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Re: Zero – Começando a Vida em Outro Mundo – Arco 01 – Cap. 10 – “A Consequência para Boca Aberta”

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— Entendo, entendo o que está acontecendo aqui.

Inclinando o copo de leite, a mulher lambeu os restos em seu lábio.

Ela se apresentou como Elsa, e cada movimento seu era sensual, mesmo quando Felt estava explicando as coisas, ela lançou alguns olhares de flerte para Subaru, os quais fizeram seu coração bater forte.

— Você tem uma ótima personalidade, não desgosto disso. Então, quanto o jovem ali está oferecendo?

Dez moedas de ouro sagrado, foi isso que ela ofereceu.

Se Subaru queria competir com ela, era natural presumir que ele ofereceria mais.

Subaru decidiu que não deveria apenas sentar e assistir, então, mais uma vez usou seu telefone para tirar uma foto. O flash encheu a sala e a aparência de Elsa foi exibida na tela.

As ações dele fizeram-na franzir um pouco a testa, mas, além disso, Elsa não teve nenhuma reação.

Ele mostrou a tela para ela.

— O que estou oferecendo é este meteoro. Provavelmente é tão raro que é o único de seu tipo. De acordo com o velho musculoso ali, definitivamente não custaria menos do que vinte moedas de ouro sagrado.

— Meteoro…

Ela olhou para a versão de si mesma mostrada na tela e acenou com a cabeça em compreensão.

Subaru estava partindo para uma troca de itens, e ele não estava blefando, provavelmente foi a impressão que ela teve.

A mulher tirou uma pequena bolsa de couro de seu peito… Era provavelmente onde guardava as moedas de ouro sagrado com as quais deveria pagar.

Ela a colocou sobre a mesa. O som das moedas batendo dava a impressão de que seu conteúdo era bastante pesado.

Os olhos de Felt ficaram com pupilas como as de um gato, e Rom a repreendeu por isso. Enquanto Subaru esperava seu próximo movimento, ela entrelaçou os dedos claros sobre a mesa.

— A verdade é que meu empregador me deu um pouco mais. Para que, se você estivesse hesitante, eu pudesse considerar aumentar minha oferta.

— Empregador… Ou seja, assim como a Felt, você também foi obrigada a obter a insígnia?

— Isso mesmo. Aquele que deseja isso é quem me emprega… Você estaria na mesma situação?

Elsa parecia ter algumas dúvidas em relação a Subaru, o qual pretendia trocar um meteoro pela insígnia.

Mesmo que ela lhe perguntasse isso, ele nem sabia qual era a profissão da mulher.

Já que ela foi ordenada a comprar algo para seu empregador, talvez fosse algo como uma entregadora? De qualquer forma…

— Estar no mesmo negócio que eu significaria estar desempregado.

— Bem, esse cara desempregado acabou de superar o seu lance por uma margem bem considerável. Então, quanto seu mestre enviou com você?

Felt se dirigiu a Elsa de maneira provocante e, em resposta, ela abriu sua bolsa silenciosamente.

Quando a virou, moedas de ouro sagrado que cintilavam uma prata deslumbrante derramaram-se.

Os sons sobrepostos de metal caindo fizeram os olhos de Felt brilharem, e até Rom acabou fazendo algum barulho.

Por outro lado, Subaru se concentrou em contar quantas eram, em vez de seu brilho.

Se não estivesse errado…

— Vinte, exatamente.

— Isso é tudo que meu empregador me deu. Tinha certeza de que seria o suficiente, mas… Não é o bastante?

Sua pergunta foi direcionada para trás de Felt, em direção a Rom.

Ele contou as moedas e então olhou para a expressão inquieta de Subaru e sorriu.

— Não precisa ficar assim por causa disso. Isso não é muito másculo… Vinte certamente é a soma, mas eu não disse a você que o seu valia pelo menos isso?

Suas mãos grandes e ásperas bagunçaram violentamente o cabelo de Subaru.

O garoto ainda estava um pouco bêbado, então ser abalado assim fez com que se sentisse absolutamente horrível, mas…

— Parece-me que o Subaru leva vantagem aqui. Lamento pelo seu mestre, mas é melhor você pegar suas moedas de volta.

Aquela sensação horrível transformou-se em êxtase absoluto quando Rom falou enquanto empurrava as moedas de volta para ela.

Felt ergueu as mãos sem objeção, e Elsa não pareceu particularmente desapontada ao encolher os ombros. Subaru de repente se ergueu em uma pose de triunfo, uma reação que parecia deslocada.

— O quê?! Tudo bem, não é?! Fiquei feliz! Em certo sentido, finalmente alcancei meu objetivo original! Uma pequena celebração é justificada, certo?!

— Não é como se alguém estivesse dizendo algo, você está ficando muito agitado. Estou feliz, contanto que eu tenha um pouco de lucro.

— E não imagino que meu empregador se importe muito se eu voltar sem a insígnia, então não tenho muitos motivos para persistir.

Enquanto Felt provocava Subaru, cujo rosto estava vermelho, Elsa parecia bastante despreocupada ao se levantar.

Não é como se ele estivesse esperando ouvi-la lamentar sua perda ou algo assim, mas o fato de que não parecia se importar em falhar o incomodava.

— Ah, foi mal, Elsa. Podem ficar bravos com você, hein?

— Não tem jeito. Não é como se a culpa fosse minha, simplesmente tentaram pagar muito pouco.

— É bem difícil que vinte moedas de ouro sagrado sejam muito pouco.

— De qualquer forma, minha sorte não está sendo extremamente boa?! Será que finalmente chegou a minha hora?!

Ao contrário dos homens que simpatizavam com Elsa, a atitude de Felt indicava que ela era completamente incapaz de ler o clima.

De qualquer forma, parecia que ele finalmente completou a troca que estava lhe causando tantos problemas.

O que significa que estava mais perto de sua esperança de retribuir Satella, que o salvou quando chegou pela primeira vez a este mundo.

Tecnicamente falando, ele provavelmente deveria contar a Satella sobre Felt, que roubou sua insígnia, ou Elsa, que a encomendou, mas, no final, os únicos danos foram o estado emocional de Satella e o telefone de Subaru.

Ele só tinha conversado com essas pessoas por um instante, mas Subaru não tinha coragem de jogá-las em celas.

Esse com certeza era o limite do oportunismo.

— Bem, isso não acabou exatamente bem para mim, mas vou me despedir agora.

Todos olharam para ela quando se levantou.

Terminando o último gole de leite, ela mais uma vez lambeu o resto dos lábios, eroticamente, e então se virou para Subaru, como se tivesse acabado de lembrar de algo.

Parecia que seu profundo olhar negro estava envolvendo seu coração, ligando-o.

— Incidentalmente, o que exatamente você pretende fazer com essa insígnia?

Seu tom parecia um tanto baixo e frio quando o perguntou.

O doce som da voz dela em seus tímpanos era persuasivo, como se o proibisse de mentir.

— Ah, vou devolver para a dona…

Assim que as palavras saíram de sua boca, Subaru percebeu seu erro.

Ele tinha acabado de anunciar que iria devolver o item roubado para a pessoa de quem foi roubado, e o fez na frente da garota que o roubou e da mulher que o encomendou.

Isso não era diferente de declarar que era um inimigo.

— Então você também está envolvido.

E foi mais do que suficiente para torná-lo o alvo da fria intenção assassina de Elsa.

— U…?!

De repente, sentiu um impacto ao seu lado.

A força em sua cintura o fez cair para o lado, e ele não pôde fazer nada para se preparar quando bateu no chão de um jeito bem feio.

Dor e uma colisão, sua visão girou até que ele atingiu o chão, após isso levantou a cabeça para ver Felt aparentemente agarrada a ele.

— Mas quê…

— Você é burro?! Fuja, você quer morrer?!

Para o inferno, ele tentou gritar, mas foi abafado pelos gritos raivosos de Felt.

A surpresa de Subaru era evidente em seu rosto, de sua posição baixa ele podia ver Elsa, a qual ainda estava de pé, olhando em sua direção.

— Ah, eu errei.

Disse ela, inclinando a cabeça em curiosidade.

Em sua mão estava uma arma que não combinava com ela, uma que tinha um brilho opaco.

Uma faca Kukri, pelo que Subaru sabia, era o que qualquer um chamaria simplesmente de faca.

Uma faca com cerca de trinta centímetros de comprimento, com o corpo dobrado em forma de く, um exemplo de uma classe de facas comumente conhecida como Uchizori. Ele tinha ouvido falar que o peso da ponta era tal que rasgaria uma vítima igual a um machado.

Mesmo tendo brandido sua faca, o sorriso dela não mudou.

A julgar por sua postura, ela tinha acabado de brandir aquela lâmina. Se fosse esse o caso, Felt o salvou pulando nele, já que ele estava no meio de seu caminho.

Seu destino foi decidido em um instante, além do mais, ele nem havia percebido o que estava acontecendo, confrontado com esse fato, o medo chegou tarde demais.

Seus sinais de alerta estavam disparando, e seu coração parecia um alarme enquanto bombeava sangue. Os batimentos que estava ouvindo quase faziam parecer que todo o seu corpo era um coração, e ele não conseguia parar o tremor no braço que sustentava seu corpo.

Apesar de seu comportamento patético, a situação continuou.

— Uoooohhh…!!

Rom atacou Elsa com um rugido.

Ele estava empunhando o porrete que não tinha largado nem mesmo durante as negociações, e agora tentava quebrar o crânio de Elsa com aquilo.

A velocidade com que ele o abaixou foi extraordinária.

Certamente pesava pelo menos dez quilos e, ainda assim, balançava como se fosse um graveto, um feito que era uma prova da força dos gigantes.

O porrete bateu no chão, e o impacto foi como se todo o prédio estivesse tremendo.

A madeira do chão estilhaçada e os bens roubados espalhados foram lançados pelos ares. Enquanto Subaru estava no chão, uma batalha que transcendia o bom senso aconteceu diante dele.

— Esta é a minha primeira luta mortal com um gigante.

— Continue falando, garota. Vou te despedaçar e dar de comida para ratos gigantes!

O porrete que ele estava movimentando para o lado com certeza tinha poder destrutivo para isso.

Sua velocidade e potência eram tais que qualquer defesa comum seria rasgada como papel.

Não havia muito espaço para se mover, e se alguém ficasse encurralado por esses golpes, estaria acabado.

Mas, por outro lado, a habilidade de Elsa também estava em um nível transcendente.

Ainda segurando a faca kukri com uma das mãos, a silhueta dela parecia passar direto por seu redemoinho de ataques.

Ela avançou enquanto ele desencadeava ataques que certamente seriam letais se acertassem, esquivando-se por um fio de cabelo. Ela estava praticamente brincando com ele enquanto se esquivava.

Os instintos de Subaru lhe disseram que isso era ruim.

Isso é muito ruim, algo dentro dele ecoou desesperadamente como um alarme.

— Nada bom…

— Está tudo bem. O Rom não poderia perder! Nunca vi ele perder na vida, nunca mesmo!

Subaru só conseguia murmurar com os lábios trêmulos, e Felt respondeu com um grito mostrando sua confiança, como se estivesse tentando se convencer.

Suas palavras mostravam uma confiança construída ao longo de muitos anos, uma confiança que não poderia ser quebrada tão facilmente.

Mesmo enquanto brincavam um com o outro, os dois claramente se respeitavam, uma relação nascida do longo tempo que passaram juntos.

Mas, ao contrário de Felt, Subaru não estava nem um pouco otimista.

Esta não era uma das brigas que ela já tinha visto, era uma luta mortal.

— Tome isso!

Antes que suas preocupações pudessem tomar forma, houve uma mudança na batalha diante deles.

Rom tinha chutado uma mesa enquanto rugia. Era onde estavam conduzindo suas negociações, sua madeira quebrada em pedaços, os fragmentos cobrindo Elsa por completo.

Era uma cortina de madeira lascada.

Mirando nela, Rom balançou seu porrete com toda sua força.

Ele estava balançando com tanta força que até um carro provavelmente acabaria destruído. Porém…

— Velhote!

Um grito triste deixou a garganta de Felt.

E então Subaru viu o resultado.

O braço direito de Rom foi estourado, com o porrete ainda na mão, e agora estava girando.

Seu braço enorme e corpulento foi arrancado de seu ombro e voou pelo ar, espalhando sangue por toda parte ao se chocar contra a parede.

A chuva de sangue que encheu a sala cobriu Felt e Subaru da cabeça aos pés. Mas eles não tiveram a liberdade de voltar sua atenção para este sangue fresco.

— Vou ao menos te derrubar com…

Sem o braço direito, o ombro de Rom espirrou sangue igual a uma mangueira.

Ele saltou para frente com seu corpo enorme, sem fazer nenhuma tentativa de reduzir o sangramento enquanto mirava em Elsa com o outro braço.

Os fragmentos de madeira da mesa haviam caído no chão, e lá estava ela ainda mantendo a posição de seu movimento.

Antes que pudesse virar a faca de novo, o corpo gigante de Rom iria esmagá-la.

Mas a última resistência fugaz dele…

— Esqueci de dizer mais cedo… Obrigada pelo leite.

Foi parada pelo vidro quebrado que ela brandia na outra mão.

 


Tradução: Taipan

Revisão: LMDS – Equipe Pleiades

QC: Milady

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