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O Caçador Imortal de Classe SSS – Vol. 13 – Cap. 303 – A Aranha Cinzenta (2)

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Sangue jorrou.

A Aranha Cinzenta olhou para o cadáver com indiferença. Ao erguer a cabeça e olhar ao redor, viu alguém particularmente delicado tremendo como uma árvore de álamo. Era engraçado.

A Aranha Cinzenta sorriu.

— Você está tremendo?

Hic, ah… Eek

— Por que está tremendo?

A Aranha Cinzenta acenou a mão. Como se fosse agarrada por uma mão invisível, a pessoa foi instantaneamente puxada para bem diante dela.

Hieeeeeek!

— Você disse que é um deus. Um deus não deveria tremer. Se você treme, parece humano, não um deus. As espécies que o serviam como deuses ficariam desapontadas se o vissem agora. — A Aranha Cinzenta inclinou a cabeça ligeiramente para a esquerda. — Ah, acho que elas não podem ficar muito desapontadas, já que todas estão mortas.

— P-por favor, me poupe! Não me mate! Me poupe!

— Sim, eu gosto disso. Algumas palavras nunca envelhecem, não importa quantas vezes você as ouça. Como quando alguém implora para ser poupado no fim de sua vida. Você consegue ouvir cada palavra que estou dizendo agora, correto? Provavelmente está se concentrando com todas as suas forças no que estou dizendo, imaginando se vou te poupar ou matar. — A Aranha Cinzenta inclinou a cabeça para a direita dessa vez. — Você poderia ter feito isso antes.

Sangue jorrou.

Aaaah!!!!

— Ei. Ouvi do seu colega que há outro mundo onde seus deuses vivem. Talvez eu deva chamar esse lugar de céu. Quero ir lá para brincar. Pode me dizer como chegar lá secretamente?

Ah, ugh, argh! Aaaah, me poupe. Por favor, não me mate…!

A Aranha Cinzenta tocou a ponta do nariz da pessoa que estava diante dela.

— Não chore. Eu já te disse um caminho para sair.

A pessoa ficou sem reação por um momento.

— Vamos lá.

— Me… Me mande de volta…

Uma piscina de luz branca pura envolveu a pessoa.

A Aranha Cinzenta sorriu.

— Então é assim que funciona?

Naquele dia, uma Torre queimou. O massacre foi fácil. Os deuses haviam deixado sua expedição para um pequeno número de guerreiros. Exceto por alguns deles, eles não podiam usar auras e não eram habilidosos em magia. Chato. Isso estragou a diversão da Aranha Cinzenta. Destruir as cinco espécies que os deuses governavam tinha sido mais difícil que isso.

Ela ouviu passos atrás de si, então se virou. Uma garota loira estava encarando a Aranha Cinzenta, com as mãos cruzadas nas costas. A garota disse:

— Isso é sem precedentes. As espécies subjugadas se rebelaram e destruíram a espécie dominante.

— Quem é você? — perguntou a Aranha Cinzenta.

— Sou a Princesa Caminhante de Miragens. Apenas me chame de Princesa.

— Não perguntei seu nome.

— Bem, eu sou meio que uma guia para essas pessoas.

A Princesa levantou o dedo e apontou para baixo da montanha. A cidade estava queimando como um forno. Uma muralha mágica de terra cercava os arredores da cidade, e dentro da muralha, toda a vida queimava.

— Mas todos eles morreram ou logo encontrarão um destino pior. Bem, acho que não há nada a ser feito sobre isso. — A Princesa sorriu brilhantemente. — Parabéns! A partir de agora, sua espécie é a governante desta Torre! Esta é uma situação inesperada, mas também não é como se você tivesse quebrado as regras. Sua espécie participou justamente do palco do quadragésimo andar. Agora que vocês são a única espécie sobrevivente, estão qualificados para subir ao quinquagésimo andar.

A Aranha Cinzenta ficou em silêncio. Não era porque estava em pânico. Muita informação estava chegando ao mesmo tempo, e levou algum tempo para processá-la. Combinando as informações que obteve enquanto massacrava os deuses com o que a Princesa acabou de mencionar, a Aranha Cinzenta conseguiu desvendar a verdade sem dificuldade.

No entanto, havia uma pergunta que ela não conseguia responder sozinha, então perguntou:

— Além de nós, há outras espécies que servem aos deuses?

— Sim.

— Aqueles que escalam os andares, todos vão para o quinquagésimo andar assim? Fazem os outros servirem como deuses e os tratam como seres inferiores?

— Não precisa ser assim, mas todos fazem.

— Então, todas as pessoas que alcançaram o quinquagésimo andar foram tratadas como deuses?

— Sim, pelo menos por enquanto.

Um sorriso apareceu nos lábios da Aranha Cinzenta.

— Obrigada.

— Por quê?

— Acabei de encontrar uma razão para não morrer.

 

Separador Tsun

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As Aranhas e eu sabíamos que éramos inimigos formidáveis no momento em que nossos olhos se encontraram.

— Todos vocês, mesmo que tenha passado décadas desde a última vez que trabalhamos juntos, não me digam que enferrujaram tanto que não conseguem matar um único garoto que acabou de chegar ao quinquagésimo andar.

— Sou velho demais para lutar só com intuição. Vamos todos mudar para Telepatia de Aura e trocar táticas.

— Desculpe, mas isso não vai funcionar.

— Por quê?

— Esse cara, o tal do Rei da Morte, está ouvindo nossa conversa agora mesmo.

As Aranhas conversavam enquanto avançavam. Todas estavam usando suas auras para se comunicar rapidamente. Antes que suas capas pretas pudessem tremular uma única vez, as Aranhas já haviam trocado inúmeros pensamentos.

Ao norte da cidade, senti dezenas de Aranhas lançando feitiços. Um grupo no leste havia pulado o muro. Talvez estivessem usando um feitiço de furtividade para me emboscar por trás.

— Sério? Isso significa que ele não é um completo iniciante. Acabei de acelerar a transmissão agora.

— Acelere ainda mais. Esse garoto está nos seguindo com os olhos.

— Mais?

— Mais.

— Parem.

— E agora? Se eu comprimir a Transmissão de Aura ainda mais, haverá alguns entre nós que não conseguirão ouvir.

— Não adianta. Ele ainda está nos ouvindo — murmurou uma das Aranhas friamente.

Parecia que essa Aranha em particular havia assumido temporariamente o comando. Se não como comandante, pelo menos como sentinela.

— E ele está fazendo isso com facilidade. Ele está usando aura mais rápido que nós.

— Ugh, isso é ridículo!

— Ele não está fazendo nada além de… ficar parado. Tem certeza de que ele não está apenas fingindo ouvir?

— Não. Ele está parado…

Eu sorri.

Te peguei.

— Transfiro o comando para a Marquesa Bonethorn! — gritou a Aranha Sentinela.

Abandonei um pedaço das minhas memórias, liberei minha aura e a disparei na direção de onde veio sua voz.

Boooooooom!

O local onde ela estava escondida foi destruído. Era um varanda de um apartamento precário de três andares que ninguém teria notado. Eu podia sentir distintamente as Aranhas prendendo a respiração.

— Atenção. Sou a Marquesa Bonethorn — anunciou uma Aranha diferente em um tom seco, claramente suprimindo sua raiva contra mim. — Sou quem está no comando agora. Proibirei qualquer Aranha abaixo do rank de visconde de usar Transmissão de Aura.

— Porra. Você tá louca.

— Concordo.

— Ele acabou de matar a Serena com um único golpe?

— Ela não está morta. Embora eu não saiba se isso é uma boa notícia ou não.

— Ah, por favor. Não me diga que ele está pegando leve com a gente. De repente, não sinto mais vontade de lutar.

— Faseiem a comunicação.

— Seus idiotas! Faseiem a Transmissão de Aura em dois estágios! Não importa se apenas um visconde ou superior consegue entender, então acelerem! Cada capitão pode repassar as ordens para sua unidade depois!

— Pronto.

— Aceito essa ordem. Céus Cadentes, preparem-se para o bombardeio.

— Acelere! Mais! Mais!

— Ele não é brincadeira! Preparem-se!

— Esperem um minuto. Todos, segurem. O golpe agora foi do Assassino de Constelações…

Te encontrei.

A primeira sentinela havia passado o comando para uma Aranha que estava mais longe de mim, provavelmente porque achava que assim conseguiriam resistir um pouco mais. No entanto, isso foi exatamente o que tornou fácil ler seu movimento. Imediatamente foquei minha atenção na parte norte da cidade após derrubar a sentinela.

Uma voz seca veio de perto e fingiu ser a comandante, proibindo o uso de Transmissão de Aura ou dizendo às pessoas para se prepararem para o bombardeio. Era uma finta. A voz não pertencia à Marquesa Bonethorn.

Bem, talvez ela fosse realmente a Marquesa, mas não era a comandante-chefe. A verdadeira comandante era aquela que vinha dando instruções curtas e concisas como “Concordo”, “Faseiem a comunicação” e “Pronto”.

Era uma finta bem elaborada, provavelmente algo que eles haviam combinado antes da batalha começar, embora eu não tenha sido enganado.

— Aviso!

Eu balancei meu braço, disparando meu golpe de aura carregado. Este ataque foi mais forte que o anterior. O golpe de espada rasgou o céu e a muralha norte da cidade, derrubando uma Aranha baixa que estava à espreita dentro das muralhas. Pouco antes de ser incapacitada, ela escolheu gritar por seus camaradas, em vez de tentar recuar com um fio de esperança.

— O alvo está no nível do Assassino de Constelações! Aviso! O alvo…

A voz então parou, envolvendo a Teia de Aranha em silêncio. Alguns rangeram os dentes. Outros estalaram a língua ou cuspiram. No entanto, ninguém proferiu uma palavra. Nem uma única pessoa. Milhares de Aranhas de elite ficaram em silêncio, como se nunca tivessem conversado para me distrair em primeiro lugar.

A luta continuou.

— Boa escolha. Mesmo que vocês tenham um comandante, ele só será alvejado, então seria melhor para vocês me atacarem separadamente. Bem, isso faz com que a estratégia de reunir milhares de pessoas perca seu sentido. De qualquer forma, não é totalmente preciso dizer que estou no nível do Assassino de Constelações.

Um bombardeio de magia das Aranhas ao norte me atingiu. Observei os feixes de canhão mágico azuis caindo e os desviei com passos precisos.

Boom! Boooooom!

— Eu sou mais forte que ele.

A unidade de ataque que estava circundando os arredores da cidade agora estava atrás de mim. O grupo tinha um total de vinte e quatro pessoas. Parecia ser uma unidade especializada em assassinato. Eles balançaram suas espadas, com os rostos inferiores cobertos por máscaras. Embora não alcançasse o nível de arte de fórmula, a formação era notavelmente próxima da perfeição.

Eu balancei a Espada Sagrada em homenagem a eles. 

— Que pena. Se eu estivesse no mesmo nível antes de chegar ao quadragésimo andar, isso teria me matado.

Artes do Céu Demoníaco.

Primeira Forma:

Morte por Fome.

O ambiente ficou caótico em um instante, quando mãos fantasmagóricas surgiram da minha sombra. Elas agarraram as Aranhas pelos pulsos, tornozelos e pescoços, jogando-as ao chão, abafando suas respirações.

Ugh!

— Já ouvi muito sobre vocês. — Eu disse.

As mãos sombrias não pararam por aí. Centenas delas se espalharam em todas as direções, escalando as paredes externas do prédio e se infiltrando nas frestas das janelas.

— Ah.

— Ugh?

— Isso é ridículo…

As Aranhas que estavam escondidas dentro dos prédios foram nocauteadas uma a uma. Tudo estava em chamas.

— Bruxas. — Eu disse. — Em qualquer mundo, há um cenário compartilhado que precisa ser concluído para alcançar o quinquagésimo andar. Lá, os Caçadores precisam se tornar deuses e governar suas próprias espécies. Vocês, bruxas, eram uma espécie originária do mundo do quadragésimo andar. Em resumo, os Caçadores governavam vocês.

Uma Aranha no raio das minhas Artes do Céu Demoníaco repeliu as mãos que se estenderam das sombras cinco vezes; ela era forte.

Ela gritou:

— Estávamos erradas! Julgamos mal! Ele não envolveu as Constelações porque precisava do poder delas para nos derrotar! É o contrário. Ele queria nos atrair todas juntas, e então, droga! Então limitaríamos nosso alcance de ataque porque estamos preocupadas em nos machucarmos umas às outras!

— Mas os Caçadores que governavam vocês cometeram um erro.

Thump.

O quinto contra-ataque dela não levou a um sexto. Uma das mãos sombrias atingiu a nuca dela e pressionou seu acuponto, fazendo a Aranha cair em um sono profundo.

— Porra! Ficar em silêncio adianta alguma coisa?

— O erro deles é que escolheram sacrificar sua espécie. Tratar as outras cinco espécies com cuidado, mas transformar as bruxas em bodes expiatórios. Elas serão as que receberão a ira e a condenação das pessoas pelos deuses.

— Ela está certa! Seremos atacadas mesmo se ficarmos quietas!

— Superem ele em número!

— Essa pode ter sido uma boa estratégia, mas eles não consideraram a possibilidade de que vocês cresceriam tão fortes a ponto de acabar com as cinco espécies e até mesmo com os próprios Caçadores, que eram reverenciados como deuses.

— Ele é um monstro…

— Bombardeiem! Bombardeiem!! Bombardeiem ele primeiro e depois avancem!

— Céus Cadentes!

A teia tremia. As Aranhas pronunciaram uma frase enquanto eu murmurava cinco. Estávamos ambos em um fluxo de tempo acelerado, mas havia uma lacuna intransponível entre nós.

— Acabem com esse louco!

Se descobriu que os Céus Cadentes eram as bruxas que caíam do céu. Elas caíam com magia especial envolvendo seus corpos. Eu não conseguia distinguir se isso era um ataque suicida ou não, então decidi lidar com elas primeiro.

— O quê…

Eu chutei o chão e pulei diretamente no ar. Meus olhos encontraram os dos Céus Cadentes. Eles estavam bem na minha frente, perto o suficiente para que eu pudesse ver suas sobrancelhas tremendo. Eu nocauteei a primeira Aranha tocando sua testa.

Artes do Céu Demoníaco.

Terceira Forma:

Morte por Afogamento.

Havia um total de sete pessoas na unidade Céus Cadentes, e eu as engoli todas com a torrente da minha aura. Foi erro delas perderem a calma por um segundo ao verem sua líder ser nocauteada. Todos os membros da unidade perderam a consciência e caíram indefesos no chão.

Eu fui o primeiro a chegar ao chão para pegar os Céus Cadentes um a um e colocá-los gentilmente no chão. Eles já estavam inconscientes e gemiam, como se estivessem sofrendo com um pesadelo.

— Vocês sempre têm que considerar todas as possibilidades, até mesmo a de que alguém que pensavam ser insignificante possa ser mais forte que vocês. — Eu limpei a poeira das mãos. — Não é verdade, pessoal? Todos cometemos os mesmos erros. Todos vivemos, cometemos erros e aprendemos uns com os outros. Se possível, tentamos corrigir nossas falhas. Acho que é assim que a vida deve ser. Tenho certeza de que podemos nos ajudar.

Fogo de aura veio de centenas de direções, movendo-se como mãos acenando.

Alguém murmurou:

— Rei da Morte… é o Grande Rei Demônio…

— Isso é um rumor fabricado, sabe. — Eu disse com um sorriso constrangido.

 


 

Tradução: Rlc

Revisão: Pride

 

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