Sword Art Online

Sword Art Online – Moon Cradle – Vol. 20 – Cap. 05

 

Os andares do vigésimo ao trigésimo da Catedral Central eram os aposentos dos trabalhadores, artífices sagrados e cavaleiros.

O quarto de Kirito e Asuna ficava no canto sudeste do trigésimo andar. Curiosamente, tinha a mesma disposição do quarto da estalagem de Centoria do Sul que eles haviam alugado por seiscentos shia, mas o tamanho era muito diferente.

Ao abrir a pesada porta do corredor, havia uma pequena sala de entrada com outra porta que levava a uma enorme sala de estar, quase dez vezes maior.

Na parede sul, havia altas janelas de treliça que iam do chão ao teto, e, na parede oeste, uma cozinha e um banheiro de tamanho normal. A parede leste era compartilhada com o quarto deles, igualmente espaçoso, que tinha cerca de metade do tamanho da área de estar.

Diferente do Japão, o Underworld não tinha o conceito de tatame como medida de espaço interior. Para começar, não havia tatames em Centoria do Norte ou na Catedral. O espaço dos pisos de madeira ou ladrilho era representado apenas em mels quadrados ou quilômetros quadrados, que, às vezes, eram abreviados para esquamels e esquaquilors, respectivamente. Por essa medida, a sala de estar tinha cinquenta esquamels.

Na primeira vez que lhe mostraram o quarto, o pensamento inicial de Asuna foi que devia ser incrivelmente difícil de limpar… mas, no Underworld, poeira e sujeira eram essencialmente tratadas como efeitos visuais, não como matéria física, então um pouco de varredura com uma vassoura ou espanador era tudo o que era necessário para dissipar a sujeira. Foi Kirito quem observou ironicamente que o processo era mais como retocar uma foto digital do que uma limpeza de verdade.

Havia outra razão pela qual a limpeza era muito mais fácil aqui também.

Chocantemente, a Catedral — na verdade, todo o Underworld — não tinha um único banheiro. As pessoas deste mundo comiam, mas não expeliam dejetos.

Essa característica era verdadeira para os do Mundo Real, Asuna e Kirito, enquanto estavam aqui também, é claro. Embora ela tivesse se acostumado recentemente com o conceito, não podia deixar de se perguntar, ao se sentir cheia após uma grande refeição, para onde essa comida deveria estar indo.

Kirito tinha muito mais experiência no Underworld do que Asuna, e ele lidava com isso com naturalidade. 

— Alguém na Rath provavelmente pensou que simular movimentos intestinais não era necessário para criar uma IA — disse ele. 

Mas na escola para os sobreviventes no Mundo Real, Asuna teve uma aula de desenvolvimento humano, e ela não concordava com essa avaliação. No modelo de desenvolvimento de Freud, as crianças pequenas passam por um “estágio anal” de crescimento, onde o treinamento para usar o banheiro ensina confiança e autonomia.

Ela não achava que não ir ao banheiro causava problemas de personalidade nos underworlders, mas isso a deixava com preocupações. Às vezes, os underworlders xingavam com palavras como merda. O que exatamente eles achavam que essa palavra representava? Ela sempre quis perguntar a um deles, mas nunca conseguiu, e já se passara mais de um ano.

Um ano, três meses e dezesseis dias, na verdade.

Ela olhou para o calendário de pele de carneiro na parede — este estava em uso há muitos anos e não era uma criação de Kirito ou Asuna — e sentiu agudamente a velocidade da passagem do tempo. Nesse momento, ela ouviu a porta da frente de seu quarto se abrindo e fechando.

O cabelo preto de Kirito ainda estava um pouco úmido quando ele entrou na sala de estar. Aparentemente, ele correra de volta do Grande Banho no nonagésimo andar. Antes, quem terminava o banho primeiro esperava na bifurcação do corredor pelo outro, mas quando souberam que isso fazia com que os outros residentes que usavam o banho ficassem longe para não os perturbar, o casal decidiu mudar seu padrão e simplesmente voltar direto para seus aposentos.

— Desculpe a demora — disse Kirito ao se aproximar. Asuna tirou a toalha dos ombros para cumprimentá-lo.

— Você podia pelo menos secar o cabelo primeiro — disse ela, envolvendo a cabeça dele na toalha e bagunçando-a com as mãos. Não havia secadores de cabelo neste mundo, mas uma certa quantidade de tempo esfregando uma superfície com um pano seco tirava a umidade, o que tornava a preparação do cabelo pós-banho mais fácil do que na realidade.

Kirito a deixou fazer isso, mas reclamou:

— Você está sempre saindo muito mais rápido ultimamente, Asuna… Pensei que poderia te alcançar no corredor.

— Não estou tomando banhos mais rápidos, Kirito, você está demorando demais. Você ficou lá por uma hora inteira hoje.

— O quê? Sério? — disse ele, um momento antes que os sinos das dez horas da noite tocassem sonoramente. — Uau, você está certa… Perdi completamente os sinos das nove e meia…

— Você não estava nadando na banheira, estava? — perguntou ela, puxando a toalha.

Ele balançou a cabeça rapidamente.

— N-não, eu não faria isso… quando outras pessoas estão por perto…

— Bem, não estou convencida. Aqui, sente-se — disse ela, empurrando o ombro dele em direção ao grande sofá no meio da sala de estar. 

Ela pegou a escova que estava usando minutos antes na mesa de canto e a passou cuidadosamente por seu cabelo seco. A escova tinha um cabo de ébano com incrustações de prata e era o mais próximo de um item mágico que este mundo tinha — suas cerdas supostamente vinham de um tipo de dragão que vivera no império oriental; não os familiares dragões alados de estilo ocidental, mas um dragão do tipo asiático com um corpo longo e estreito. Algumas passadas pelo cabelo o deixavam liso e brilhante. Os dois repreendiam a decadência da nobreza, mas esta escova fora um presente da Comandante Fanatio para Asuna por um ano inteiro de serviço como subdelegada espadachim no conselho, e ela a usava desde então.

Enquanto ele se sentava e permitia que ela escovasse seu cabelo, Kirito murmurou:

— Realmente preciso terminar aquele relógio logo.

— Concordo com você. Parece que você o está testando há tanto tempo. No entanto… É tão difícil assim de fazer?

— Sim. Você precisa de uma tonelada de engrenagens muito precisas para fazer um relógio adequado, mas as engrenagens neste mundo são encontradas no mecanismo de enrolamento dos portões do castelo e nos aceleradores de rodas d’água — coisas que transmitem muita força. E elas não funcionam como um relógio quando você as junta. Dado que os sinos que marcam a hora são perfeitamente precisos, não faz sentido construir relógios que não funcionem tão bem.

— Ah, entendo — concordou Asuna. Ela acrescentou: — Mas espere… Fanatio me disse que havia um relógio aqui na catedral eras atrás, não disse? Que a pontífice o transformou na espada de Bercouli. Então, quem o construiu?

— Meu palpite é que ele estava no Underworld desde o início. Trezentos anos atrás, o lugar onde a Catedral Central se encontra era apenas uma pequena aldeia, onde os engenheiros da Rath trabalhavam na criação da primeira geração de fluctlights artificiais. Acho que eles provavelmente o colocaram lá como uma espécie de monumento.

— Os Quatro Primeiros — murmurou ela, lembrando-se do que o oficial-chefe da Rath, Seijirou Kikuoka, dissera na Ocean Turtle.

Embora ela tivesse acabado de escovar seu cabelo, Kirito passou a mão por ele.

— Se ao menos o console no centésimo andar funcionasse… Então eu poderia invocar os dados do objeto do relógio e replicá-lo o quanto quisesse — resmungou ele. Parecia um desejo muito otimista.

— Se você pudesse fazer isso — apontou ela —, não precisaria fazer relógios físicos. Poderia simplesmente adicionar um indicador de tempo ao menu, sua Janela de Stacia. “E, o mais importante… você poderia ser capaz de encerrar a fase de aceleração máxima”, pensou ela. O Underworld estava operando atualmente a uma velocidade impressionante de cinco milhões de vezes a do Mundo Real. Embora fosse difícil de acreditar, todo o ano e três meses que Asuna passara no Underworld duraram apenas oito segundos minúsculos de tempo real. Era assustador demais para ela pensar na quantidade de dados que seu fluctlight real devia estar trocando com o STL.

Era muito fácil para ela imaginar seu cérebro físico simplesmente fritando.

Mas mesmo que o console do sistema voltasse agora e lhes desse a opção de deslogar, Asuna não podia dizer honestamente se aproveitaria a chance de fazê-lo.

Kirito e Asuna haviam se colocado firmemente dentro do sistema de governo de todo o Underworld e trouxeram mudanças vastas e rápidas com eles. Ela não se arrependia disso, mas os tremores secundários daquela revolução ainda continuavam, e o assassinato de cinco dias atrás provavelmente era parte disso. Eles tinham a responsabilidade de levar suas mudanças até o fim. Se abandonassem isso e olhassem para o Underworld depois de deslogar apenas para descobrir que a civilização havia entrado em colapso sem eles, ela ficaria de coração partido.

Kirito pareceu sentir seu conflito interno e estendeu os braços por trás da cabeça para agarrar Asuna pela cintura, depois a virou até que ela estivesse sentada em seu colo.

— Ah! — ela ofegou, e então protestou por ser tratada como um bicho de pelúcia. — Isso foi perigoso!

Embora não pudesse vê-lo, ela podia sentir que ele estava sorrindo.

— Você está bem. Eu te apoiei com Encarnação.

— Não é essa a questão! Meu Deus, é realmente verdade que ter poderes mentais realmente corrompe as pessoas.

— Corrompe? Isso parece maldade — disse Kirito. Ele colocou os braços ao redor dela por trás e a apertou gentilmente.

Instantaneamente, ela sentiu toda a tensão sair dela. Todos os dias de sua vida de recém-casados em Aincrad, que parecia um passado distante agora — eventos de uma vida anterior, até — ela se sentara em seu colo assim, aninhada em seus braços. Às vezes, ela até adormecia daquele jeito.

Um longo, longo tempo se passara desde então, mas quando ele a segurava assim, ela ainda sentia a mesma sensação de segurança abençoada, de que nada poderia jamais machucá-la. Ela se inclinou contra o peito de Kirito, ainda segurando a escova de cabelo de dragão, e fechou os olhos.

Ela queria adormecer ali mesmo, fazer com que Kirito a levasse para a cama ele mesmo… mas não podia fazer isso. Se adormecesse aqui, o sempre inquieto Delegado Espadachim escaparia da Catedral por conta própria para procurar o trio desaparecido de goblins da montanha.

Na reunião improvisada daquela tarde, o Conselho de Unificação e a Ordem dos Cavaleiros da Integridade enviaram ordens para investigar o governo da cidade de Centoria do Sul, mas os sinos das cinco horas já haviam tocado, então isso não entraria em vigor até a manhã seguinte. E o oficial que apareceu na estalagem era provavelmente um impostor, então uma investigação no escritório da cidade provavelmente voltaria com uma resposta simples: “Não ordenamos nenhuma transferência de goblins, e esse oficial não existe.” Asuna achava que dar aos ágeis assassinos um dia inteiro de vantagem era uma má jogada. Mas mesmo Kirito não encontraria os goblins procurando por toda a vasta cidade, e era possível que, como em Obsidia, isso fosse uma armadilha projetada para atrair o delegado a uma posição vulnerável.

Mais importante, Ronie, a aprendiz de cavaleiro, pedira a Asuna para ficar de olho em Kirito, e ela dissera que o faria. Esse era um acordo que ela tinha que cumprir.

A visão da expressão de Ronie, séria de preocupação com a segurança de Kirito, feria o coração de Asuna. Ela sabia como a garota mais nova se sentia em relação a Kirito há algum tempo, a saber, antes do início do Conselho de Unificação, em meio à Guerra do Outromundo, na noite em que trocaram histórias com Alice e a General Sortiliena. Mas em todo o tempo desde então, Asuna não conseguira falar sobre isso com Ronie.

Ela sabia que a jovem de dezessete anos estava lutando com sentimentos que não tinham para onde ir, e isso doía em Asuna também. Mas ela também não sabia o que fazer a respeito.

Houve momentos no Mundo Real em que ela se sentiu miserável assim também. Amigas que conhecera em mundos fictícios, mas com laços que eram nada menos que reais… Lisbeth, Silica, Sinon e Leafa. Elas também tinham sentimentos fortes por Kirito, mas os reprimiam perto dela ou os transformavam em piadas. Na verdade, sempre que possível, elas torciam por Asuna e a apoiavam em seu relacionamento.

Ela sempre achou isso animador, mas também doloroso. Na verdade, ela até achava digna de inveja a habilidade de Kirito de ficar no meio de uma teia de atenção tão traiçoeira sem dar respostas claras.

Mas Kirito era assim desde a primeira vez que o conheceu, no labirinto do primeiro andar de Aincrad. Ele estendia os braços o mais que podia para aceitar tudo e nunca desistia de nada. Foi por causa dessa personalidade que ele salvara Asuna quando a encontrou no nível superior do labirinto, subindo de nível em um torpor autodestrutivo que a deixara inconsciente. Na batalha do chefe daquele andar, ele sacrificara sua própria reputação para focar todo o ódio que os jogadores sentiam dos testadores beta em si mesmo, escolhendo assumir o manto de beater. Alguém que era crucial para o progresso no jogo, mas também desprezado por muitos.

E foi por esse Kirito que Asuna se apaixonara.

Então, estar trancada neste mundo com Kirito lhe dava uma pequena medida de alívio.

No final da Guerra do Outromundo, depois de ajudar Alice, a Cavaleira da Integridade, a escapar para o Mundo Real, Asuna ficou para trás, unicamente porque não poderia deixar Kirito sozinho. Na verdade, esse pensamento só lhe ocorreu retroativamente; na época, ela nunca sequer considerou simplesmente deslogar com Alice. Não foi por nenhum desejo de monopolizar Kirito, e, após um ano aqui, seu sentimento de remorso em relação aos amigos e familiares que ela provavelmente nunca mais veria só se fortalecia.

Mas mesmo assim, havia uma parte dela que consistentemente pensava que, pelo menos neste mundo, ela não teria que ficar presa entre seus sentimentos de culpa em relação a Lisbeth e as outras garotas e seu próprio romance.

Asuna pousou a escova em seus joelhos e envolveu as mãos de Kirito onde elas circulavam seu corpo. A pressão que a apertava ficou um pouco mais forte.

Quando se reencontraram no Altar do Fim do Mundo, na ponta mais ao sul do Território das Trevas, Kirito caiu no chão de pedra branca e chorou sem parar. Ela não precisou perguntar para saber que ele estava chorando pelas pessoas que nunca mais veria.

Muito tempo se passara desde então, e era muito raro que eles falassem de memórias do Mundo Real — ou de seus amigos e familiares dos quais estavam eternamente isolados. Havia muitas coisas para fazer e pensar neste mundo, para começar, mas Asuna também não processara completamente todos os sentimentos que tinha. Talvez o mesmo fosse verdade para Kirito.

Dada a situação, ela queria ser perfeitamente sincera e justa com Ronie. Ela não queria repetir o que fizera no Mundo Real. Ela queria pensar no que poderia fazer pela garota e o que era melhor, e ainda assim…

— …Vamos para a cama agora? — sussurrou Asuna. Bem atrás de sua orelha, Kirito disse: — Parece bom.

Ela estava prestes a deslizar de seu colo quando ele deslizou a mão direita sob seus joelhos e a ergueu nos braços, como se fosse uma noiva.

— O quê—? Ei…!

Ela se contorceu de surpresa, e isso fez a escova de cabelo de dragão em seu colo escorregar. Mas ela parou no ar, a cinquenta cens do chão, e então deslizou para o lado para pousar sobre a mesa baixa. Ele usara suas Armas Encarnadas para pegar a preciosa escova.

Asuna passara muito tempo praticando aquele poder psíquico que apenas Kirito e os cavaleiros de elite podiam empunhar, mas o melhor que conseguia fazer por enquanto era mover um pouco uma moeda de cobre de dez shia. Ela ficou assustada com o pensamento de quão preguiçosa poderia ficar se pudesse mover objetos comuns livremente. Do jeito que estava, ela só fazia um pouco de cozinha e limpeza de seu quarto como tarefas domésticas.

— Você me assustou — murmurou ela, olhando para Kirito. Ele lhe deu um sorriso travesso de volta.

— Eu te sobrecarreguei com aquela vidência do passado hoje, então posso me dar ao luxo de te mimar um pouco.

— Não foi nada, eu te disse — protestou ela enquanto Kirito deslizava pela sala de estar, abrindo a porta do quarto com outro pouco de magia.

No centro do quarto, que era quase o dobro do tamanho do quarto de Asuna na vida real, havia uma cama que era um tamanho maior que uma cama king. A primeira vez que Fanatio lhe mostrou este quarto, ela dissera: “Agora isso é realmente demais!”, mas a mulher apenas sorriu e a informou alegremente que a cama fora trazida quando estavam construindo o trigésimo andar da Catedral, e não podia ser removida do quarto sem destruí-la. E, além disso, a pesada cabeceira de nogueira preta de peça única era tão fina que a veia latente de Asuna de apreciação por móveis de madeira natural não lhe permitia recusá-la.

De acordo com Takeru Higa, da Rath, o Underworld pegava dados de objetos e terrenos gerados com o programa Seed e os convertia para o formato visual mnemônico ultrarrealista. E o Seed era apenas uma versão compacta do Sistema Cardeal que administrava o SAO, então, em certo sentido, as nogueiras que cresciam no Underworld tinham o mesmo DNA digital das de Aincrad.

Kirito deitou Asuna gentilmente no lado direito da cama, depois contornou o pé da cama para se sentar no lado esquerdo. Ele lançou olhares para as duas lâmpadas de elemento de luz nas paredes, extinguindo os elementos dentro delas. Quando a luz artificial se foi, apenas o pálido luar que entrava pela grande janela à esquerda de Asuna iluminava o quarto.

Então ele pegou o cobertor dobrado aos pés deles e o puxou até o queixo de Asuna. Uma vez que ela estava aconchegada como uma criança pequena, ele a afagou levemente e foi se deitar ao lado dela.

— É melhor você não escapar depois que eu adormecer — murmurou ela, sentindo o sono se aproximar. Ela pôde senti-lo fazendo uma careta no escuro.

— Não vou. Sei que não há como encontrar alguns goblins em uma cidade do tamanho de Centoria sem uma pista.

— Tudo bem; tenho certeza de que os encontraremos sãos e salvos. Tenho certeza de que os culpados precisam planejar… antes de seu próximo… movimento…

Asuna resistiu à sensação de afundamento do sono tomando seu corpo e moveu a mão direita para mais perto de Kirito. Sua mão quente e grande procurou a dela e a envolveu gentilmente.

Ultimamente, quando estavam sozinhos, ela buscava conforto dele como uma criança pequena. Não era intencional — apenas acontecia por algum motivo.

Talvez a razão tivesse a ver com o fato de que suas idades haviam se invertido. O aniversário de Asuna era 30 de setembro de 2007. O aniversário de Kirito era 7 de outubro de 2008. Asuna sempre fora um ano mais velha que ele, mas Kirito já passara dois anos e oito meses no mundo acelerado da simulação antes de Asuna mergulhar. Ele passara meio ano desse tempo em um torpor inconsciente, mas mesmo que você subtraísse seis meses, a idade mental de Kirito era agora um ano e dois meses mais velha que a dela.

Embora ela quase nunca pensasse nisso durante o curso normal dos eventos, havia momentos em que estavam sozinhos em que pequenas coisas em seus maneirismos e fala pareciam mais velhas e mais maduras para ela de uma forma que ela nunca sentira em Aincrad, e isso fazia seu coração pular uma batida. Talvez esse sentimento estivesse se acumulando dentro dela e a tornando mais infantil por sua vez.

Olhando para trás, quando conhecera Kirito em Aincrad, ele era um garoto no Ensino Médio que acabara de fazer quatorze anos. Asuna estava em seu terceiro ano do Ensino Médio, com os exames de admissão logo à frente. As circunstâncias os uniram em uma parceria, e eles tiveram muitas discussões imaturas ao longo do caminho.

Tais lembranças queridas, que pareciam eventos recentes ou do passado distante, guiaram Asuna suavemente a um sono profundo e gentil.

 


 

Tradução: Gabriella

Revisão: Fábio_Reis

 

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