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Mushoku Tensei: Reencarnação Redundante – Vol. 02 – Cap. 14 – Os Filhos dos Greyrat

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UMA SÉRIE de clacks ecoou. O toque brilhante da madeira batendo na madeira se misturava com o som da respiração.

— Oof!

— Hwup!

No jardim da casa dos Greyrat, dois jovens se enfrentavam, cada um com uma espada de madeira na mão. Uma era uma menina de cabelo castanho-claro. Ela brandia com uma ferocidade surpreendente para sua idade, fazendo pleno uso de seu momento angular, sua capa ondulando ao seu redor. Sua mão esquerda, a que não segurava a espada, era digna de nota. Estava ligeiramente aberta, e de vez em quando a usava para dar um tapa no ar. Quando fazia isso, ricocheteava como uma bola batendo em uma parede, tornando impossível prever como ela se moveria.

Ela se aproximou, desviando de um lado para o outro, ocasionalmente se movendo para cima e para baixo, e acertou um – dois bons golpes em seu oponente. Seus movimentos em constante mudança eram imprevisíveis, mas graciosos e belos.

Seu oponente, um menino de cabelo vermelho, estava vestido com um uniforme de treino um pouco sujo. Ele segurava sua espada com firmeza. Em comparação com a menina, seus movimentos eram um pouco rígidos. Ele estava tentando repeli-la apenas com sua espada, em vez de usar magia como ela. Ele mantinha os pés firmemente plantados no chão, firme e poderoso enquanto aparava a menina, e depois contra-atacava bravamente. Seus movimentos imitavam o estilo do Deus da Espada: uma técnica básica e direta. Ele também atacava mais rápido que a menina. Apesar disso, ele nunca a atingiu. Às vezes ela desviava, às vezes aparava e depois contra-atacava, aproveitando inteligentemente uma abertura crítica.

— Um ponto para mim.

— Ainda não! — Apesar da óbvia diferença de habilidade, o menino não se intimidou e correu para a menina novamente.

Perto dali, três outras crianças observavam, a maioria com os olhos vidrados. Uma menina de cabelo azul e um menino de cabelo verde sentavam-se lado a lado, acompanhados por um menino loiro, que estava ao lado deles. Havia também um grande cachorro branco. A menina de cabelo azul tinha o rosto enterrado em sua pele e estava cochilando. Ela não parecia interessada na luta.

A menina de cabelo castanho e o menino ruivo se enfrentaram por um tempo, até que a menina avançou.

— Yah! — Ela gritou ferozmente, descendo sua espada de madeira diretamente na testa do menino. Houve um thunk satisfatório.

— Aiii! — O menino caiu, rolando no chão de dor enquanto um sangue brilhante escorria do corte em sua testa até o queixo.

— Oh não, desculpe, foi um golpe certeiro. — A menina correu até ele e, sem outra palavra, colocou a mão sobre sua testa. Uma luz verde floresceu, e a ferida se fechou.

— Ahhh — suspirou o menino, aceitando a magia de cura sem protestar. Ele se jogou no chão. — Ainda não sou páreo para você, Lucie.

— O que esperava? — respondeu a menina. — Você só tem dez anos, Arus.

— São apenas três anos mais novo…

— Três anos é muito. Você não perderia para o Sieg, não é?

Estes eram Lucie e Arus. Desde que voltaram de Millis, Arus se jogou em seu treino de espada com ainda mais intensidade do que antes. Eris ensinava esgrima a todas as crianças, mas desde que Arus sentiu vontade de lutar, ela ficou cheia de orgulho e se esforçou muito para lhe ensinar tudo o que sabia. Arus tinha talento de sobra, então recebia atenção especial. Ele absorvia tudo o que Eris lhe ensinava e estava a caminho de se tornar um espadachim completo – mas nada menos que isso parecia bom o suficiente para ele. Foi por isso que Arus começou a reunir as crianças para sessões de treinamento secretas como esta.

Eris provavelmente teria dito que seu golpe precisava de mais trabalho antes de ele começar a pensar em experiência de combate, mas ele era o filho dela – achava chato apenas brandir sua espada e queria um parceiro. Eris foi da mesma forma quando tinha a idade dele, então era natural.

— Ei, Lucie — disse Arus —, você é super boa naquela coisa de atirar vento da sua mão para girar. A Mamãe Branca te ensinou?

— Nuh-uh. Ouvi dizer que o papai costumava fazer isso, então aprendi sozinha.

— Uau. Você acha que o papai luta assim também?

— Provavelmente não agora. Ele disse que era quando criança.

— Você acha que eu deveria tentar também?

— Hmm — ponderou Lucie. — Acho que seria melhor você desenvolver sua técnica de Deus da Espada. O que eu fiz não seria poderoso o suficiente em uma luta séria com espadas de verdade. Eu não faria isso se não tivesse treino de espada. Quer dizer, sou uma maga.

— Mas é tão legal. A esgrima mágica da Lucie! O Clive também ficou impressionado, sabe.

— Mm… — Lucie pareceu ignorar, mas olhou furtivamente para o menino loiro observador, que conversava animadamente com Sieg no chão ao seu lado.

O nome dele era Clive. Ele também era um parente, então de vez em quando participava das sessões de treinamento secretas só para crianças. Foi por isso que Lucie usou sua capa favorita sobre o uniforme, mesmo que estivessem treinando, e por que ela usou magia para fazê-la esvoaçar em vez de se concentrar em sua espada. Ela queria parecer uma fada do vento – uma sílfide, um dos quatro grandes espíritos de um conto de fadas que seu pai lhe contara há muito tempo. Ele disse que a bela sílfide tinha cabelo verde e dançava pelo ar, sempre vestida com o vento.

Quando Lucie conversava com suas amigas na escola, elas diziam que nunca tinham ouvido falar de nada parecido. Quando perguntou a seus professores, eles também não sabiam de nada. Ela vasculhou a biblioteca, mas não encontrou nenhuma menção ao nome. Até aquele momento, ela acreditava que a sílfide era real. Acontece que era tão imaginária quanto o Homem-Cheddar – que choque! Mesmo assim, Lucie ainda adorava as fadas do vento, e sonhava que o menino de quem gostava a visse daquela forma.

— Chega disso. Flexões! — gritou Lucie. — Concordamos que o perdedor teria que fazer flexões, lembra?

— Ah, cara. — Arus se colocou em posição de flexão na frente de Lucie e começou, gritando: — Um! Dois…!

Era uma regra do treinamento secreto das crianças que o perdedor tinha que fazer um treino básico.

— Certo, você é a próxima, Lara! Se apresse!

O próximo oponente deveria sair enquanto o perdedor fazia seus exercícios, mas Lara disse sonolenta: 

— Você já fez cinco rodadas. Vamos fazer uma pausa.

Ela estava largada contra Leo, desinteressada em lutar, embora fosse honestamente melhor quando ela os ignorava fingindo estar dormindo. Uma maga extremamente talentosa, Lara lutava usando astúcia para enganar seus oponentes. Por outro lado, ela não era motivada quando se tratava de esgrima. Isso não significava que não gostasse de se mover; ela era bem enérgica quando aprontava suas próprias travessuras. Lutar com espadas simplesmente não era a sua praia.

Ela ainda veio, no entanto, embora relutantemente. Talvez tivesse seus motivos.

— E você, Sieg?

— Mm, estou fora também. — Sieg tinha apenas oito anos e a menor taxa de vitórias dos quatro. Dito isso, ele tinha uma força inacreditável para um menino de sua idade, e quando a luta era acirrada, havia momentos em que isso era suficiente para levá-lo à vitória. Seu estilo também era diferente de Lucie e Arus. Como Arus, seu estilo de luta priorizava sua esgrima, mas de vez em quando, ele se movia de maneiras que claramente não eram o que Eris lhes ensinara.

Claro, os outros três sabiam muito bem quem o estava ensinando esgrima e onde.

— Ok, hora da pausa — disse Lucie. Ela se sentou ao lado de Arus, que ainda estava fazendo flexões. Ir até Clive teria sido embaraçoso demais. Era aquela fase de sua vida. Além disso, naquele momento, Clive estava conversando com Sieg. Lucie não sabia o que eles estavam dizendo, mas Clive, que era calmo para sua idade, era extremamente conhecedor e interessante de se conversar. Ele provavelmente estava entretendo Sieg com qualquer livro que lera recentemente.

— Ei, Lucie — disse Arus de repente enquanto continuava a fazer flexões —, o que você vai fazer depois que terminar a escola?

— Vou para a próxima escola — respondeu Lucie, despreocupadamente, à pergunta séria de Arus. — É como o papai disse. Depois de me formar na Universidade de Magia de Ranoa, vou começar na Academia Real de Asura. Não sei por que tenho que ir para lá, mas acho que por sermos nobres de Asura, devo aprender sobre a nobreza ou algo assim.

— Não, quero dizer, depois disso.

Lucie olhou para Arus novamente. Seus olhos estavam no chão enquanto ele continuava suas flexões.

— Você vai seguir os passos do papai, certo? — Ela perguntou a ele.

— Não sei, mas é o que nossas mães dizem.

Era principalmente Eris quem dizia. Ela ocasionalmente proclamava: “Arus é o herdeiro dos Greyrat!” Desde então, presumia-se que ele era. Sylphie e Roxy não pareciam ter problemas com isso. Não estava claro o que ele tinha que fazer. Ele trabalharia para Orsted como Rudeus?

— O que você quer dizer com “não sei”? Arus, todo mundo está esperando que você seja o herdeiro. E a Lara também deve ter um papel importante. É sério.

— Se você vai ser assim, por que não é simplesmente a herdeira? Você é melhor que nós na luta de espadas e na magia.

— Não sou. Ninguém espera nada de mim.

— Isso não é verdade. — Arus disse bruscamente.

É sim! — disse Lucie, com a voz elevada. — O papai nunca me disse que esperava algo de mim ou o que ele quer que eu faça no futuro. Nada disso! Vocês dois ganharam espadas e cajados mágicos em seus aniversários, mas eu… eu…!

Não apenas Arus, mas os outros três que estavam longe deles, todos olharam boquiabertos para ela. Ela instantaneamente sentiu uma onda de vergonha. O que ela estava fazendo dizendo tudo isso para seu irmão mais novo? O papai não esperava nada dela porque ela não estava se esforçando o suficiente. Era simples assim.

— Oh…! — Lágrimas brotaram nos olhos de Lucie. Chorar não ajudaria em nada, mas elas escorreram por suas bochechas de qualquer maneira. Por que o papai não esperava nada dela? Ela nunca entendeu. Ela se esforçava tanto na esgrima quanto na magia. Só tirava boas notas na escola. Era uma boa irmã mais velha, mas o papai nunca lhe disse o que queria que ela fizesse ou o que queria que ela fosse. Ele sempre a dispensava, dizendo que ela deveria viver a vida que quisesse ou que não precisava se preocupar com isso só porque era a mais velha.

— N-não é como se o papai me dissesse que esperava algo — gaguejou Arus, olhando ao redor, desamparado. Para ele, sua irmã mais velha era perfeita. Ela era a mais talentosa de seus irmãos e irmãs. O fato de ser três anos mais velha a fazia parecer uma adulta. Arus não conseguia fazer as coisas que ela conseguia fazer na idade dela, e também não sabia como cuidar de suas irmãs mais novas, Lily e Chris. Além da esgrima, Arus não achava que havia algo que ele fizesse melhor que Lucie. Mesmo assim, ele não conseguia vencê-la em uma batalha simulada quando ela usava magia. Se ninguém esperava nada de Lucie, eles definitivamente não esperavam nada de nenhuma das outras crianças.

Mas se o papai realmente não esperava nada de Lucie, isso não significava que ele também não esperava nada de Arus? O papai nunca disse a Arus que queria que ele fosse seu herdeiro. Ele meio que presumiu isso porque a Mamãe Vermelha e a Aisha disseram, e as outras mães não disseram que estavam mentindo. Era assim que funcionava. Com a nobreza de Asura, o filho mais velho era o herdeiro.

Normalmente, se alguém falasse com ele como Lucie, Arus teria respondido com uma réplica acalorada. Mesmo que não parecesse bravo por fora, ele teria fervido silenciosamente; era sua natureza. Mas ele nunca ouviu Lucie falar assim antes – nunca a viu tão chateada. Quando ela ficava com raiva de Lara por pregar uma peça nela, quase parecia que estava fingindo, como se só ficasse brava o tempo suficiente para repreender Lara. Lucie era uma irmã mais velha perfeita. O tipo extremamente legal que nunca desabafava seus sentimentos, nunca fazia nada de ruim e nunca choramingava ou reclamava.

— Ei, hum, Lucie? — Arus hesitou, mais confuso do que com raiva da explosão. Ele não sabia como responder. Se fosse Lara ou Sieg, com quem ele tinha prática em discutir, ele teria dito algo, mas o que deveria fazer aqui?

Então, Clive se aproximou deles e se sentou ao lado de Lucie.

— Você está bem? Lucie?

Lucie ficou em silêncio. O outro menino era apenas um ano mais velho que Arus, mas parecia muito mais maduro. Era diligente e tirava boas notas na escola, e também era gentil e habilidoso com as pessoas – embora pudesse ser rigoroso com os alunos mais novos quando precisava. Ele parecia muito mais adulto do que Lara, que tinha a mesma idade.

— Todos nós sabemos o quanto você se esforça — disse Clive.

— Mm. — Lucie fungou. Clive passou um braço em volta dela e deu um tapinha em sua cabeça.

— Você vai se desculpar com o Arus mais tarde, certo?

— Não, agora é melhor. — Lucie deu outro fungado úmido, depois se virou para Arus, que estava congelado em sua posição de flexão, e abaixou a cabeça. — Sinto muito, Arus. Fui rude.

— Não! Quero dizer… eu também sinto muito — disse ele. Ele não tinha certeza do que fez de errado, mas tinha quase certeza de que alguém lhe disse que se fizesse uma garota chorar, era melhor se desculpar. Talvez fosse a Mamãe Azul ou a Mamãe Branca. Poderia ter sido a Aisha? De qualquer forma, ele não deveria ter perguntado a Lucie sobre o que ela faria depois de terminar a escola. Ele estava apenas curioso e queria ouvir o que sua irmã legal tinha em mente para o futuro. Talvez ele também esperasse ter uma ideia para si mesmo com a resposta de irmã mais velha perfeita dela. Ele nunca em um milhão de anos pensou que ela gritaria com ele daquele jeito.

— Desculpe, Arus — disse Clive. — Vou levar a Lucie e voltar para casa.

— Oh, uh, sim. Ok.

Clive, com o braço em volta dos ombros de Lucie, entrou.

Deixado para trás, Arus ficou sem palavras. Ele simplesmente ficou parado, congelado de incredulidade. Nesse momento, Lara e Sieg se aproximaram de onde Lucie e Clive estiveram. Leo se juntou a eles, parecendo preocupado.

— Isso foi demais — disse Lara.

— Eu não sabia que a Lucie podia ficar com raiva assim — concordou Sieg.

Arus era próximo de seu irmão e irmã, e conversar com eles geralmente o ajudava a pensar sobre as coisas. Ele assentiu. 

— Acho que, não sei, a Lucie deve se preocupar com o futuro também.

Ele presumiu que Lucie era perfeita demais para se preocupar com qualquer coisa. Claramente não.

Lara abriu a boca. 

— Lucie… — Ela começou.

Arus nunca sabia o que a mais nova de suas irmãs mais velhas estava pensando, mas às vezes ela se abria com algo que ia ao cerne da questão. Arus ouviu atentamente para não perder nada importante.

— …com certeza vai se casar com o Clive. — Foi tudo o que ela disse.

— Ah, certo. — Arus assentiu, sentindo-se desapontado. Lara com a mesma frequência dizia algo anticlimático. Ela não se interessava pelas mesmas coisas que Arus e os outros. Estava em um mundo próprio.

— Não era disso que estávamos falando — disse Sieg.

Mas Lara não terminou. 

— Clive é filho único, então quando eles se casarem, Lucie vai morar em Millis.

Agora que Arus entendeu seu raciocínio, ele sabia onde ela queria chegar. 

— Então, ela vai embora quando se casar?

— Certo — disse Lara.

A família deles e a família de Clive, os Grimor, se davam bem, ajudados pelo fato de serem parentes. Arus não entendia muito bem por que, mas as famílias nobres casavam seus filhos uns com os outros para construir laços mais fortes. Os adultos já poderiam estar fazendo planos para Lucie e Clive. Eles estariam “noivos”.

— Você acha que a Lucie está infeliz com isso? — perguntou Arus.

— Aposto que ela não está brava com isso.

— Sim, ela gosta do Clive, mas então por que ela gritou daquele jeito?

— As garotas são complicadas.

Arus se sentiu bem perdido. Lucie estava obviamente infeliz com algo. Parecia até que achava que ela era quem tinha que ser a herdeira dos Greyrat. Arus também achava que era ela quem merecia, embora isso pudesse ser sua própria inadequação falando.

Pensando que perguntaria a Aisha sobre isso mais tarde, ele tentou mudar de assunto. 

— E você, Lara?

— Vou me casar com um homem capaz que vai cozinhar, limpar e fazer tudo o mais, me permitindo ficar deitada o dia todo.

— “Vai”? Espere, você está noiva de alguém?

— Não.

— Ah. — Ele queria perguntar onde ela achava que ia encontrar alguém assim, mas se conteve.

— Não será muito difícil — acrescentou Lara.

— Claro. Boa sorte. — Sua irmã mais velha menos legal estava começando a irritá-lo, então ele se virou para seu irmão mais novo. — E você, Sieg?

Sieg olhou para a espada de madeira em suas mãos. 

— Vou ser o espadachim mais forte do mundo. — Ele estava sendo ainda mais ridículo que Lara. — Assim que eu for o mais forte, defenderei a paz mundial.

Bem, Sieg gostava do Homem-Cheddar e da Épica do Norte, mas Arus estava tentando falar sobre coisas sérias, não sonhos de bebês. Ele suspirou e disse: 

— Tente me vencer primeiro.

— Vou vencer.

— Ah é? Quando?

— Um dia!

— Bem, leve o seu tempo, mas não se chame de mais forte até conseguir!

Sieg inflou as bochechas, emburrado. Arus não se via perdendo para Sieg por um tempo ainda, mas seu irmão estava ficando mais forte a cada dia. Ele realmente poderia vencê-lo um dia, mesmo que parecesse ridículo no momento. Talvez os sonhos de heroísmo de Sieg não fossem tão infantis. Claro, vencer Arus não tornaria Sieg o mais forte. Havia muitos espadachins seriamente fortes por aí.

— Você não quer ser o herdeiro? — perguntou Sieg de repente.

Arus torceu a boca e murmurou: 

— Como eu vou saber?

Ele era o herdeiro da família Greyrat… exceto que não tinha certeza do que isso significava, incluindo se era bom ou ruim. No entanto, a conversa deles lhe deu uma perspectiva diferente. A família Greyrat servia ao Deus Dragão Orsted, mas também era um ramo da nobreza de Asura. Ser herdeiro da família significaria se misturar com outros nobres. Isso se encaixava com o que Lucie disse sobre ter que frequentar não apenas a Universidade de Magia de Ranoa, mas também a Academia Real de Asura.

— Hmm. — O que os nobres faziam, afinal? Arus supôs que aprenderia a resposta na escola, mas por enquanto, era um mistério. Laços entre famílias eram importantes, então talvez ele tivesse que se casar com uma mulher que não conhecia ou algo assim.

— Acho que meio que não quero. — Ele disse finalmente. Arus tinha certos tipos de garotas que gostava, então não queria se casar com qualquer uma. Na verdade, embora estivesse com vergonha demais para admitir, ele já tinha alguém de quem gostava.

Ainda assim, ele não podia fazer barulho sobre como não queria se já estivesse decidido. Lucie definitivamente ficaria com raiva dele por isso. Ela aguentava tudo, ela diria, então o que o tornava tão especial a ponto de ele poder escapar? Se nada mais, Lucie ficaria infeliz se ele não se dedicasse a ser o melhor herdeiro, mas ele não sabia como fazer isso. Ele não queria que ela o odiasse.

Aisha poderia lhe dizer o que ele precisava fazer se ele perguntasse, mas desde que ele completou dez anos, ela quase nunca lhe dava uma resposta direta. Geralmente, ela apenas lhe dava uma dica e depois lhe dizia para pensar por si mesmo – algo em que ele não era bom. Ele refletiu muito depois de ir para Millis e estava começando a pensar um pouco mais, mas estava com dificuldades. Sua mente imediatamente concluía que resolvesse as coisas com sua espada ou magia.

Arus olhou sem palavras para suas mãos. A magia de Lucie era tão bela, e ela a usava com habilidade. Era tão eficaz, mesmo sendo apenas uma simples magia de vento. Ela se movia e mudava, assim como ela. Ela era forte. Se Arus pudesse apenas aprender aquela magia, ele também seria forte.

— Tudo bem — disse ele, decisivamente. Ele ainda não tinha certeza do que deveria estar fazendo, mas por hoje, tentaria copiar Lucie. Ainda pensando, Arus se levantou, com a espada na mão.

 


 

Tradução: Gabriella

Revisão: Pride

 

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peregrino
peregrino
4 horas atrás

O prossimo volume será complicado 😞

Vol. 02 – Cap. 14