ULTIMAMENTE, PEGO-ME PENSANDO muito sobre o que significa ser um adulto. O que significa atingir a maioridade?
No meu mundo anterior, eu achava que era um adulto, que tinha crescido, mas não era bem assim. Aqui, percebi que era um pirralho inexperiente, e trabalhei duro para amadurecer desde então. Na realidade, porém, ainda estou longe de crescer de verdade.
Crianças se tornam adultos num piscar de olhos, mas, da nossa perspectiva, ainda há muita imaturidade neles. É como se nossos filhos não tivessem ideia do quão imaturos ainda são. Mas será que é isso mesmo? Talvez eles saibam, mas não saibam como fazer as escolhas certas.
Não tenho certeza se essa imaturidade é algo de que se deva livrar. Não sei se é isso que o crescimento realmente é.
— Trecho de O Livro de Rudeus, Volume 29

https://tsundoku.com.br
Encontramos Aisha e Arus no Continente Millis. Eles estavam numa pequena aldeia ao longo de um rio, na fronteira do País Sagrado de Millis, vivendo numa casinha.
Foi Roxy quem descobriu onde eles estavam.
Mais especificamente, um aventureiro os encontrou primeiro. Um dos aventureiros que operavam em Millis passou pela aldeia para completar um trabalho e acabou encontrando Aisha e Arus. Tínhamos colocado um pedido de informações sobre eles na Guilda dos Aventureiros, então enviaram isso direto para o Bando Mercenário Ruato. No entanto, como Aisha tinha preparado o terreno de antemão, essa informação foi varrida para debaixo do tapete.
As coisas não terminaram aí, no entanto.
Impedi Roxy de sair para procurá-los o tempo todo, mas ela usou secretamente círculos de teletransporte para coletar informações ao redor do mundo, independentemente disso. Eu deveria esperar tanto da minha sempre confiável professora.
A Guilda tinha o dever de confidencialidade, então, quando se tratava de pedidos de coleta de informações, nunca entregavam nada a ninguém além do cliente. Felizmente, Roxy tinha um velho amigo que trabalhava como funcionário na Guilda dos Aventureiros de Millis. Graças a esse amigo, Roxy colocou as mãos nas informações do avistamento e descobriu que o Bando Mercenário tinha ocultado tal informação.
Para confirmar que o par estava realmente lá, Roxy correu para a aldeia e os observou de longe. Decidiu evitar contatá-los ali mesmo. Em vez disso, voltou para casa – onde eu tinha começado a surtar com o desaparecimento dela – para me colocar a par das coisas.

https://tsundoku.com.br
Acabei indo para a aldeia também, junto com Sylphie, Roxy e Eris. Lilia queria vir, mas a fiz ficar para cuidar das coisas em casa. Senti que precisava falar com Aisha pessoalmente.
Era uma aldeia pacífica, mas sem grandes atrativos. Pelo que ouvi, o local era um ponto de retransmissão para o transporte de madeira, então a Guilda dos Lenhadores desempenhava um grande papel na administração das coisas. Os trabalhadores coletavam a madeira que vinha rio abaixo e depois a entregavam aos mercadores. Os mercadores tinham conexões com organizações que então levariam a madeira para as cidades maiores.
Eles também criavam gado e cultivavam – o básico necessário para a vida cotidiana.
Apesar da proximidade com a floresta, havia poucos casos de ataques de monstros, e a aldeia raramente fazia pedidos à Guilda dos Aventureiros. Como a aldeia se esvaziaria naturalmente assim que o trabalho de extração de madeira rio acima terminasse, o lugar nem sequer tinha nome e não estava em nenhum mapa. A maioria nem sabia que havia gente morando ali.
Aisha e Arus viviam nos arredores dessa aldeia.
Era uma pequena casa unifamiliar, provavelmente usada. Ao lado dela havia uma pequena roda d’água, um pequeno campo, canteiro de flores e um pequeno galinheiro.
Parei na frente daquela casa. Queria entrar e conversar com Aisha, mas não pude porque havia um pequeno guardião no meu caminho: Arus. Ele me encarou com um olhar feroz e determinado.
Eram olhos fortes. Pareciam conter intenção assassina. Nenhum dos meus filhos jamais me olhara daquele jeito antes.
Simplesmente assim, encontrei-me à beira das lágrimas; queria dar meia-volta e ir para casa. Obviamente, eu não tinha intenção de fazer isso, mas…
— Arus — chamei.
Ele esperou um instante antes de responder.
— Pai.
Era a primeira vez que eu o via em algum tempo, e ele parecia muito mais maduro. Seria por causa de suas roupas? Vestia uma armadura de couro e tinha uma espada, assim como um aventureiro. No entanto, tudo estava sujo. Havia algo selvagem nele que não existia quando morava conosco.
Eu precisava falar com ele, não apenas com Aisha.
— Arus… Essa foi a escolha certa?
Fazia um ano desde que decidi que precisava falar com ele. Tudo o que eu queria dizer há muito desaparecera da minha mente, então foram essas as palavras que escaparam da minha boca.
— O que quer dizer? — perguntou ele.
— Seu relacionamento com Aisha, fugir, toda a sua situação… Você se arrepende?
— Eu… estava preparado para isso.
Perguntei se ele se arrependia de suas escolhas, não se estava preparado. De qualquer forma, ele não hesitou. Pude sentir uma determinação mais forte nele do que eu previra. Ele me fez sentir como se não tivesse apenas seguido Aisha como um patinho.
— Gostaria que você tivesse agido assim naquele dia — disse a ele.
— Você tem razão. Eu deveria.
— E eu deveria ter conversado com você.
— Não acho que eu teria conseguido te responder adequadamente naquela época — disse ele sem rodeios.
Estava insinuando que mudara no ano que se passou?

— Você planeja continuar sua vida com Aisha assim? — perguntei.
Sua resposta para isso foi um pouco mais longa.
— Eu amo Aisha. Ela cuidou de mim a vida toda, me ajudou e me criou. Sou grato a você e às minhas mães, mas Aisha esteve lá por mim – mais do que qualquer um. Se ela diz que quer ficar comigo, então quero protegê-la e ficar ao lado dela. Quero ajudá-la a fazer o que ela quer fazer.
Sua resposta foi um pouco diferente do que eu buscava, mas, como suspeitei, não houve hesitação de sua parte. Acho que isso significava que ele também pensara por conta própria durante o último ano. Eu ainda estava um pouco preocupado que ela parecesse ser o foco principal dele, mas… Bem, alguns relacionamentos eram assim. Tudo bem.
Se ele tivesse dito isso naquela época – se tivesse agido assim –, as coisas teriam sido diferentes. Por outro lado, minha razão para rejeitar o relacionamento deles não tinha nada a ver com nada disso, então talvez tivessem acabado fugindo de qualquer maneira… Pelo menos a Eris não teria batido nele.
Será que essa situação o ajudou a construir uma base para quem se tornou no último ano? Em vez de ficar em casa, viver num ambiente mais desafiador pode ter sido bom para ele. No entanto, ele ainda parecia tão pequeno para mim. Parecia que estava dizendo tudo aquilo porque ainda não entendia como o mundo funcionava. Ele havia superestimado a própria força.
— Você realmente acha que pode ajudá-la assim? — perguntei.
— Eu posso.
— Não acho que possa. Ainda não — disse eu, honestamente.
Arus fez uma carranca para mim. Não disse sim nem não. Diabos, parecia que estava prestes a chorar. Como se quisesse dizer: Sou forte o suficiente. Por que você não entende?
O que eu deveria fazer? Não parecia que ele ia sair do caminho. Assim que pensei isso, Eris deu um passo à frente.
— Vou ver se isso é verdade ou não.
Ela parecia concordar que palavras não eram suficientes.
Assenti, e ela puxou a espada da cintura e a brandiu para Arus. A intenção assassina irradiando dela era real, e Arus ficava mais pálido a cada momento. Seu corpo inteiro começou a tremer.
Mas mesmo enquanto o sangue sumia de seu rosto, ele não fugiu. Desembainhou a própria espada e assumiu uma postura de combate.
Arus encarou a mãe de frente.
— Você consegue protegê-la? — perguntou ela sucintamente.
— Eu vou — respondeu Arus.
Eris moveu-se no instante seguinte. Sacou a espada com velocidade incrível e golpeou Arus. Sua velocidade e tempo eram tamanhos que eu nunca teria conseguido reagir a tempo.
Arus conseguiu. Conseguiu bloquear o ataque, mas não inteiramente, e rolou para o chão.
Mesmo caindo, ele brandiu a espada, mirando no tornozelo de Eris.
Sangue jorrou do tornozelo dela, mas Arus o tinha apenas arranhado. Aquilo não foi suficiente para parar sua mãe, e ele perdera o equilíbrio. Ela avançou em direção a Arus com a perna ferida e desceu a espada sobre ele.
Ouvi o som de carne sendo cortada, não o som dela batendo em Arus com as costas da espada. Sangue espirrou no ar e pingou aos pés de Eris. O jato de sangue voou longe o suficiente para atingir meu rosto. Foi o som de algo que não podia ser desfeito. A visão de algo que não podia ser desfeito.
Arus estava perdido para mim para sempre. Senti minha garganta tremer diante dessa verdade singular.
Mas não foi o caso. No instante seguinte, Arus voou por entre as pernas de Eris. Mesmo sangrando no topo de um dos ombros, ele fuzilou Eris com o olhar enquanto mostrava os dentes. Ele chocou seu espírito de luta inabalável contra ela.
— Gaaah!
Eris partiu para o ataque como se o sangue fluindo de seu tornozelo não significasse nada.
— Graaagh!
Arus fez o mesmo. O ferimento em seu ombro era profundo, e suas roupas estavam manchadas de vermelho com seu sangue, mas ele agia como se não tivesse sofrido ferimento algum.
Os golpes de Eris eram mais rápidos e pesados que os dele. Toda vez que ela brandia a espada e Arus a encontrava com a dele, o corpo inteiro dele quase voava com o impacto, fazendo-o tropeçar. Às vezes recuava, às vezes caía no chão e, o tempo todo, acumulava pequenos ferimentos. Foi chutado para longe e atingido com o cabo da espada de Eris. Logo, estava coberto de machucados.
Mas ele não caía. Sempre conseguia mal e mal se manter no chão, ajustar a postura e correr de volta para Eris. De novo e de novo.
A diferença de força era avassaladora. Depois de acertar aquele único ataque no tornozelo dela no início, Arus não conseguira atingir Eris nem uma vez sequer. Ela o tinha completamente dominado, mas Arus ainda não desistia.
Será que ela estava com dificuldade para derrubá-lo porque ele era seu filho? Estava se segurando para não matá-lo? Talvez isso fosse uma pequena parte, mas não era tudo. Não é como se Eris fosse o tipo de espadachim que não ia até o fim.
Arus já estava tão ferido que era difícil de olhar. Ele deve ter percebido que não podia vencer a Eris. Mas recusava-se a desistir ou admitir a derrota.
Eu podia dizer que era porque ele tinha que fazer aquilo. Estava tentando provar que, quando disse que protegeria a Aisha, não estava mentindo.
Apesar disso, havia limites para o que ele podia fazer.
— Urgh!
Ouvi o som de metal colidindo, e a espada de Arus saiu girando de sua mão. Viajou pelo ar e aterrissou aos meus pés.
Naquele momento, fiquei totalmente horrorizado. Não foi apenas a espada dele que voou pelo ar. Sua mão ainda estava presa a ela. E mesmo depois de ter sido cortada de seu corpo, ainda agarrava o cabo da espada com força.
— Ngh!
Eu queria fazê-los parar, intervir e dizer que já bastava. Mas esperei quando vi que Arus não tinha desistido. Mesmo segurando o toco do braço, ele baixou a postura e se moveu para investir contra Eris novamente.
Sua mãe viu isso e jogou a espada no chão. Ela ia lutar com ele corpo a corpo.
— Rrrgh!
Arus rugiu para o ar enquanto investia contra Eris. Àquela altura, ele não tinha um plano. Só ia correr para cima dela com força bruta.
Eris, por outro lado, estava calma. Ela o contra-atacou com um punho na cabeça que o mandou para o chão de barriga para cima. Então ela montou nele. Usando os joelhos, prendeu o braço bom de Arus e ficou por cima. Tudo o que veio depois foi uma visão com a qual eu estava mais do que familiarizado.
— Gargh!
Ela desceu o sarrafo em Arus com os punhos, e ele não tinha como revidar. Mesmo assim, ele continuou a gritar para o ar sem desistir. Eris o socou. De novo e de novo e de novo. Os sons surdos de seus punhos colidindo com a carne dele ecoavam repetidamente pela área.
Lentamente, os punhos dela começaram a perder a força. Ela não podia estar sentindo prazer em bater no filho daquele jeito.
De repente, o rosto de Eris explodiu e ela foi jogada para trás, rolando. Caiu em segurança e imediatamente saltou de volta para os pés, mas seu cabelo e rosto estavam queimados.
Foi magia. Arus lutara o suficiente para libertar o braço debaixo do joelho de Eris e o usara para lançar uma Bola de Fogo.
Ele se levantou, com o rosto inchado, segurando o toco do braço. Suas pernas tremiam, mas conseguiu ficar de pé. Pegou a espada de Eris ali perto e tentou assumir uma postura com ela, mas não lhe restava força. Deixou-a cair no chão, mas segurou firme. Embora tenha caído de joelhos, arrastou tanto a espada quanto o corpo para a frente.
Ele não estava indo em direção a Eris. Estava fugindo?
Não, estava voltando para a frente da casa. Assim que conseguiu chegar na frente da porta, apoiou-se em ambos os joelhos e tentou erguer a espada. Mais uma vez lhe faltou força, e a ponta da espada se enterrou no chão.
Não havia como ele continuar lutando assim – e ainda assim seus olhos espiando por baixo da franja estavam cheios de fogo. Permaneciam fixos em Eris e no resto de nós.
Quase interrompi para dizer que já era o suficiente, mas engoli minhas palavras. Eris disse que cuidaria disso. Eu precisava deixar com ela. Ela levaria isso até o fim.
— Então, o que planeja fazer? — perguntou ela, desfazendo a postura e cruzando os braços enquanto olhava para o nosso filho.
Arus olhou para ela com amargura, dentes cerrados.
— Eu vou… morrer antes de… deixar você… passar…
— Você é mesmo filho do seu pai — disse Eris antes de erguer o queixo bruscamente. — Mas você não vai conseguir protegê-la de verdade assim!
— Eu… sei… — murmurou ele.
— Você pode até conseguir protegê-la como está agora, mas não pode mantê-la segura de verdade!
— Eu sei disso! — disse ele, a voz se elevando.
— Então…!
A expressão de Eris se contorceu. Ela se virou para mim com a mesma cara e cruzou os braços. Uma postura imponente, com certeza, mas eu sabia o que ela estava pensando: Não sei o que fazer. Parecia que ela não conseguira comunicar o que queria.
Roxy deu um passo à frente logo depois que percebi isso. Colocou-se na frente de Arus, ajoelhou-se e encontrou o olhar dele.
— Sacrificar-se para proteger Aisha é a coisa certa a fazer?
— Sim… Sim! — engasgou Arus.
— O que você acha que vai acontecer com ela se você desafiar alguém que não pode derrotar e morrer em batalha?
— Eu… então… o que eu deveria fazer?!
— O Rudy ficou de joelhos — disse Roxy de repente.
Meu corpo inteiro ficou tenso.
— Uma vez, ele lutou contra o Senhor Deus Dragão Orsted e perdeu sua armadura mágica e seus braços. Logo antes de sua derrota total, ele ficou de joelhos, baixou a cabeça até o chão e implorou ao Senhor Orsted para nos poupar. Quando isso não funcionou, ele o mordeu. Ele mordeu o Senhor Orsted.
— D-de jeito nenhum. Não tem como! O Pai e o Senhor Orsted são tão próximos!
— Eles não eram no começo.
Arus olhou para mim, e eu assenti. Era vergonhoso meu filho saber que fiquei de joelhos e implorei, mas era a pura verdade.
— O que você vai fazer? Vai continuar lutando contra a Eris e morrer? Você não se importa com o que vem depois disso? Realmente não se importa com o que acontece com a Aisha depois que você perecer?
Arus permaneceu em silêncio.
Ela o estava interrogando, mas seu tom era gentil.
Eventualmente, a espada caiu da mão de Arus. A arma deslizou de cima de seus joelhos para o chão, onde fez um clangor seco ao atingir a terra. Ao mesmo tempo, lágrimas começaram a cair de seus olhos. Eram lágrimas que vinham da compreensão de quão fraco ele era? Ou eram lágrimas de outro tipo?
Finalmente, toda a força deixou seu corpo, e ele caiu para a frente nos braços de Roxy.
A adrenalina dele devia ter acabado completamente. Havia uma poça de sangue aos seus pés. Seu rosto estava todo inchado, e ele estava coberto de sangue. No entanto, de alguma forma, ao olhar para meu filho, eu não estava preocupado. Se alguma coisa, estava orgulhoso dele.
Arus era certamente imaturo; ainda era fraco e pensava como uma criança. Não era surpreendente que ele estivesse bem em lutar e morrer. Tinha amadurecido no último ano, mas havia muito para aprender sobre o mundo. Mas quantas pessoas no mundo poderiam enfrentar a Eris no um contra um e não desistir depois de tudo aquilo? Ele perdera a mão dominante, fora montado pela Eris e espancado quase até a morte, e ainda assim continuara lutando. A Eris, de todas as pessoas.
Arus foi capaz de se esforçar tanto porque sentiu a mesma coisa que eu quando desafiei o Senhor Orsted tantos anos atrás. Mesmo que significasse morrer, ele ia manter Aisha segura. Podia não saber a melhor maneira de fazer isso. Podia ser fraco demais para levar as coisas até o fim. Mas em termos de determinação, era a mesma que a minha naquela época.
Só de pensar nisso, algo borbulhou do fundo do meu coração. Eu queria tomar Arus em meus braços naquele segundo e elogiá-lo. Queria dizer a ele o quanto estava orgulhoso por lutar até o fim.
Era estranho. Na realidade, havia tanto pelo que eu precisava repreendê-lo – fugir e escapar, causar problemas para tanta gente…
Ele cometera erros demais para estar pronto para sair por conta própria, mas tinha crescido. Não era mais uma criança pequena. O pensamento me deixou tão feliz.
Acho que sou mesmo uma manteiga derretida.
— Sylphie, posso deixá-lo com você? — perguntei.
— Você não vai dizer nada ao Arus?
— A Roxy já disse tudo o que eu queria dizer.
Eu não precisava dizer mais nada a ele. Tinha ouvido o que ele queria e visto sua determinação. Ele me mostrara sua resolução. O que Roxy disse cobriu tudo. Eu não tinha mais objeções. Embora sentisse uma resistência natural ao relacionamento de Aisha e Arus, aquilo não era algo a ser forçado sobre ele.
Havia muitas outras coisas que eu deveria ter dito, mas podia guardar para depois. Eu não tinha ido até lá apenas para ver o quanto Arus tinha se desenvolvido. Tinha ido para conversar com Aisha.
— Quero sentar e conversar com Aisha primeiro, só nós dois — disse à Sylphie.
— Mm, tudo bem. Deixa comigo. — Sylphie pegou um pergaminho de magia de cura de nível Santo de mim e recuperou a mão de Arus antes de correr de volta para nós.
— Arus, estou indo até Aisha. Podemos discutir as coisas melhor depois disso — expliquei.
Arus assentiu fracamente.
Eris e eu trocamos um olhar. Ela apontou o queixo para a casa como quem diz: Vai logo! Roxy também fez contato visual comigo e assentiu.
Retribuí o aceno de todos e entrei na casa.
Tradução: Gabriella
Revisão: Pride
💖 Agradecimentos 💖
Agradecemos a todos que leram diretamente aqui no site da Tsun e em especial nossos apoiadores:
- decio
- Ulquiorra
- Merovíngio
- S_Eaker
- Foxxdie
- AbemiltonFH
- breno_8
- Chaveco
- comodoro snow
- Dix
- Dryon
- GGGG
- Guivi
- InuYasha
- Jaime
- Karaboz Nolm
- Leo Correia
- Lighizin
- MackTron
- MaltataxD
- Marcelo Melo
- Mickail
- Ogami Rei
- Osted
- pablosilva7952
- sopa
- Tio Sonado
- Wheyy
- WilliamRocha
- juanblnk
- kasuma4915
- mattjorgeto
- MegaHex
- Nathan
- Ruiz
- Tiago Tropico
📃 Outras Informações 📃
Apoie a scan para que ela continue lançando conteúdo, comente, divulgue, acesse e leia as obras diretamente em nosso site.
Acessem nosso Discord, receberemos vocês de braços abertos.
Que tal conhecer um pouco mais da staff da Tsun? Clique aqui e tenha acesso às informações da equipe!


Comentários