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Re: Zero – Começando a Vida em Outro Mundo – Arco 01 – Cap. 09 – “Carta Trunfo”

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※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※

As negociações foram estabelecidas, Rom garantiu assim que examinou o telefone. Mas…

— Só irei ao ponto de te garantir uma conversa com a Felt. Desse momento em diante, a troca ficará por sua responsabilidade.

— Estou basicamente sendo roubado aqui, sabe? Você também garantiu o valor dessa coisa, então com certeza conseguirei.

Rom fez uma careta para a atitude despreocupada de Subaru, ele parecia querer dizer algo.

Provavelmente seria um conselho como não baixar a guarda ou não ficar muito tranquilo.

Mas como o rosto de Subaru estava ficando vermelho graças ao álcool que bebia, talvez achasse que dar um sermão seria desperdício de tempo.

— Bem, você deve estar certo. Se estiver lidando com alguém com mais malícia, essa pessoa pode querer ainda mais do que esse meteoro… Mas a personalidade da Felt não é tão ruim.

— Ceeerto, buh… Ceeeerto, buh… Aliás, você não tem nada melhor por aqui? Isso é horrível, parece até que estou comendo restos.

— Você diz isso enquanto come a minha comida? Está mesmo perdendo a vergonha.

Diante de Subaru estava um prato rústico com algo parecido com pasta de feijão, que ele enfiava firmemente na boca enquanto resmungava um e outro “buh”.

Sua anterior antipatia pelo álcool havia desaparecido. Ele fez Rom encher seu copo vazio, bebericando o álcool sem parar enquanto continuava comendo a pasta de feijão.

— Diga, isso é mesmo o suficiente para esse seu corpo enorme? Não é como se você vivesse de ar, não vai me dizer que consegue sobreviver de qualquer forma, desde que consiga beber?

— Não sabe como os gigantes são eficientes? Apesar de nossa força incrível, não precisamos de muito sustento. Éramos famosos por todo o país durante o período de guerra, sabe.

Rom estava com um rosto sério enquanto respondia à pergunta indelicada de Subaru.

Ele então aproximou a garrafa da qual estava bebendo.

— Graças a isso, a maioria de nós acabou exterminada. Mesmo na capital, não vi nenhum outro gigante.

— Você é forte, mesmo sem comer, que massa… Vou vomitar.

— Estou aqui dizendo algo triste e é assim que você responde?

Ele não estava disposto a deixar a história soluçante de alguém matar seu humor.

Como Subaru tapou seus ouvidos e interrompeu a história, Rom desistiu de contar e começou a comer seus feijões.

Os dois passaram o tempo em silêncio, comendo aqueles feijões horríveis como acompanhamento para o álcool.

Por fim, houve uma batida codificada na porta, no momento em que o sol já havia praticamente se posto.

Subaru, que estava cochilando, levantou a cabeça, e Rom agilmente se aproximou da porta em resposta ao som.

A porta parecia bem pequena comparada com o tamanho gigante de Rom. Ele pressionou o ouvido contra a porta e começou a fazer perguntas com uma expressão misteriosa:

— Para os ratos gigantes?

— Veneno.

— Para os esqueletos?

— Uma armadilha.

— Para o nobre dragão que somos?

— Montes de merda.

As curtas respostas foram imediatas.

Este era provavelmente o sinal e a senha de que tinha ouvido falar. Rom parecia satisfeito e destrancou a porta. Enquanto Subaru o observava, comentou consigo mesmo que aquela era uma senha muito brega. E então…

— Sinto muito por te fazer esperar, velho… Ela foi mais persistente do que eu esperava. Demorou um pouco para se livrar dela.

A garota parecia feliz, como se estivesse se gabando de sua conquista, ao passar por Rom para entrar na casa de saque.

Ela tinha cabelos loiros na altura dos ombros. Seus olhos eram vermelhos como os de um coelho e tinha uma presa travessa para fora da boca. Seu pequeno corpo estava coberto por roupas que pareciam fáceis de vestir e que, para ser franco, estavam completamente esfarrapadas.

Ele só a viu por um momento, mas era definitivamente a garota que encontrou no beco.

Tendo visto um rosto conhecido, Subaru se levantou por reflexo. O som alertou a garota da presença dele, e o sorriso dela desapareceu quando a expressão mudou para uma que indicava suspeita.

— Ah? Quem é? Ei, velho, eu falei que estava trazendo umas coisas boas, então você devia limpar o lugar, não devia?

— Entendo como você se sente, mas esse garoto está aqui porque tem alguns negócios com você. E não está alheio ao que você está fazendo.

A dúvida no rosto de Felt aumentou ainda mais com a resposta de Rom.

Pareceu a Subaru que a mão dela estava alcançando o peito, provavelmente era onde guardava aquilo.

Enquanto Subaru olhava silenciosamente para ela, Felt se virou para Rom com uma expressão inquieta.

— O que há com esse cara? Vai me dizer que você me entregou?

— Como se eu fosse tão desonroso. E acho que você vai gostar dessa conversa.

Fechando um olho, Rom parecia estar buscando um acordo.

Tendo experimentado um grande grau de desgosto com a piscadela do velho, Subaru acenou com a cabeça.

Ele então escolheu cuidadosamente o que deveria dizer a Felt, a qual ainda estava sendo cautelosa.

— Por enquanto vamos nos acalmar. Não tenho más intenções com vocêêê ughhhhh…

E então foi dominado por sua náusea, despejando tudo para fora.

— Gyaaaah…!!

Os dois gritaram quando Subaru de repente vomitou.

Ele caiu de joelhos, uma dor que parecia espremer seu estômago, fazendo-o vomitar tudo que tinha lá.

O líquido âmbar e a pasta de feijão estavam misturados, produzindo uma visão verdadeiramente terrível.

— É disso que eu devo gostar?! Isso é horrível!

— Sou eu quem estou sofrendo aqui! Essa é a minha comida e bebida! Aquilo era caro! Você sabe quanto custou?!

— Cala a boca! Para de gritar! Parece que minha cabeça vai explodir! Isso não é bom, eu me sinto terribuuuaaaaagghhhh…

— Gyaaaaah…!!

A fraca vontade de Subaru se submeteu à segunda onda, e os gritos da dupla ecoaram por um bom tempo.

Mesmo depois que Subaru terminou de esvaziar o estômago, mesmo depois que a bagunça feita foi limpa, mesmo depois que a atmosfera estagnada que ele havia produzido foi ventilada, até que Rom informou que estava proibido de beber, esse alvoroço continuou a ecoar por toda parte das favelas durante a noite inteira.

Já estava ficando tarde…

※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※

— Tudo bem, vamos nos recompor e começar a negociar!

Subaru bateu palmas e disse isso em uma tentativa de consertar a atmosfera arruinada.

Eles haviam se movido do balcão para uma pequena mesa mais no fundo da casa de saque. A razão é que Felt se recusou terminantemente a negociar ali, uma vez que ainda havia vestígios do incidente anterior, o cheiro e alguns vestígios, por todos os cantos.

Felt sentou-se do outro lado da mesa e esvaziou o copo de leite que Rom serviu para ela.

A cautela em seus olhos vermelhos não diminuiu em nada, e agora havia uma grande dose de desconfiança e desconforto adicionada a isso. Ela estava preocupada com o que acabara de acontecer.

— Vamos lá, não faça essa cara, sorria, sorria. Você está desperdiçando esse jeito fofo, sabe?

— Não tente me bajular, cara. Além disso, só estou interessada em saber se o que você tem a dizer pode ou não me trazer algum lucro. Que tal cortarmos o papo furado e irmos direto ao assunto?

Subaru pressionou os dedos nas bochechas e agiu da maneira mais amigável que pôde, mas a reação dela foi fria e curta.

Mesmo neste mundo, sua habilidade de comunicação errou completamente o alvo. Transcendendo mundos, condenando-o à solidão, seu “Poder de Isolamento Absoluto.”

— Pensei que tinha deixado tudo para trás, mas acho que só isso ficou comigo. Fufufu, parece carma, não acha?

— Ei, Rom. Você diluiu isso ou algo assim? Este leite está horrível.

— Ofereço coisas com a bondade do meu coração e vocês dois continuam chamando tudo de horrível…

Felt e Rom pareciam estar se dando bem, à sua maneira, enquanto ignoravam Subaru, que estava perdido em seu próprio mundinho.

Ele pigarreou e mais uma vez chamou a atenção dos dois.

— Tudo bem, vamos começar a negociar. Uhh, Felt… Você está com a insígnia, certo?

— Sim, estou…

Subaru foi direto ao assunto, e a resposta curta de Felt também foi direta.

Ela retirou algo de seu seio e gentilmente colocou sobre a mesa.

A insígnia que ele estava procurando por todo esse tempo… Era um emblema modelado a partir de um dragão.

Em termos de tamanho, era como aqueles remendos bordados de seu velho mundo. Ele não sabia dizer de quê era feita, mas parecia ser um metal precioso. Até onde Subaru sabia, o desenho parecia ser o de um dragão alado visto de frente, e seu núcleo… A boca do dragão continha uma joia vermelha dentro dela.

A joia vermelha dentro da insígnia tinha um brilho fraco. Esta luz fez Subaru ficar em silêncio, apesar de tudo.

Rom silenciosamente avaliou a joia, murmurando de vez em quando, como se estivesse passando por um momento difícil.

— Vamos…

Quem quebrou o silêncio foi Felt, a qual segurava a insígnia.

Assim que teve certeza de que suas palavras os trouxe de volta aos sentidos, ela empurrou a insígnia para Subaru.

— Mostra o que você tem. Se tiver algo que corresponda ao artesanato desta insígnia e ao meu esforço para conseguir isso, ficaremos ambos felizes, certo?

— Vejo que você está tentando me avaliar com esse sorriso maligno, mas que pena, só tenho uma carta para jogar. Porque, sabe, estou completamente quebrado!

A mesma velha reação desagradável que todos demonstraram ao saber que ele estava falido, pensou.

Deixando de lado seus sentimentos sobre o assunto, usou seu trunfo, exatamente como havia declarado.

Ele colocou o telefone na mesa, batendo-o com força e, assim como previu, Felt parecia estar confusa.

Essa reação foi igual à de Rom, o que lhe deu confiança ao usar a câmera do telefone.

— Natsuki Flash!!

— Uau, que claro!

Com o flash e o som mecânico do obturador, ele havia tirado uma foto.

O rosto de Felt parecia querer reclamar de sua falta de educação, mas ele empurrou a tela do telefone antes que ela pudesse abrir a boca.

Seus olhos vermelhos se arregalaram quando ela se viu na tela.

— Isso é…

— Sim, é a boa e velha Felt! Este é um meteoro que congela o tempo e o armazena como uma imagem. Esta é a única carta que posso jogar. Gostaria de trocá-lo por essa insígnia.

Ele jogou seu trunfo na mesma hora e o ímpeto ficou a seu favor.

O que ele acabara de usar era uma tática padrão nas negociações. Uma tática poderosa que, dependendo da situação, poderia fechar o negócio sozinha.

Naturalmente, isso era essencialmente o mesmo que anunciar que não tinha cartas mais fortes para jogar, e, na verdade, Subaru e sua boca grande já haviam estragado tudo, mas…

— Entendo, isso é incrível. Então, Rom, quanto custaria este meteoro?

Felt acenou com a cabeça enquanto olhava para a tela, e sua resposta foi escandalosamente sincera.

Seus olhos não brilhavam, e ela não estava se contendo. Estava interessada apenas em seu valor, não em suas funções.

— Só os homens podem entender o romance de um homem, mesmo em um mundo paralelo?! É isso?!

— Pare de fazer barulho, isso é vergonhoso. Você devia ser capaz de ao menos ficar um pouco quieto. Então, e aí, Rom?

Talvez sua atitude devesse ser chamada de vulgar, ou talvez viril, mas sua compostura parecia inabalável.

Ela parecia ser dois ou três anos mais nova que ele, mas Subaru quase acabou pensando nela como um tipo de irmã mais velha.

Deixando ele de lado, que era tudo, menos viril, Felt perguntou a Rom, que estava ao lado dela, sobre o valor do telefone.

Ela deslizou o dedo pela lateral do telefone como se mal estivesse interessada nele.

— Pelo que sei, essa coisa de meteoro vale mais do que essa insígnia, isso é ótimo. Tenho certeza que você pode me dizer os detalhes.

— Bem, realmente não posso dizer quanto custaria. É a primeira vez que manuseio um meteoro. No entanto, acho que nem mesmo uma insígnia com essa qualidade pode corresponder a isso… Resumindo, acho que você tem muito a ganhar fazendo essa troca.

— Entendo, entendo. Isso é muito bom, não é?

Felt parecia bastante satisfeita, agora que recebera o selo de aprovação de Rom.

A reação dela foi um pouco diferente do que ele esperava, mas parecia que havia alcançado seu objetivo do mesmo jeito, então Subaru também ficou encantado.

No entanto, quando ele estendeu a mão para pegar a insígnia, Felt o parou.

— Mostramos nossos trunfos um ao outro. Mas ainda não terminei de ajustar o valor, sabe?

— Não é exatamente louvável que você mesma anuncie isso… Mas é inútil tentar pechinchar mais. Como eu disse, estou completamente falido.

— Também não sou tão cruel. E até o Rom disse que essa coisa valeria mais do que essa insígnia, então reconheço isso. Mas seria uma mentira dizer que você está sem cartas para jogar.

Felt se levantou e olhou para Subaru, que ainda estava sentado em sua cadeira.

Seus olhos vermelhos estavam transbordando sadismo, Subaru começou a suar frio enquanto o olhar dela parecia ver através dele.

No que dizia respeito a essa negociação, ele já havia jogado o que deveria ser seu trunfo, o celular.

No entanto, Subaru ainda tinha vários itens que não existiam neste mundo.

As moedas e vários cartões de membro em sua carteira provavelmente poderiam ser trocados por alguma quantia de dinheiro. Se chegasse a hora, não seria impensável até mesmo trocar sua camisa e tênis, uma assistência técnica, de certa forma.

O telefone era seu bem mais valioso, mas ele tinha alguns outros itens que ainda não tinha mostrado.

Porém, isso poderia ser usado para ajudar a sustentar sua vida depois, então ele realmente não queria gastar tudo, se possível.

Mas se o celular não bastasse, ele teria que usá-los…

— Relaxa, já falei, não falei? Que eu não tentaria te enganar. Ficarei satisfeita, contanto que eu possa ganhar algum dinheiro com isso.

— É-É-É-É? Sério? Está preocupada ou algo assim? Ou melhor, realmente não sei do que você está falando. J-J-J-Já não fiz tudo que posso? Não sei por que estou nervoooooooughhh…

— Larga de ser paranóico! Não vomite! Vou desistir disso!

A pressão que ele mesmo estava colocando sobre si o fez vomitar, mas ele conseguiu engolir tudo e mandou de volta para o estômago.

Subaru fez uma pose vitoriosa ao engolir, fazendo com que Felt parecesse enojada, do fundo do coração, enquanto recuava.

— Está tudo bem, já que não saiu nada, mas… Se você não tivesse trazido este meteoro, eu definitivamente o expulsaria.

— Mas eu já teria acabado com ele antes disso.

Gahahaha, os dois riram de uma forma muito viril.

Enquanto Subaru suportava a queimação em sua garganta, de seus sucos gástricos, dirigiu-se a eles.

— Então, o que exatamente você quer dizer quando diz que não terminou de ajustar o preço?

— Hm? Ah, isso é simples. Você não é o único com quem estou negociando.

Subaru parecia em dúvida, e como se para responder a essa dúvida, Felt levantou o dedo.

— Para começar, só roubei essa insígnia porque me pediram. Disseram que me pagariam dez moedas de ouro sagrado por isso.

— Você tinha um contrato anterior?! Não tenho certeza de quanto valem dez moedas de ouro, mas…

Ele olhou para Rom, e Rom acenou com a cabeça, como se tivesse adivinhado o que Subaru estava pensando.

— Posso conseguir quatro ou cinco moedas de ouro por isso. É possível que eu tenha que fazer por três.

— Então, basicamente, estão pagando pelo menos o dobro do valor?

— Não, você não a ouviu dizer moedas de ouro sagrado? Ao contrário das moedas de ouro típicas, elas são feitas de ouro sagrado, que é mais raro, então eu diria que estão pagando cerca de 20 moedas de ouro.

— Quatro vezes, então?!

— Por que está tão surpreso? Esse meteoro que você conseguiu não custaria menos do que vinte moedas de ouro sagrado. Dependendo da situação, pode haver até entusiastas dispostos a pagar muito mais. Nem se compara.

Ele realmente não entendia como as coisas eram avaliadas neste mundo, mas aparentemente havia algo ainda mais caro do que moedas de ouro, e seu telefone valia vinte dessas coisas surpreendentes.

Seu telefone com menos de dez contatos estava começando a parecer um tesouro sagrado.

E como não usava muito, também parecia bem novo. Ainda bem que ele não tinha amigos.

— Que tal você parar de se consolar por um momento? Se essa coisa vender por mais, então eu simplesmente recusarei meu cliente.

— Mas você tem falado sobre cobrar mais.

A expressão atrevida de Felt mudou para um sorriso ainda mais malicioso.

— Você mostrou um item absurdamente caro. Se quiserem a insígnia, então terão que ao menos bater o seu valor, não?

— Então, basicamente, você espera que tragam mais de vinte moedas de ouro sagrado?

— E você terá que me mostrar o que mais você tem se quiser competir.

A expressão de Felt era travessa, ou melhor, pura maldade, quando declarou isso alegremente.

Subaru agora sentia que a situação estava começando a parecer bastante ameaçadora.

— Então, quando e onde você está planejando encontrar essa pessoa? Posso participar de sua discussão?

— É claro. Afinal, se você ficar em desvantagem, posso acabar perdendo meu lucro. E você não precisa se preocupar com a localização… Bem aqui.

Ela bateu na mesa com o dedo, recostou-se na cadeira e olhou para Rom.

Com o olhar dela invertido sobre ele, Rom parecia terrivelmente irritado.

— Mais uma vez, você nem se preocupou em obter minha permissão primeiro…

— Afinal, se eu tivesse você, quase todo mundo ficaria com muito medo de tentar usar a violência. Perderiam a vontade só de olhar para você.

Enquanto Felt olhava para ele em busca de concordância, Subaru também deu uma olhada em Rom e concordou com ela.

Um velho careca de quase dois metros de altura e musculoso. E ele facilmente pegou Subaru com uma mão, embora pesasse quase setenta quilos, então aqueles músculos provavelmente não eram apenas para exibição.

Subaru concluiu que se as coisas ficassem violentas, provavelmente nem seria uma luta.

Por outro lado, Rom não parecia muito incomodado com suas impressões sobre ele.

— Não tem jeito. Você não pode fazer nada sem mim? Sério, isso é triste. Quer outro copo de leite? Também tenho alguns doces, se quiser.

Parecia que ele era um velho senil apaixonado por sua neta.

Rom parecia estar de bom humor enquanto enchia o copo de Felt. Enquanto Subaru a observava, ele suspirou, exasperado:

— Mas… O fato de você já ter chamado eles aqui deve significar que você já planejava uma batalha pelo preço, mesmo se eu não estivesse aqui, não é?

— Isso mesmo. Você tem ideia de como foi difícil conseguir isso? E se eu tentasse enfrentá-los sozinho, e se tentassem evitar o pagamento? Isso não seria triste?

— Sua pequena… huh…

A julgar por sua estrutura pequena e esguia, ela definitivamente não estava errada.

Mas considerando seu espírito indomável e arrogância, ele sentiu que não era certo descrevê-la dessa forma.

Pensando bem, houve uma vez em que ela o deixou nas garras da morte enquanto roubava a insígnia.

Que parte dela é frágil, pensou quando essa memória começou a irritá-lo.

— Espera aí, você não lembra de mim?

— …? Nós nos conhecemos em algum lugar? Sou uma garota ocupada, então não me lembro de pessoas que não tenham deixado impressões fortes. Para começar, você parece super simples. Só a cor do seu cabelo e as roupas se destacam — gargalhou ela.

Ela não parecia estar mentindo e até desprezou a aparência dele, o que deixou Subaru atordoado.

Talvez o conceito de empatia tivesse morrido por completo neste mundo, considerando que ela casualmente se esqueceu que viu um assassinato em andamento.

Mas, por outro lado, Satella o salvou quando ela tinha tudo a perder, e Rom o deixou ficar mesmo depois de ter vomitado por todo o lugar, então ele simplesmente não sabia.

Parecia que havia todo tipo de gente, mesmo em outro mundo. Não seria bom olhar apenas para os negativos.

— Bem, por enquanto vamos deixar sua memória fraca de lado. Quando é que esta pessoa deve vir?

— Essa é uma maneira muito irritante de abordar isso. Eu disse que provavelmente esperaria ao pôr do sol, então disseram que viriam aqui depois disso… O sol se pôs, então não deve demorar.

Ou seja, “Eles estão vindo, certo?”, esse tipo de conversa podia acionar uma bandeira.

O som de duas batidas na porta de repente encheu a casa de saque.

Os três se entreolharam e Rom perguntou a Felt:

— A senha?

— Ah, não contei. Provavelmente é pra mim, vejamos…

Felt se levantou como se estivesse pulando e se dirigiu para a entrada.

Enquanto observava Felt tratar o lugar como se pertencesse a ela, Subaru deu de ombros para Rom, como se perguntasse: “Isso está bem mesmo?”

— Bem, não é como se não nos conhecêssemos. Nos conhecemos há muito tempo… Não me importo de bancar o guarda-costas para ela.

Ele parecia estar de bom humor, como um vovô que fica feliz por ser confiável, enquanto escondia um porrete atrás das costas.

Seu comprimento era em torno do que se veria em espadas de kendo, e parecia que era feito de madeira. No entanto, ele tinha várias pontas afiadas e era óbvio, à primeira vista, que um único golpe poderia ser letal.

— É como um morcego pregado ou algo assim, parece que paus também são equipamento padrão neste mundo…

Receber 50 de ouro e um pedaço de pau também era o padrão no início de muitos RPGs.

Claro, era de se esperar, hein, pensou Subaru enquanto avaliava o equipamento de Rom de lado, momento em que Felt voltou com um sorriso estranhamente cordial.

— Era para mim mesmo. Aqui, quer se sentar?

Ela gesticulou para Subaru sair do caminho, sua hospitalidade sendo direcionada para quem estava atrás dela.

Subaru ficou um pouco surpreso ao examinar secretamente a pessoa, estava um pouco tenso enquanto se perguntava se era com ela que estaria negociando.

Porque a pessoa que Felt havia convidado era uma linda mulher.

Ela era bastante alta, quase da mesma altura que Subaru, e parecia ter vinte e poucos anos.

Seus olhos se inclinaram para baixo, em direção às beiras, e ela tinha uma atmosfera calma sobre si. Sua pele estranhamente pálida claramente se destacava, mesmo naquele interior sombrio.

Ela estava vestindo uma capa preta, mas tinha deixado a frente aberta para que se pudesse ver facilmente sua roupa preta justa por baixo. Esbelta como era, tinha curvas em todos os lugares certos.

E assim como Subaru, tinha cabelo preto que parecia ser incomum neste mundo. Seu cabelo comprido que descia até a cintura estava amarrado, como se estivesse trançado, e ela estava brincando com a ponta dele.

Sua aura era bastante fascinante.

Como Subaru tinha muito pouca experiência com o sexo oposto, não estava acostumado a lidar com alguém como ela e seu coração começou a bater forte.

Mentalmente sobrecarregado, ele acabou cedendo seu lugar a Felt.

Felt sentou-se na cadeira agora vazia, com Rom com o taco à sua esquerda e Subaru, que não conseguia esconder o nervosismo, à sua direita.

Isso era meio estranho, mas a mulher não parecia particularmente incomodada, apenas inclinando levemente a cabeça.

— Parece-me que temos alguns forasteiros aqui.

— Seria um problema se você tentasse fugir do pagamento, chame de sabedoria dos mais fracos. Ei, Subaru, algumas bebidas.

Felt deu ordens a ele com um aceno de mão, e Subaru não conseguiu se opor enquanto obedecia.

Ele pegou alguns copos relativamente limpos, encheu-os com leite e os colocou diante das duas.

A mulher sussurrou um agradecimento a Subaru enquanto ele fazia isso, e então olhou para ele como se o estivesse avaliando.

— Entendo por que o velho está aqui, mas e este jovem?

Ela provavelmente percebeu pelo comportamento dele que ele não estava acostumado a estar ali.

A mulher estava genuinamente em dúvida, e Felt respondeu com um sorriso malicioso, como se fosse começar a trabalhar.

— Esse cara é seu rival, outra pessoa com quem tenho negociado.

E assim como ela declarou, sua arrancada de preços havia começado.

 


Tradução: Taipan

Revisão: LMDS – Equipe Pleiades

QC: ZhX & Milady

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