Como um Herói Realista Reconstruiu o Reino

Como um Herói Realista Reconstruiu o Reino – Vol. 11 – Cap. 00 – Prólogo: A Noite Antes dos Novos Dias

 

Tarde da noite no 1º dia, 4º mês, 1548º ano, Calendário Continental

— …Eu me sinto meio inquieto — resmunguei para mim mesmo, sozinho em um quarto escuro.

Tinha acontecido justamente hoje. Realizamos as cerimônias de coroação e de casamento, tornando-me oficialmente o Rei da Friedônia. Liscia, Aisha, Juna, Roroa e Naden tornaram-se as minhas esposas e família real. Com todas as cerimônias concluídas e o evento de revelação para o público em geral terminado, agora havia um grande banquete em andamento celebrando minha ascensão ao trono e o matrimônio.

Um evento de grande escala. Era, fundamentalmente, uma celebração organizada pela família real. Meus vassalos, que estiveram presentes em casamentos por toda a cidade, juntaram-se a nós, e isso tornou o evento bastante animado. … Na verdade, mesmo agora que entramos no segundo dia, a festa ainda continuava.

Este quarto ficava distante do grande salão onde o evento ocorria, mas ainda conseguia ouvir vagamente a diversão barulhenta de todos. Eu mesmo estive lá há pouco tempo, porém Hakuya se aproximou de mim e solicitou que me retirasse antes da meia-noite. Pode parecer estranho que eu, o anfitrião, estivesse sendo expulso, mas ele disse que era assim que as coisas funcionavam.

— Também é seu dever aumentar o número de membros da realeza, senhor — ele me disse com uma expressão excessivamente séria no rosto.

Suponho que isso significava que ele queria que eu aproveitasse ao máximo nossa primeira noite de vida conjugal. Minha parceira para a noite, Aisha, foi retirada da festa junto comigo. Eu nunca esqueceria os rostos sorridentes, ou os rostos que tentavam desesperadamente não sorrir, dos meus retentores enquanto nós dois saíamos juntos. Eu queria apenas me enfiar em um buraco.

Parecia que era tradição fazer um espetáculo do tipo: “Vamos nos esforçar para fazer bebês agora”, e fazer com que os retentores prometessem lealdade à família real e a todos os nossos descendentes.

— Ho, ho, ho. Se esforce pelo nosso país.

— Eu sei que minha filha tem seus defeitos, mas por favor, seja gentil.

Foi o que meus sogros, Albert e Wodan, disseram. Parecia que ambos beberam muito e estavam em um estado de êxtase… Eu não soube como responder.

A Rainha Primária, Liscia, já tinha saído cedo para colocar Cian e Kazuha na cama, então Roroa assumiria o papel de anfitriã assim que saíssemos. Com sorte, ela não se empolgaria demais, mas… Bem, Juna também estava por perto, então provavelmente tudo ficaria bem.

Eu estava sentado em uma cama enquanto pensava em tudo isso.

Este era o quarto da Aisha. Por ela ser uma guerreira, o quarto passava uma impressão geralmente espartana, e as paredes estavam decoradas com escudos e outros equipamentos. No entanto, a cabeça do manequim que ostentava sua armadura leve estava adornada com uma tiara de orelhas de gato que eu vi antes. Havia também um urso de pelúcia que eu fiz sentado ao lado do travesseiro dela, e outros toques femininos aqui e ali. O quarto realmente era um bom reflexo de quem Aisha era.

Então a porta se abriu e Aisha entrou, vinda do banho.

— C-Com licença — disse ela, um pouco timidamente, sentando-se ao meu lado.

Seu longo cabelo prateado, que sempre ficava preso, estava solto agora e molhado, fazendo com que parecesse, de alguma forma, mais feminina do que o normal, e me deixando muito consciente da presença dela. O traje atual também causava um impacto enorme. Aisha não vestia nada além de um roupão de banho curto. Seus seios fartos, geralmente contidos sob uma couraça, pressionavam o tecido e, com as coxas saudáveis à mostra, eu tinha dificuldade em decidir para onde era aceitável direcionar o olhar.

— Hmm… Senhor… — Aisha disse, encolhendo-se um pouco, enquanto eu lutava para encontrar as palavras. — P-Por favor… cuide bem de mim esta noite.

— S-Sim…

Quando Aisha sutilmente se inclinou para mais perto de mim, coloquei meu braço gentilmente em volta do ombro dela. Eu já passei por isso com Liscia antes, mas ainda me sentia tenso, preocupado que ela pudesse não querer que eu fosse o seu primeiro. Embora, se eu estava inquieto, Aisha devia estar ainda mais.

Achei que deveríamos conversar um pouco, nem que fosse apenas para aliviar a tensão.

— Você está tão linda… — eu disse arfando. — Eu nunca imaginei que essa roupa pareceria tão atraente.

— S-Sério? — Aisha gaguejou, olhando para o roupão. — Antes, quando a princesa e eu tentamos nos aproximar do senhor com essas roupas, o senhor apenas dormiu ao nosso lado. Me preocupei que talvez Vossa Majestade achasse que parecia impróprio…

Preocupada…? Como ela podia estar? Que bobagem. Ela era mais do que atraente o suficiente. Eu já estava me sentindo um pouco tonto. Honestamente, estou surpreso por ter conseguido me conter depois de ver Aisha assim da última vez.

— É sedutor. É um milagre que eu tenha conseguido manter a cabeça fria na última vez.

— Você estava terrivelmente deprimido na época, senhor.

— É… foi logo depois que algumas coisas sangrentas aconteceram também. Mas se eu não estivesse tão abatido, poderia ter cedido à minha luxúria e atacado vocês duas. Embora eu tenha certeza de que você teria me repelido.

— E-Eu não teria — Aisha disse timidamente. — Desde aquela época, estou preparada para me oferecer a você, de corpo e alma…

Era tão fofo o jeito que ela agia timidamente assim que a abracei com força. Seus músculos flexíveis estavam levemente endurecidos pela tensão, mas ela tinha uma suavidade feminina também. Enquanto saboreava essa sensação, sussurrei para Aisha:

— Hoje, nos tornamos rei e rainha, marido e mulher. A partir de amanhã… Não falta muito, não é? Logo, nossa nova vida como parceiros reais começará.

— Senhor?

— Se eu for honesto, tenho meus receios. Não há mais espaço para desculpas de agora em diante. Não sou mais provisório, ou um candidato, ou nada do tipo. Nosso reino, nossa família e nossos filhos, todos descansam sobre nossos ombros. Temos que assumir a responsabilidade por todos eles sozinhos.

Por que estou me deixando parecer tão fraco em um momento como este? Eu mesmo não tinha total certeza disso. Mas senti com muita força que precisava que ela ouvisse isso. Então Aisha estendeu a mão e acariciou minhas costas.

— Nós carregaremos esse fardo com você. Tenho certeza de que a Senhora Liscia, a Senhora Juna, a Senhora Roroa e Naden sentem o mesmo. Somos marido e esposas, afinal.

— Aisha…

— Eu não sou tão inteligente — Aisha disse, com um sorriso se espalhando pelo rosto. — Mas tenho confiança no meu vigor físico, então, por favor, me permita apoiá-lo do meu próprio jeito, querido.

Senti algo tomar conta de mim. Deitei, ainda segurando Aisha com força. Minha cabeça já estava cheia de desejo por ela, mas… então, de repente, um pensamento me veio à mente.

— … Ei, Aisha. Posso te pedir apenas uma coisa?

— O que seria? — Aisha estava um pouco confusa com meu súbito retorno à calma.

— Hmm… Quando fizermos o ato, você se importaria se eu te proibisse de me abraçar? Nada de colocar as mãos em volta de mim assim.

Quando coloquei meus braços ao redor dela para ilustrar, os olhos de Aisha se arregalaram de surpresa.

— Hein?! Por que está pedindo isso?!

— Da última vez que você me deu um “abraço de urso”, me assustei ao ouvir o jeito que meus ossos estalaram. Se você me abraçasse com força total, eu não duraria um segundo. Se você quebrasse minha espinha e eu ficasse inválido, seria um problema sério.

Claro, me disseram que gerar filhos era um dos meus deveres oficiais, mas se eu ficasse incapaz de cumprir qualquer um dos meus outros deveres no processo, isso perderia o sentido.

— Urgh… É lamentável, mas eu entendo — Aisha disse, aceitando o pedido assim que expliquei sobre o risco de lesões na coluna. — Nesse caso, por favor, senhor, me abrace muito em vez disso.

Quando ela me pediu aquilo, com os olhos voltados para cima… foi incrível.

— É claro que vou — eu disse, dando um beijo em Aisha, e então fiquei por cima dela.

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Merovíngio

 

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