cantos de seus lábios cor de pêssego. — Nada mal. Você não tinha muitas informações, mas conseguiu juntar tudo e descobrir meu projeto futuro.

— Você…

Ametista segurou gentilmente meu pulso. 

— Você deveria ser recompensado por acertar as respostas. Vou te mostrar como a neta morreu.

Algo macio e frio como a pele de uma cobra rastejou pelo meu tornozelo. Quando olhei para baixo surpreso, vi o que só poderia ser descrito como um tentáculo aquoso de escuridão rastejando pela minha pele a partir da superfície do Líquido Amniótico.

— Me siga.

A escuridão me engoliu.

 

Separador Tsun

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O chicote espalhava flocos de neve por todos os lados. Pesados com sangue, eles apenas subiam um pouco antes de caírem na poça de sangue ao redor de uma pequena figura encolhida.

— É culpa sua!

— Por favor… me poupe…

— É-é tudo por sua causa! Você! É culpa sua! Se não fosse por você!

Ah… 

O chicote cortava o ar enquanto os flocos de neve derretiam na superfície da poça de sangue. A garotinha tremia enquanto o último calor de seu corpo se infiltrava na neve, derretendo-a.

— Ali — anunciou Ametista, apontando o dedo para a marquesa.

Estávamos submersos na escuridão do beco. Transeuntes caminhavam para cima e para baixo na rua, mas todos estavam assustados o suficiente com o guarda da Marquesa para tomar ruas diferentes apenas para evitá-lo.

— A Marquesa Coelho Brancaneve era conhecida como Lady Coelho Brancaneve quando isso aconteceu. Essa é a criança que ela chicoteou até a morte quando tinha dez anos.

Tentei correr em direção à criança, mas não consegui. Ametista segurou meu pulso com uma força tremenda, me parando no lugar.

Ela balançou a cabeça. 

— Não.

— P-Por que não? Temos que ir agora. Se formos e a levarmos ao médico, talvez…

— Talvez a garota viva. Sim. Talvez sofra durante o inverno, mas melhore com o passar da estação. Ela pode ser capaz de levar uma vida normal e feliz novamente algum dia. O marquesado também dará à sua família uma generosa quantia de compensação, tornando-os mais ricos do que nunca.

— Então, por que você está me impedindo?

O som de um chicote ecoou pelo céu de inverno. Ametista sorriu. 

— Conselheira – quero dizer, senhor Kim Gong-Ja. Quantas vezes você acha que vi algo assim?

A jovem dama chicoteava a criança ferozmente, que agora era praticamente um cadáver. Este seria seu último inverno.

— Tenho dezoito anos. No entanto, não consigo nem começar a descrever as inúmeras vidas que vivi. Vi a morte de centenas, milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares, milhões, dezenas de milhões, bilhões, trilhões de crianças. O número de vezes que testemunhei a morte bem na minha frente é tão alto quanto o número de partículas de areia no rio mais longo do mundo1O raw é 항하사(恒河沙). Ela está falando do rio Ganges. No budismo, é usado para descrever um número muito alto..

“Do inverno que ocorreu 2001 anos antes da fundação do reino até o presente – 24 de dezembro de 2001, segundo o calendário do reino – testemunhei todos os infanticídios, roubos, assassinatos, vitórias, derrotas e massacres que ocorreram. Até agora, só vi os do reino. Um dia, assistirei a todas as mortes neste mundo – não, em todos os mundos. E não farei nada a respeito.”

— O quê? — resmunguei.

Ametista sorriu brilhantemente. 

— Posso impedir a morte daquela criança e reverter quantas mortes injustas eu quiser. Sou capaz de regredir repetidamente até que todas as mortes irracionais desapareçam e eu estabeleça uma linha do tempo justa. Mas nunca, nunca farei isso. Nunca interferirei.

— Por quê?

— Só assim todas as infelicidades que ocorrem neste mundo serão exclusivamente minha culpa.

A criança morreu. Incapaz de conter sua raiva, Lady Coelho Brancaneve bufava e chutava o cadáver antes de se afastar. A tempestade de neve a ocultou da minha linha de visão.

— Por que aquela criança morreu, Conselheira? O que deu errado que causou sua morte? — perguntou Ametista, sua voz tão fria quanto os flocos de neve caindo ao nosso redor. — Foi seu encontro com Lady Coelho Brancaneve? Bem, o que Lady Coelho Brancaneve fez de errado? Crescer sob os cuidados de seu avô arrogante? Não ser nascida inteligente o suficiente para satisfazer seu avô? Ela nasceu errada?

Ametista soltou meu pulso. 

— Não. Tudo isso são coincidências, que você não pode culpar. Ela não nasceu errada – nenhuma pessoa neste mundo nasceu. Há apenas uma pessoa que é culpada.

Ela levou as mãos ao peito. 

— Eu poderia ter ido até a garota plebeia e dito que a estrada à frente era perigosa, então ela deveria seguir outro caminho. Então, a garota teria facilmente evitado a infelicidade que viria a ela. Eu poderia ter me tornado a amiga misteriosa de Lady Coelho Brancaneve e a tutorado. Então, ela teria se tornado mais inteligente a cada dia e conquistado a aprovação de seu avô algum dia.

Ametista juntou as mãos como se estivesse orando, seus olhos fixos nos meus. 

— Eu tenho a habilidade de fazer isso. Mas não farei nada. Nunca, nunca. Não importa o que aconteça.

De repente, o mundo ao nosso redor mudou. O campo de neve manchado de sangue desapareceu, substituído pela câmara de assembleia com Líquido Amniótico.

Presa do Tigre da Torre ainda estava apontando o dedo para Ametista, criticando-a. 

— Agora entendo! A cortesã da capital não tem humanidade. Por que mais um humano não ficaria triste com a morte de uma criança? Por que mais ela não tentaria ajudar?

Ametista sussurrou: 

— Conselheira, não existe morte acidental ou infelicidade acidental neste mundo. Todas as mortes e infelicidades são aquelas às quais fiz vista grossa mesmo estando plenamente ciente delas. As infelicidades que você experimentou até agora são todas minha culpa. Porque não tomei nenhuma atitude ou cuidei de você, uma miríade de infelicidades e desesperos floresceu. Foi isso que aconteceu neste reino e o que acontecerá em todos os outros mundos eventualmente.

Ametista me deu um sorriso de santa. 

— Você entende o que estou tentando dizer, minha Conselheira?

O mundo ao nosso redor mudou novamente. Desta vez, vi a Viscondessa Pura Sacranoir comendo carne humana. Meu coração disparou.

Ametista acariciou as costas da minha mão. 

— Agora, me culpe. Me pergunte por que não te ajudei. Não será sem sentido. Eu tinha o poder de te ajudar porque estava lá em cada uma das suas infelicidades. Pergunte-me por que não te salvei. Isso também não é sem sentido de forma alguma. Eu poderia ter resolvido tudo.

Ela apertou minha mão. Me senti sufocado.

— Porque eu existo, você tem um pecador para apontar o dedo sem duvidar de quem é o culpado. Você não estaria mentindo se dissesse que sou culpada por tudo o que deu errado na sua vida. Sou uma deusa que nunca regride por ninguém e apenas observa as infelicidades dos outros. É por isso que você pode me condenar e me despedaçar.

O nome daquela deusa era Ametista.

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Pride

 

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Vol. 09 – Cap. 219