Todos na equipe de resgate estavam em uma carruagem puxada por cavalos para as pradarias. Sentei-me ao lado de Rose enquanto ela conduzia os cavalos, ao passo que Orga e Ururu sentaram-se dentro da carruagem com os outros membros da equipe de aspecto assustador. Os cavaleiros do Reino Llinger marchavam em fila em frente à carruagem.
— Hum, por que estou sentado ao seu lado, capitã?
— Só porque não há espaço lá dentro. Ou você queria ser o único andando? — ela sorriu.
— Na verdade, não.
Sentar naquela carruagem apertada com os caras teria sido estranho. Mas lidar com uma Rose silenciosa também não era divertido. Eu teria enlouquecido se tivesse que ficar sentado em silêncio por horas, então decidi fazer a ela uma pergunta que estava em minha mente.
— Esta é a sua segunda vez lutando contra o exército do Lorde Demônio, certo, capitã? Como são os demônios em geral? Tudo o que sei é que eles são diferentes dos humanos.
— Demônios são semi-humanos que têm chifres retorcidos em suas cabeças. Eles se parecem com os humanos, mas geralmente nos superam em força e poder mágico. — explicou.
— Você acabou de dizer chifres?
Como os chifres do diabo?
— Por que? Você está com medo?
— Nah. Conheço alguém que é mais assustador, então ficarei bem.
Rose zombou.
— O garoto tem um comentário para tudo.
Posso ver porque me vê como uma criança… já que é uma velha bruxa e tudo.
Não queria que ela me matasse, então guardei essa observação para mim.
— Se você ainda estiver nervoso depois de todo o meu treinamento, vou te chutar para fora desta carruagem. — disse brincando, puxando com força as rédeas. — Quem imaginaria que o garoto que foi arrastado para a invocação do herói se transformaria em um monstro desses. — refletiu.
— Um monstro? Você não precisa dizer isso de forma tão estranha.
Não é como se eu fosse não humano, sabe.
— Mas é verdade. Pessoas normais não aguentam meu treinamento.
— Então por que você tornou isso tão difícil de suportar?!
— Você é o monstro que concluiu meu treinamento, então tudo o que você disser soará sarcástico. — ela contra-argumentou.
Se ela sabe o que está fazendo, isso é absolutamente cruel!
— Você é o monstro!
— O que você disse?
— Desculpe. Não quis dizer isso.
Ela nem me deixou responder. Eu me senti realmente patético. Um olhar maligno me fez pedir desculpas.
— Bem, de qualquer forma, estou feliz por ter encontrado você.
Espera, sério?
— O quê? Por que você parece tão surpreso?
— Eu não esperava isso. — disse honestamente.
Nunca pensei que diria que está feliz por nos conhecermos.
— Você não tem ideia de como é especial.
— O que quer dizer?
— Não há curandeiros como eu neste mundo. Posso treinar os curandeiros na carruagem o quanto quiser, mas nada mudaria.
Ela estava certa. Por mais que Orga e Ururu treinassem, nunca poderiam se tornar curandeiros como Rose. Ela estava dizendo que eu era como ela, por isso que eu era especial? Eu realmente não sabia como me sentir.
— Imagine se houvesse um monte de gente que fosse como eu.
— Isso certamente seria o fim do mundo.
Ela deu um golpe de caratê no meu estômago tão rápido que não tive tempo de reagir. O ar saiu da minha boca e comecei a desmaiar. Rose simplesmente ficou sentada com a mão na cabeça, parecendo perplexa.
— Não vai acontecer. Foi por isso que encontrei uma maneira de usar magia de cura para treinar além dos meus limites. Você e eu somos os únicos que podemos fazer isso.
Eu ofegava de dor enquanto lançava magia de cura em meu estômago.
— F-faz sentido…
Mas fiquei surpreso ao saber que ela havia inventado… essa nova maneira de usar magia de cura. Suas “idéias” eram bem insanas.
— Você tinha as características que eu procurava em um curandeiro. Ninguém podia fazer o que fiz… até que encontrei você. — murmurou.
Não tinha certeza do que Rose queria dizer, mas sabia que Ururu estava certa.
Rose realmente estava contando comigo. Apesar de toda a dor que sofri, não pude deixar de me sentir meio que honrado.
Ainda estava pensando em nossa conversa quando ela se virou para mim e disse: — Quase lá.
Quando saí do meu torpor, as árvores de ambos os lados da estrada haviam desaparecido, deixando nada além de um campo verde gigante.

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Três dias se passaram desde que a ponte foi destruída.
Amila Vergrett cerrou os dentes com raiva enquanto refletia sobre a infeliz reviravolta dos acontecimentos. A ponte estava tão perto de ser concluída, mas foi destruída em um instante. O exército teve que reconstruí-la do zero.
— Tch. Quanto tempo mais vai demorar?! — Amila rosnou.
— Deve ser concluída ao amanhecer. — respondeu um subordinado.
— Bem se apresse!
Ela havia cometido o maior de todos os erros. Se tivesse ficado de olho na margem, a ponte nunca teria sido destruída. Amila estava com raiva de si mesma por cometer um erro de novata.
— O moral está mais baixo do que nunca e o ataque está terrivelmente atrasado. Não mereço o título de terceiro comandante do exército. — lamentou.
Um cavaleiro de armadura negra se aproximou.
— Ainda não está concluído? Estou entediado até as lágrimas. — resmungou.
— Bem, segure seus cavalos. — disse ela fracamente.
— Quando a batalha começar, você terá que lutar, goste ou não.
O cavaleiro negro sentou-se taciturnamente no chão.
— Eu não me importo, desde que eu lute.
— Você é um viciado em batalhas, não é? Nunca teria imaginado que você era o subordinado daquela aberração idiota da natureza.
— Eu não tenho nada a ver com aquele preguiçoso. — ele sibilou.
O cavaleiro negro não recebia ordens da terceira divisão, que era comandada por Amila. Em vez disso, ele foi enviado para lá como soldado da segunda divisão. Amila estava dolorosamente ciente de que o segundo comandante do exército não levava seu trabalho a sério e, como comandante, não podia respeitá-lo. No entanto, seu subordinado, o cavaleiro negro, era claramente habilidoso. Havia rumores de que nenhum de seus companheiros soldados poderia igualar sua incrível força e habilidades mágicas únicas.
— Escute, sei que você é talentoso. Mas não baixe a guarda. Os humanos têm seus próprios truques na manga. Nós os chamamos de sequestradores. — explicou.
— Você quer dizer os caras que tiram soldados caídos do campo? Se tudo o que eles fizerem for fugir, nunca poderão me derrotar.
— Não os subestime só porque são humanos. Eles são seu próprio tipo de monstro. — Amila alertou. Apesar de quão séria estava sendo, o cavaleiro negro apaticamente encolheu os ombros em resposta.
Amila viu isso e soltou um suspiro.
— Não importa. Amanhã terminamos a ponte. Depois disso, começamos nosso ataque. Você e Baljinak serão responsáveis por exterminar nossos inimigos. O moral está no nível mais baixo de todos os tempos. É seu trabalho impulsioná-lo. — observou.
Amila rapidamente se afastou do cavaleiro negro em uma tentativa nada sutil de encerrar a conversa e voltou a comandar a construção. O cavaleiro negro olhou fixamente para a parte de trás da cabeça de Amila antes de desabar no chão.
— Monstros, hein? — ele gemeu. Sacou sua espada e a jogou no chão. Se Amila o visse jogar uma espada de forma imprudente, um símbolo de orgulho para os cavaleiros, ela ficaria furiosa.
— Eu não sei o quão fortes são, mas pelo menos vou me divertir um pouco. — murmurou. A armadura negra que usava começou a torcer e a girar como uma névoa de calor em um dia escaldante.
— Demônios ou humanos… Não importa. Qualquer um que puder me satisfazer o fará. — ele gemeu. Começou a rir loucamente, com a boca escondida sob o capacete.
— Mostre-me como é viver, humanos. — disse ele.
Sua armadura negra se contorcia ao redor dele como lama. Ele parecia o próprio diabo.

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O exército do reino montou um acampamento no vasto campo. Mas em uma área separada, a equipe de resgate montou uma grande estrutura semelhante a uma tenda que tinha seu próprio teto. Nós a enfileiramos com camas simples que tínhamos carregado na carruagem.
O sol já havia se posto. Soldados ficaram de guarda, substituindo uns aos outros em turnos, enquanto eu me sentei em uma cadeira de madeira no acampamento da equipe de resgate. A cadeira era absurdamente desconfortável, mas o maior problema era…
— Não há nada a fazer. — gemi.
Rose estava com Siglis e os irmãos saíram para conversar com os soldados.
Além disso, o grupo de Tong já estava dormindo.
O exército do Lorde Demônio pode estar aqui a qualquer minuto, então como diabos eles estão dormindo como bebês?! “Descansar nos ajuda a lutar melhor”, dizem? Soa muito falso para mim.
Rose também me disse para descansar, mas não tinha certeza se deveria. Se eu estivesse na Terra, porém, dormiria num piscar de olhos.
— Passando! — disse uma voz impetuosa.
O guarda que acompanhou a mim e a Inukami invadiu a tenda. A única diferença era que agora usava o uniforme do exército do reino.
Depois de nos cumprimentarmos, ele examinou a sala.
— Fico feliz em vê-lo, Sir Usato. Onde estão os outros?
— Eles estão fora no momento. A capitã deve estar de volta em breve.
— Bem, veja, a razão pela qual estou aqui é porque tenho uma mensagem para você. — respondeu. Ele endireitou sua postura e se curvou mais uma vez.
— Eu sou Aruku! E tenho a honra de guardar a equipe de resgate nesta batalha! Eu protegerei sua equipe até o fim! — exclamou.
— O-Ótimo. Estou ansioso para trabalhar com você, Aruku.
Suas palavras apaixonadas me surpreenderam um pouco, mas também me lembraram que suas intenções eram puras. O inimigo provavelmente iria direto para nosso acampamento, então esperava que alguém confiável, alguém como ele, nos defendesse. Poderia ficar tranquilo sabendo que ele estava atrás de nós.
— Deixe para mim! Agora, senhor, voltarei ao meu posto!
— Estamos contando com você.
Depois de se curvar educadamente mais uma vez, Aruku saiu da tenda.
Ele era uma pessoa incrivelmente entusiasmada cuja atitude alegre iluminou a sala. Observei Aruku se afastar, depois voltei para minha cadeira e olhei para o nada. Nesse momento, uma garota entrou na tenda. Ela tinha longos e lindos cabelos pretos que balançavam enquanto andava. Não era outra senão Inukami que se aproximou de mim com um sorriso.
— Como vai, Usato?
Ela usava uma armadura de prata brilhante. Parecia bastante leve e fácil de se mover. Inukami estufou orgulhosamente o peito quando percebeu que eu estava olhando para ela.
— Ah, isso? É… bem, devo lhe dizer? Quer saber o que é? — ela riu.
— Na verdade não. — eu disse honestamente.
— Claro que quer, então escute! Vou explicar só para você!
Ela vai me dizer, quer eu goste ou não!
— Magia de suporte foi lançada nesta armadura! Isso reforça especificamente minha magia de relâmpago. Não só isso, mas é tão flexível que esqueço que está lá! É incrível!
— Você gostou disso?
— Ah, com certeza!
Ela é mais do que fácil de ler. Ela é como uma criança orgulhosa de seu novo brinquedo. Quero dizer no sentido de que é meio irritante.
— Você não é muito feminina.
— O que—?! Você tem muita coragem de dizer isso para uma garota!
— Bem, você é a única garota que conheço que está feliz por ter sua própria armadura.
— I-Isso não é verdade, Usato! Gosto de coisas fofas e não se esqueça disso! Na verdade, costumava ter um cacto no meu quarto na Terra!
Possuir um cacto realmente torna alguém feminino?
A encarei por alguns segundos até que ela desviou os olhos desajeitadamente.
De repente ela começou a apontar para mim.
— Sim, bem. Foi você quem roubou tudo o que me fazia me sentir melhor.
— O que eu fiz?!
Agora ela está apenas tentando arranjar uma briga.
— É por isso que você mesmo tem que fazer com que eu me sinta melhor.
— Desculpe, não tenho ideia do que você está falando. Isso não faz sentido.
Ela começou a se aproximar de mim. Isso me assustou, então lentamente me levantei da cadeira.
— Você é teimoso, Usato, mas eu não vou desistir!
— Em primeiro lugar, nunca lhe dei um motivo para tentar.
Ela riu.
— Eu sei o que é isso. Esta é a sua maneira de esconder o seu constrangimento. De fingir que você é mais indiferente do que você realmente é!
Inukami estava agindo muito estranho. Ela estava até ficando vesga.
— Calma, Inukami. Você está sendo estranha.
— Não, eu não estou!
— Hum, você está bem?
Merda. Ela realmente foi ao fundo do poço.
Inukami era uma garota normal do ensino médio na Terra. Estava tentando ser corajosa, mas no fundo provavelmente estava com medo. A pressão da guerra deve tê-la deixado instável. Talvez fosse por isso que estava agindo de forma tão maníaca.
— Apenas me ouça! Quando você resiste a mim, isso só me faz querer você ainda mais. Isso me faz querer flertar e ser flertada. Então, vamos fazer isso.
— Na verdade, eu estava errado. — eu disse. — Você sempre foi uma esquisita.
Por “chegar mais perto” ela quer dizer…
— Entendi, já entendi. Então, vamos parar com isso aqui. As pessoas devem conversar umas com as outras. Por que não temos uma conversa normal de mão dupla? — perguntei, tremendo.
Lentamente comecei a me afastar. Depois do que acabei de dizer, eu tinha certeza que ela iria se acalmar e falar comigo normalmente. Ela parecia estar considerando minha proposta, mas então…
— Às vezes temos que fazer trabalho manual. — disse ela ameaçadoramente. — Esta é uma dessas vezes.
— Kazukiiiiiiii! Socoooorro! — gritei.
Se você pode me ouvir Kazuki, meu melhor amigo no mundo, preciso que você me salve!
Só então, Kazuki invadiu a tenda. Ele usava uma armadura grossa, ao contrário de Inukami, e parecia realmente preocupado.
— O que há de errado, Usato?!
— Você veio! — exclamei. Não podia acreditar o quão rápido ele chegou.
Quando Kazuki avistou Inukami, começou a apontar para ela.
— Então é aí que você está! Estava procurando por você por toda parte! Siglis quer ter uma reunião tática. Vamos. — explicou.
— Não se preocupe, estarei lá assim que Usato cair na palma da minha mão.
— Hum, o que você quer dizer? — Kazuki perguntou nervosamente.
— Vocês dois aprofundaram seu relacionamento. É disso que estou falando.
Desculpe, mas… por favor pare de falar besteira. Não sabemos o que isso significa.
Kazuki olhou para ela como se ela tivesse vinte cabeças.
— Inukami está ficando louca! Leve-a embora, Kazuki!
— E-eu não sei o que está acontecendo, mas acredito em você, Usato! — ele chorou.
Kazuki agarrou Inukami e começou a arrastá-la para fora da
tenda.
— Eu sabia! É você! Você está me impedindo de chegar perto de Usato! Você garantiu que vocês se tornassem melhores amigos apenas para deixar sua veterana de fora! Isso é tão dissimulado, Kazuki! — ela rosnou.

— O que você está falando?! — Kazuki perguntou.
Eu sinto o mesmo, Kazuki. Não tenho ideia do que ela está dizendo.
— Solte-me!
— V-vejo você mais tarde, Usato! — Kazuki gritou.
— Sério, muito obrigado! — gritei de volta.
Inukami deixou a tenda como um tornado, quase destruindo tudo em seu caminho. Ela não era uma má pessoa e nós definitivamente nos demos bem, então, no geral, fiquei feliz por sermos amigos.
Mas porque eu? Não sabia por que ela gostava de mim. Se fosse um simulador de namoro, não me lembrava de ter escolhido o caminho dela. Eu não tinha as habilidades sociais ou estilo para fazer uma garota desmaiar em primeiro lugar.
— Hmm… não entendo. — sussurrei.
Mas realmente não tinha tempo para pensar em romance. Até que os batedores retornassem ao acampamento, não havia como saber quando a batalha começaria.
— Só tenho que me preparar antes disso.

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Na manhã seguinte, me vi olhando para o vasto campo. Minha mão direita tremia quando estendi a mão para pegar a espada que o rei Lloyd havia me dado.
— Está bem. Está tudo bem. — disse baixinho. Estava tentando me acalmar.
A batalha começaria assim que a sombra do inimigo caísse sobre a terra.
Eu e Inukami éramos heróis, e nosso trabalho era explodir os soldados inimigos com magia, criar um caminho para o comandante demônio com nossos aliados e espero que, com isso, por fim ao reinado do Lorde Demônio.
Não tinha certeza se era possível, mas tínhamos que tentar.
— Não se esforce demais, Kazuki. — disse Inukami, parando ao meu lado enquanto proferia aquelas palavras carinhosas.
— Ficarei bem. Não precisa se preocupar comigo.
— Você diz isso, mas…
— Você é que está nervosa. Tão nervosa, na verdade, que você tentou se distrair na barraca com Usato.
Ela franziu os lábios com raiva e desviou o olhar como se eu tivesse acertado em cheio. Nunca a tinha visto fazer aquela cara na Terra. Passamos muito tempo trabalhando juntos no conselho estudantil, então a conhecia bem. No mínimo, nunca agiria tão vulnerável na frente de um completo estranho.
— Você conhece as pessoas muito bem. Claro, me sinto nervosa. Mas, honestamente, também é meio emocionante.
Sabia o que ela queria dizer. Empunhando uma armadura robusta e uma espada, eu iria para a linha de frente, o que me marcaria instantaneamente na história deste mundo como um herói. Nesse sentido, pude ver porque Inukami estava animada. Mas no meu caso…
— Estou lutando por um motivo diferente.
A razão pela qual estava lutando não era por fama ou reconhecimento. Era para salvar meus queridos amigos Usato e Inukami.
Ela riu.
— Aposto. Mas isso é apenas quem eu sou.
— Você está muito diferente do que era em casa.
— É verdade. Mas a velha Inukami está morta. Apesar disso, Usato sempre esteve ao meu lado. Agora sei que caminho quero seguir na minha vida.
Algo deve ter acontecido entre Inukami e Usato enquanto não estava por perto. Olhei curiosamente para ela.
— Na época em que desaparecemos, na verdade, não importa. Vou te dizer mais tarde. Se chegarmos em casa inteiros, vou te contar o que aconteceu. — ela disse enquanto um sorriso se espalhava em seu rosto.
— Se? Por que não quando? — perguntei.
— Existe algum motivo para você ir para casa? — ela perguntou, ainda sorrindo.
Inukami era a única garota que eu conhecia que conseguia sorrir em situações tão difíceis. Se eu estava sendo maldoso sobre isso, diria que ela não estava nervosa o suficiente. Mas, por outro lado, achei reconfortante sua atitude relaxada. Enquanto jogávamos piadas de um lado para o outro, uma sensação perturbadora e sinistra tomou conta do meu corpo.
Sem nem pensar, olhei para as pradarias. O exército do Lorde Demônio não estava aqui, mas estavam se aproximando. Inukami também olhou nervosamente para o campo. Em meio a um silêncio um tanto sinistro, meu coração começou a doer.
— Inukami! — gritei.
— Eles estão aqui! — ela exclamou. Siglis deve tê-los notado também.
Todos os tipos de ordens foram despachadas para as tropas. Um cavaleiro especializado em magia foi para a linha de frente, assim como Siglis havia planejado.
— Temos que nos preparar.
— Eu sei! — respondi. Respirei lenta e profundamente e aumentei minha magia.
Eu possuía magia de luz. Não sabia o quão eficaz seria contra o exército inimigo, mas só havia uma maneira de descobrir. Estava me acostumando com a sensação de poder correndo pelo meu corpo. Como esperava, acostumar-se a sentir a magia não foi tão fácil.
— O exército do reino lutará até destruirmos o exército do Lorde Demônio! — gritou Siglis da retaguarda. Estava gritando para aumentar o moral dos soldados. Os olhos dos soldados brilharam. Estavam prontos para a batalha.
— Lutamos pelo Rei! Pelo povo! Pelo Reino Llinger! — ele gritou.
O medo se dissipou dos olhos de todos os soldados enquanto levantavam suas vozes para aplaudir. Foi uma visão incrível de se ver; estavam gritando tão alto que o chão abaixo de nós estava praticamente tremendo. Enquanto as tropas rugiam em resposta, uma sombra negra manchava uma colina no campo. A sombra era pequena, já que estava tão longe, mas parecia uma bolha negra de escuridão.
— O que é isso?
De repente, as sombras desceram sobre a colina como uma avalanche. Os seres pareciam um tanto humanos, exceto pelos chifres pontudos e afiados em suas cabeças.
— Prepare as tropas mágicas! — Siglis ordenou.
Gritei quando ouvi sua voz; ela trouxe meus pensamentos de volta ao campo de batalha. Olhei para o exército do Lorde Demônio enquanto desciam a colina.
— Vamos atacar primeiro. Consegue fazê-lo? — Inukami perguntou.
— Consigo e vou! Vou dar tudo o que tenho!
Estendi minhas mãos e juntei toda a minha magia em minhas palmas. Os cavaleiros mágicos estavam de prontidão nas linhas de frente, estendendo as mãos assim como eu e Inukami. Estávamos preparados para explodir o inimigo com magia no momento em que estivessem ao alcance.
— Tem que ir com tudo no primeiro ataque! — Inukami exclamou.
Faíscas voaram de seu corpo em todas as direções. Nós dois estávamos preparados para atacar, mas o exército do Lorde Demônio não parou seu ataque. Foram tão imprudentes que quase parecia uma missão suicida.
— Quando eu der o sinal, nós atiramos! — Siglis gritou.
A distância estava diminuindo entre os dois exércitos. Não havia como recuar agora. Cerrei os dentes, arregalei os olhos e…
— Fooogo! — Siglis gritou.
Gritei quando lancei uma magia branca brilhante bem à frente. Alguns momentos depois, todos os tipos de magia choveram sobre o inimigo.

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Uma terrível explosão rasgou o céu.
— Começou. — sussurrei.
Todos nós da equipe de resgate estávamos alinhados na frente de Rose.
— Se você estiver vestindo preto, primeiro irá para o campo e recuperará qualquer soldado ferido que encontrar. — explicou Rose.
Os bandidos de preto deram um caloroso — Oorah!
Sou só eu ou as roupas deles parecem um pouco fora de moda? Vestindo jaquetas pretas no campo de batalha os faz parecer muito mais criminosos do que qualquer outra coisa. Honestamente, se um deles me pegasse, eu provavelmente choraria.
— Vocês dois de cinza farão seu trabalho aqui. Se houver uma emergência, saiam imediatamente. — ordenou.
Orga e Ururu responderam: — Sim, senhora! Suas roupas pareciam com as minhas e a de Rose, exceto que as deles eram cinzas. Era dever deles manter o forte.
— Por fim, você e eu vamos atravessar o campo e romper as linhas de frente, — afirmou ela.
— Entendido.
— Tudo bem! — ela gritou. — Tong, Alec, Mill, Gomul e Gurd. Vão embora!
Todos os bandidos levantaram a voz ao mesmo tempo.
— Hehe. Então vão em frente. Façam o que fizeram da última vez e voltem vivos.
Não há necessidade de se preocupar com eles. Eles têm tanta resistência que é assustador!
Os bandidos saíram ruidosamente da tenda. O resto de nós os assistiu sair de dentro da tenda.
— Espero que Inukami e o Kazuki estejam bem. — murmurei enquanto olhava para a saída.
— Você está preocupado com seus amigos? — Ururu perguntou de repente.
— Claro. — respondi instantaneamente.
— Entendo. — disse ela. — Você tem que ter cuidado lá fora também, Usato.
— Sim, eu sei.
Enquanto Ururu e eu conversávamos, Tong entrou correndo na tenda. Estava carregando uma cavaleira chorando sobre seu soldado.
— Peguei um! — Tong anunciou.
— Já?! — Ururu e eu dissemos ao mesmo tempo.
Como?! A batalha apenas começou!
— Bem, sim. É normal que as pessoas se machuquem quando há uma guerra. Eles vão começar a trazer mais, um monte deles. Tong, deixe-a com Usato e nos traga o próximo soldado ferido. — Rose exigiu.
— Entendido, irmãzona! Ei Usato, estou contando com você! — disse Tong.
— C-certo. — eu disse nervosamente. Ele me entregou a cavaleira.
Havia cortes profundos em suas pernas e ombros que vieram de uma espada. Ela estava sangrando muito, mas uma ferida como essa era fácil de curar.
— Urk… ele tinha… um rosto assustador. — ela choramingou.
— Coitadinha. — eu disse, sentindo genuinamente pena dela. — Você deve ter chorado de tanto que doeu. Sim, deve ser isso. Mas prometo que vai ficar tudo bem. Faremos com que a dor desapareça. Olhe para mim e para a senhora aqui. Chega de bandidos bizarros. Eu prometo!
— Usato, não perca de vista sua missão. — Rose alertou.
Ah. Acho que ela pode me ouvir.
Larguei a cavaleira para derramar magia curativa em suas feridas, mas por alguma razão continuou agarrada a mim. Levou apenas alguns segundos para curá-la.
— Você está bem? — Perguntei à cavaleira nervosa.
— Um grande monstro… e um inimigo de preto… — ela gaguejou.
— Por favor, tente se acalmar. — insisti. Ela estava muito assustada para lembrar o que aconteceu.
Um inimigo de preto, disse ela.
Uma dor latejante percorreu minha cabeça e a visão da garota bestial se repetiu em minha mente. Não sabia porque tinha visto a princípio, mas depois finalmente entendi o que significava.
— Isso deve significar que Kazuki e Inukami vão realmente morrer.

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O exército do reino tentou nos massacrar com magia de longo alcance, mas nós os superamos, usamos magia de ilusão em larga escala para enganá-los. Sob a influência da magia de ilusão, os cavaleiros certamente desviariam seus tiros, o que os faria entrar em pânico. Isso foi quando planejei levar o monstro feito por demônios, Baljinak, para as linhas de frente e lançar um ataque.
— Humanos. Tão fracos. — murmurei.
Um cavaleiro do reino estava deitado de bruços no chão. Estava gemendo de dor enquanto o sangue escorria de seu estômago. Não sabia o que eu tinha acabado de fazer com ele.
— O que… é isto? Quem diabos é você? — perguntou, olhando para mim.
— Bem. Acho que você nunca saberá. — respondi levianamente.
Passei por cima do pobre coitado para procurar meu próximo alvo.
Foi quando algo me pareceu estranho. Eu estava afundado até os joelhos em um oceano de sangue do inimigo. Parecia que eu havia eliminado todos os cavaleiros do reino na área. Matá-los foi tão fácil que não percebi que tinha feito isso.
— Que tédio. — eu disse. — Humanos são muito fáceis de matar.
Eu abaixei minha espada languidamente e comecei a andar, embora ao acaso, em direção ao inimigo. Com o canto do olho, vi Baljinak. A enorme criatura enviou os cavaleiros do reino voando antes de finalmente esmagá-los até a morte.
— Realmente precisam da minha ajuda? Com isso? — murmurei.
Não importa como olhasse para isso, nosso exército era mais forte que o deles. Nossos soldados estavam lutando, mas ainda estavam derrubando o inimigo um por um. Não conseguia entender por que na batalha anterior havíamos fugido.
Estava tão perdido em pensamentos que não percebi que outro cavaleiro estava correndo para mim com sua espada.
— Como você ousa matar meus irmãos! — ele gritou.
Antes que pudesse atingi-lo, o inimigo enfiou sua espada em minha armadura.
— Peguei ele! — gritou.
Você deve ter sentido que a espada me atingiu. Desculpe, mas você não me “pegou”.
Parece que você estava absolutamente errado.
— Tenho dó de você. Eu realmente tenho.
— O que?! — o cavaleiro gritou.
Eu sorri enquanto colocava minha magia para funcionar. O cavaleiro, intrigado com uma sensação estranha, começou a vomitar sangue.
— Guh… isso significa… eram todos… — o cavaleiro parou.
Depois disso, largou a espada e caiu de costas. Para acrescentar gravidade à ferida, apunhalei o cavaleiro e arrastei a lâmina de seu ombro até o braço. O sangue que vomitou tingiu sua armadura de vermelho escuro.
Tirei a espada do cavaleiro do meu corpo. Minha armadura se contorceu como se tivesse vida própria, então instantaneamente fechou a ferida aberta da espada. No final, os esforços humanos foram inúteis. Quando confrontados com a desgraça inevitável, tudo o que os humanos fizeram foi lançar incontáveis homens na batalha.
De repente, o cavaleiro que vomitou sangue começou a gemer.
— O quê? Continua vivo? — perguntei.
— Se eu não contar a eles agora… eles vão… — ele parou.
— Você é teimoso, tenho que admitir.
Seus olhos vagos procuraram por seus companheiros. Provavelmente não conseguia mais ver onde estava. Ao ver o cavaleiro rastejar em direção a seus homens, decidi acabar com seu sofrimento.
Mas antes de fazer isso, vi de relance uma figura negra.
Então, parei no meio do golpe e girei minha espada para cortar o que quer que fosse, mas não acertei nada. Olhei em volta, mas tudo que vi foram meus camaradas e cavaleiros inimigos lutando.
— Talvez eu esteja apenas vendo coisas. — murmurei.
Me virei para o moribundo e levantei minha espada para acabar com ele mais uma vez, mas então notei algo.
O cavaleiro que eu havia passado por cima, aquele que estava deitado de bruços, não estava à vista!
Rastejou para longe enquanto eu não estava olhando? Isso é impossível. A ferida era muito profunda. Não poderia ter se movido tão rápido.
— O que acabou de acontecer?
Olhei em volta mais uma vez, examinando a área. Nada. Então, voltei minha atenção para baixo novamente para acabar com o cavaleiro gemendo. Mas fiquei surpreso ao descobrir que também havia aparentemente desaparecido! Não pude deixar de me perguntar se isso fazia parte da magia do exército inimigo. Ou talvez fosse isso que Amila queria dizer.
— São os monstros.
Devem ter sido os sequestradores, os soldados não violentos que correm pelo campo de batalha. Comecei a rir mais do que jamais havia rido em minha vida. Foi exatamente como ela disse! Aqueles humanos ridículos estavam realmente aqui!
Incapaz de conter minha vertigem, uivava de riso enquanto estava no campo de batalha. Minha armadura se contorceu descontroladamente como se estivesse tentando expressar minhas emoções. Quando me acalmei, minha armadura voltou ao estado normal e comecei a andar novamente.
A guerra ainda não acabou. Havia alguém mais forte lá fora, um humano que me daria a emoção que estava procurando. Só de pensar nisso, fiquei rindo como louco.
Curiosamente, algo mais chamou minha atenção. A uma curta distância, vi uma luz brilhante e um relâmpago, que explodiu no ar com um rugido ensurdecedor. Esses dois tipos de magia eram especialmente fortes.
— Isso parece divertido. — afirmei. Abri um sorriso e me dirigi para lá.
Mal podia esperar para brincar com o inimigo.

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Tinha curado tantas pessoas desde que a batalha começou que estava começando a perder a conta. Soldados feridos estavam sendo levados para dentro e para fora da tenda. Estava no meio de uma cura quando Rose de repente murmurou: — Está na hora.
Orga parecia preocupado.
— Você vai embora, Rose?
— Seu idiota. — disse ela. — quando estamos aqui, você sabe muito bem que deve me chamar de capitã.
Levei alguns momentos para entender o que queria dizer: Teria que me juntar a ela na batalha. Tinha magia mais do que suficiente à minha disposição. Meu uniforme estava tão branco e limpo quanto no dia em que o recebi.
— É hora do show, Usato. Está pronto? — perguntou Rose. Seu sorriso era ainda mais feroz do que o habitual.
— Claro. Você me treinou para ser seu braço direito e estou pronto.
— Sim. Bom ouvir isso. Quase esqueci que você é um guerreiro. Parece que eu estava preocupada por nada. — ela sorriu.
— Você estava preocupada comigo? — perguntei. — Não fazia ideia.
— Ah! Sempre tem uma piada agora, não é? Orga, Ururu, cuidem da base. Se os inimigos atacarem a tenda, quero que vocês corram para as colinas. — Rose ordenou.
Era importante que os irmãos que estavam na retaguarda se lembrassem disso. Não eram muito fortes, então a melhor coisa que podiam fazer em uma luta era correr como o inferno. Se algo acontecesse com eles, os feridos não seriam curados.
— Entendido. Não se preocupe conosco. Concentre-se apenas em salvar o máximo de pessoas possível. — respondeu Orga.
— Não se machuque. — disse Ururu.
Rose simplesmente respondeu: — Obrigada. Ela se afastou deles e acenou indiferente despedindo-se. Parecia casual, mas poderia dizer que estava cheia de emoção.
— Orga, Ururu. Não quero que este seja o nosso último adeus. Farei tudo ao meu alcance para garantir que isso não aconteça. — eu disse de forma tranquilizadora.
— Tome cuidado. — disse Orga.
Ururu também entrou na conversa: — Se for muito perigoso, você sempre pode fugir, Usato. Por favor, volte com segurança.
Depois de nos despedirmos, tentei alcançar Rose.
— Apresse-se. — ela latiu.
Obedeci silenciosamente e a segui para fora da tenda. Quando saí da tenda, Aruku me encheu de palavras de encorajamento e me contou como nossos soldados estavam se saindo. O inimigo havia atravessado boa parte do exército, mas mesmo assim nossos homens mantiveram sua posição.
O suor escorria da minha testa enquanto caminhava atrás de Rose. De repente, ela se virou para mim.
— Tenho um último conselho. — observou ela.
— Sim? — Eu perguntei curiosamente.
— Você não pode matar ninguém, certo?
— Certo. Quero dizer, meu dever é salvar as pessoas, não matá-las.
— Se você disser essas bobagens quando o cercarem, você será um filho da puta estúpido.
Esse cenário nem tinha me ocorrido. O plano era curar instantaneamente e fugir se atacassem, mas Rose não estava satisfeita com minha estratégia.
— Bem, se você vai fazer algo estúpido, também posso te ensinar uma técnica que tenho guardado para um momento como este. Só vou dizer uma vez, então escute. — ela ordenou.
— Sim, senhora.
E com isso, Rose me contou sobre sua técnica. Foi tão incompreensível que honestamente não sabia como reagir. Não havia um bom motivo para usá-la e, mesmo que fizesse direito, acabaria desmaiando. Mas, apesar de tudo isso, não podia negar que era o epítome da maneira errada de usar magia de cura.
— Essa técnica é incrível.
— Hehe. Que bom que você concorda.
— Espera. Você criou essa técnica só para mim?
— Até parece.
— De qualquer forma, obrigado.
Ela se afastou de mim e grunhiu, depois olhou para a frente.
— Tong me disse algo que parece meio suspeito.
— O que?.
— É sobre um inimigo em armadura negra. A magia dele é perigosa, então é melhor tomar cuidado. — observou.
— Armadura Negra, hein? — Fiz uma careta.
A visão brilhou na minha cabeça mais uma vez. Na pior das hipóteses, Kazuki e Inukami morreriam. Balancei minha cabeça em uma tentativa de afastar a imagem que estava gravada em minha mente.
— Você está ouvindo? — Rose rosnou.
— Oh, uh, s-sim, senhora!
É tarde demais para se preocupar. Temos uma batalha a travar.
Respirei fundo, me concentrei e agucei meus sentidos. Agora que minha audição estava aguçada, sons do campo de batalha chegavam aos meus ouvidos. Estava mais nervoso do que nunca na minha vida. Meu corpo estava tenso de medo, mas não conseguia impedir que minhas pernas marchassem para o campo.
— Vamos, Usato. — Rose comandou.
Respirei fundo. Se estivéssemos juntos no campo de batalha, nada poderia me assustar.
— Sim capitã!
A capitã e eu decolamos como um foguete.

Enquanto corria em direção às linhas de frente, vi Rose se separando de mim para cobrir outras partes do campo. O cheiro avassalador de ferro, de sangue derramado, encheu meu nariz enquanto respirava o ar. Meus olhos começaram a lacrimejar com o fedor insuportável, mas tinha que continuar respirando se quisesse me acostumar. Não vim até aqui para deixar coisas triviais como essa me atrasarem.
Ignorei os soldados do Lorde Demônio que estavam vindo em minha direção. Havia homens feridos no campo, mas estava confiante de que os outros membros os trariam de volta à tenda. Estava focado em cortar o campo para as linhas de frente, à frente.
— Então, este é o campo de batalha.
Este era o momento para o qual vinha treinando. Não deixaria a guerra me derrubar. Recusei-me a ficar paralisado de medo. A batalha na linha de frente foi tão brutal e sangrenta que me curar não era uma opção. Mesmo assim, sabia o que tinha que fazer a seguir.
Avistei dois soldados feridos no campo e corri até eles com toda a força que tinha nas pernas. Eu era forte porque havia treinado meu corpo. Vi objetos em movimento rápido porque treinei na floresta. Ziguezagueei pelo campo porque havia treinado na cidade. Todo o meu cansaço seria curado por magia. Minha magia de cura não poderia estar em melhor forma!
Acelerei pelo campo, passando por soldados aliados e inimigos, e peguei o caminho mais curto para uma pessoa ferida no chão. Rapidamente os levantei, apenas para dizerem: — O quê?! Você é um curandeiro?!
Os demônios próximos apontaram seus machados para mim, mas era tarde demais. Estavam tão fracos que qualquer um dos fortes membros da equipe de resgate poderia vencê-los. Escapar dos demônios foi tão fácil quanto comer uma torta.
Meu objetivo não era derrubar meus inimigos, mas resgatar todos que pudesse. Carreguei os feridos enquanto desviava sem esforço dos machados do inimigo. Ignorando todos os inimigos que tentaram me atacar, peguei um soldado ferido em meu outro braço sem nenhum problema. Depois disso, acelerei para fora do campo e me afastei da linha de frente.
A segunda pessoa em meu braço se virou para mim: — Uh? Quem? quem é você?
Estavam conscientes e seus ferimentos poderiam ser facilmente curados em questão de segundos. Já havia terminado de curar o soldado em meu outro braço e também estava consciente. Ambos eram a prova de que os soldados que lutavam na linha de frente possuíam uma quantidade assustadora de força e perseverança.
— Estou quase terminando de te curar. Por favor, fique parado por um momento.
Depois que me afastei da linha de frente, ajudei as duas pessoas a se levantarem. Ambos me olharam estupefatos enquanto esfregavam as partes que havia curado. Não havia tempo para explicar. Tinha que voltar para a batalha. Os soldados estavam lutando por suas vidas, e era meu trabalho salvá-los.
— Você está totalmente curado. Se você ainda não está se sentindo bem, aconselho você a ficar longe da linha de frente. — eu disse. Depois disso, corri para a linha de frente.
Enquanto eu estiver aqui, não vou deixar ninguém morrer.
Tradução: Nagark
Revisão: Bravo
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