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Re: Zero – Começando a Vida em Outro Mundo – Arco 01 – Cap. 03 – Primeiro Encontro com Magia

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Capítulo 03 – Pleiades

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‘O tempo em si parou’, uma frase reservada para momentos assim. Na entrada do beco, estava uma única garota.

Ela era uma linda garota.

Tinha amarrado seus longos cabelos prateados que batiam em seu quadril e seu olhar penetrante estava repleto de inteligência. Suas características eram amenas e exalavam um ar tanto sedutor quanto jovem, ao mesmo tempo de uma sensação de nobreza que era perigosamente charmosa.

Ela possuía cerca de 1,60 metros de altura, suas vestimentas azul-royal não eram particularmente chamativas e, mesmo assim, aquela simplicidade enfatizava ainda mais a sua. A característica mais notável nela era o emblema em seu agasalho, um pássaro que lembrava um falcão, e mesmo a magnificência daquele símbolo não era nada mais do que um complemento à sua sublime beleza.

— Não vou deixar vocês fazerem o que quiserem. Parem já!

Ela falou de novo. Sua voz era tão excitante que poderia mandar tremores através do corpo de qualquer um.

Sua voz era como um sino de prata, prazeroso aos ouvidos, e seu discurso carregava tanto poder que poderia fazer o coração alheio disparar.

Subaru ficou abalado a um nível em que esquecera completamente a situação horrível que se encontrava. Ele só conseguia pensar nela.

Para os bandidos não era diferente. Ao encarar a hostilidade dela, a energia anterior deles desapareceu. Até mesmo o homem segurando a faca ficou pálido enquanto recuavam para dentro do beco.

— Calma, calma, calma! Por favor, espera um pouco! Nós não estávamos falando sério, vamos deixá-lo ir. Então, por favor, perdoe-nos.

— É bom ver que vocês são tão benevolentes. Não é tarde demais, então devolvam logo o que roubaram.

— Foi nossa culpa… Eh? O que roubamos?

— Por favor. É realmente importante. Eu deixaria passar se fosse qualquer outra coisa, mas não aquilo. Se me devolverem, pouparei suas vidas.

Ainda que as primeiras palavras dela fossem somente de súplica pelo que foi roubado, as últimas estavam claramente carregadas de raiva.

Seu olhar era afiado e a mão que estendeu na direção deles como se estivesse tentando alcançar algo em sua frente estava vazia. Porém, havia algo, difícil de se colocar em palavras, juntando-se na palma de sua mão. Algo que todos podiam sentir.

— E-Espera…! Hm, talvez tenha algum tipo de engano aqui.

— O quê…?

Apontaram para Subaru, que ainda estava abaixo de suas botas.

— Uhh, você não está aqui para salvar esse cara, está?

— Que roupas estranhas que ele está usando… Existe algum tipo de conflito entre vocês? Não posso dizer que aprovo vocês se juntando para bater nele desse jeito, mas caso estejam perguntando se eu possuo qualquer tipo de conexão com esse sujeito, então a resposta é não.

Provavelmente achando que estavam tentando distraí-la, o tom dela era de irritação. Aparentando estar apressados por aquela reação, os homens falaram afobadamente:

— Woa… C-Calma aí! Se não quer esse cara, não é conosco que você tem que brigar! Sobre seja lá o que foi roubado, provavelmente foi culpa daquela garota de antes!

— A-Ah, isso mesmo! A garota de antes, a que correu até o muro e subiu para o teto!

— Sim, por ali! Ela provavelmente já está a umas três quadras de distância!

Enquanto eles davam suas explicações na velocidade da luz, os olhos de Subaru se encontraram com os dela. Os olhos da garota pareciam perguntar se estavam falando a verdade e Subaru acenou com a cabeça positivamente, incapaz de mentir. Ao ver isso, a garota relutantemente acenou de volta em compreensão.

— Parece que vocês não estavam mentindo. Então ela foi para aquele lado…? Terei que apertar o passo.

Ela deu as costas para eles, preparada para ir embora.

Os homens estavam nitidamente aliviados e Subaru amaldiçoou sua própria burrice por ter sido tomado por aquela atmosfera assustadora e acabado completamente com a sua única chance de fuga. Porém…

— Seja como for, não posso fazer vista grossa para o que está acontecendo aqui.

Ela mais uma vez se virou com a palma da mão apontada para eles; e apontou a “pedra” em sua mão para os tolos homens enquanto atirava.

Sua velocidade seria perfeita para a liga de basebol e sua trajetória seria ideal para uma Beanball1Beanball é quando o arremessador lança a bola propositalmente na cabeça do adversário..

O som de uma bola padrão acertando o corpo humano soou três vezes e os três homens foram derrubados enquanto gritavam de dor.

Tendo feito dano direto nos homens, um som estridente ecoou ao mesmo tempo em que pedaços de gelo caíram em Subaru. Pedaços de gelo do tamanho de uma mão – a existência deles refutava qualquer lógica racional e até a física propriamente dita, além de se dispersarem logo depois, como se fossem consumidos pela atmosfera, uma vez que tivessem cumprido o seu propósito.

— Magia…

A palavra mais adequada para descrever aquele fenômeno imediatamente saiu pela sua boca. Ele não ouviu seu encantamento ou algo do tipo, mas aquele gelo todo definitivamente foi formado e disparado da palma da mão da garota.

Na verdade, ver aquilo acontecendo na frente dele o fez perceber algo.

— Isso não é tão fascinante quanto eu pensei que seria… é realmente desapontador.

Ele imaginava que teria luz por todo o lado ou energia fluindo de forma selvagem, mas, na realidade, eram só algumas pedrinhas de gelo aparecendo e desaparecendo num piscar de olhos. Não teve nem ao menos um sinal na atmosfera que fosse.

— Você… realmente chegou com tudo, huh.

Deixando de lado as impressões de Subaru, os homens que foram acertados por aquele ataque realmente broxante tiveram danos sérios. Dois deles mal conseguiam se manter de pé à medida que recuavam, enquanto o terceiro devia ter sido atingido em um lugar pouco agradável, já que desmaiou. A não ser pelo sangramento, os dois que ainda estavam de pé pareciam prontos para lutar. Até mesmo o cara atrás do portador da faca estava segurando um objeto que se assemelhava a uma Nata2Nata é um tipo de arma, semelhante a um facão. rústica, preparado para a batalha.

— Tô pouco me fodendo se você é uma maga ou sei lá o que. Nós dois vamos nos juntar e te matar… Acha que pode ganhar da gente?

O homem com a faca gritou com raiva enquanto pressionava o seu nariz quebrado com a outra mão. Porém, a garota não mostrava quaisquer sinais de hesitação.

— Suponho que dois contra um seja um tanto injusto.

— Então dois contra dois deve ser o suficiente, certo?

E, pelo beco, ecoou mais uma voz andrógina e estridente falando pela garota.

Subaru começou a olhar em volta, surpreso, e os homens compartilharam da mesma reação. Não conseguiam achar quem pudesse ter dito aquelas palavras, nem na entrada e nem no beco, com certeza.

Os três estavam confusos e perplexos e, como se a intenção de se exibir, a garota estendeu sua mão com a palma para virada para cima e “aquilo” flutuou sobre as pontas de seus dedos esbranquiçados.

— É meio embaraçoso ser encarado dessa forma.

Aquilo falou enquanto limpava seu rosto. “Aquilo” era um tipo de gato pequeno o suficiente para caber na palma da mão, mesmo ao ficar de pé. Sua pelagem era cinza e suas orelhas flexíveis. Para Subaru, aquela criatura parecia muito um Gato de Pelo Curto Americano. Quer dizer, se deixasse de lado seu nariz rosa e o comprimento de sua cauda. A imagem daquele bizarro “gato” fez com que o homem da faca tremesse e gritasse.

— Uma usuária de espíritos!

— Correto. Se você desistir agora mesmo, não irei te perseguir. Pense rápido, não tenho mais tempo sobrando.

Os homens estalaram suas línguas ao ouvir as palavras dela e começaram a carregar o amigo caído para fora do beco. Enquanto passavam por Subaru e aproximavam-se da saída, encararam a garota e…

— Espera só, sua pirralha de merda. É melhor tomar cuidado da próxima vez que você decidir mostrar sua cara por aqui.

— Se encostarem um dedo nela, serão atormentados até o fim dos tempos. Bem, vocês vão para o pós-vida bem antes disso.

Eles desesperadamente tentaram fazer ameaças, mas a resposta foi em tom desdenhoso, e a fala foi bem severa.

O gato na palma da mão dela se comportou um pouco frivolamente, mas os rostos deles ficaram mais pálidos do que nunca enquanto silenciosamente saíam do beco.

Agora que tinham partido, sobrou somente Subaru.

— Não se mova.

Esquecendo da dor circulando através de seu corpo, Subaru tentou levantar para agradecê-la, mas ela o parou no meio do percurso. A voz fria como gelo era privada de quaisquer sentimentos. Os olhos dela estavam repletos de precauções e cuidados. Mesmo tendo entendido que Subaru não estava com aqueles homens, ela claramente não considerava ele uma boa pessoa.

Independente disso, ele foi fisgado pela beleza de seus olhos ametistas. Ele não estava acostumado a lidar com mulheres bonitas, então esse fato fez com que ficasse corado e desviasse seu olhar. Ao ver aquela reação, a garota sorriu, confiante, enquanto continuava a encará-lo com cuidado.

— Sentindo-se culpado, sua consciência fez com que você desviasse seus olhos. Parece que meu julgamento estava certo.

— Sei… não sinto malícia alguma vindo dele. Aquilo provavelmente foi só uma reação masculina instintiva.

— Fique quieto, Puck. Você… você provavelmente sabe quem roubou minha insígnia, certo?

A garota silenciou o gato enquanto lançava uma pergunta para Subaru. Ela parecia um pouco orgulhosa de si mesma, mas…

— Sinto muito por desapontar, mas não faço ideia.

— Sério mesmo?!

Sua fachada de orgulho sumiu, fazendo com que sua expressão usual surgisse por um momento. Sua atitude impositiva também se esvaiu enquanto ela virava em pânico para o gato em sua mão.

— E-E agora? Desperdiçamos nosso tempo…?

— Você está desperdiçando tempo enquanto falamos, deveria se apressar. O culpado definitivamente tem a proteção divina do vento, considerando o quão rápido corre.

— Por que está tratando isso como se fosse o problema de outra pessoa?

— Foi você quem me disse para ficar fora disso. Inclusive, o que vai fazer a respeito desse cara?

Subaru sorriu amargamente enquanto mais uma vez se tornava o tópico da conversa. A reação da garota era como se só tivesse acabado de perceber que ele ainda estava ali. Subaru pôs uma cara brava em seu rosto e se levantou.

— Vocês já fizeram o bastante. Estão com pressa, né? É melhor irem logo.

Posso ajudar se quiserem, que tal?

Ele tinha planejado dizer isso enquanto passava seus dedos entre seus cabelos e seu dente brilhava, porém…

— Huh?

— Ah, é melhor você não tentar se le… Tarde demais.

A cabeça dele parecia pesada e seu corpo estava ocioso. Ele tentou apoiar-se contra uma parede, mas sua mão só alcançou o ar. No final, teve um lindo encontro com o chão em que há pouco havia caído. O garoto despencou completamente, sem defesas em cima de seu próprio nariz, e a dor aguda fez com que sua consciência se esvaísse.

— Bem, e agora?

— Bem, não é como se o conhecêssemos. Ele não vai morrer, então vamos deixá-lo aí.

À medida que sua consciência desvanecia, ele só conseguia compreender trechos da conversa. Esse com certeza era um mundo paralelo de fantasia, cruel até no quesito gentileza.

Ele seria abandonado num beco qualquer, um ponto negativo. Bem, estava prestes a morrer, então estar vivo ao menos era uma benção por si só, um ponto positivo.

Esses pensamentos divididos flutuavam por sua mente enquanto sua consciência lentamente…

— Sério?

— Seríssimo!

À beira de perder totalmente a consciência, conseguiu visualizar a garota se virando com o rosto vermelho.

— Eu definitivamente… definitivamente não vou ficar por aqui para ajudar.

Tão fofa mesmo, zangada. Um verdadeiro mundo paralelo de fantasia.

Aqueles foram seus últimos pensamentos antes de desmaiar.

 

 


 

Tradução: Equipe Pleiades

 

Revisão: Equipe Pleiades & Sonny Nascimento (Gifara)

QC: Milady

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