FOI DECIDIDO que Rudeus e os outros passariam a noite no Santuário da Espada. Receberam um quarto no salão de treinamento principal para dormir, enquanto apenas Eris foi convidada para a casa de Nina. Ela pretendia ficar no salão de treinamento com Rudeus, mas Nina insistiu.
A casa de Nina significava a casa de Gino Britz. Quando Eris disse a Rudeus que ia passar a noite sozinha, ele ficou preocupado e tentou delicadamente dissuadi-la. Ele viu como os Santos da Espada haviam agido; Eris matara Gall, e eles estavam sedentos por sangue. A atmosfera havia afetado Rudeus. Eris, por outro lado, lembrava-se de que o Santuário da Espada sempre foi assim. Os lutadores de espada queriam ser vistos como fortes mais do que queriam ser fortes. Não havia ninguém com coragem suficiente para atacar um oponente de posto mais alto fora do salão de treinamento. Apenas Eris poderia ter tentado, e apenas quando era muito mais jovem.
Ela deixou Rudeus e os outros no salão de treinamento e foi sozinha para a casa dos Britz. Eles moravam a uma curta distância do salão em uma pequena casa que não parecia o que se imaginaria para um Deus da Espada.
— Aqui estamos. Entre. É quando Gino faz seu treinamento, então ele ainda não está em casa.
— Certo, hum, obrigada. — Eris entrou nervosamente. Pensando bem, esta poderia ter sido a primeira vez que ela foi à casa de um amigo. Ela via Isolde, que morava na capital de Asura, toda vez que visitavam o Reino, mas Eris nunca visitou sua casa. Ela esteve no salão de treinamento anexo à casa de Isolde, mas isso não era bem a mesma coisa.
— Olááá!
Enquanto Eris lutava contra seus nervos, uma voz alegre a saudou. Houve uma série de pequenos passos quando duas crianças saíram correndo dos fundos da casa.
— Bem-vinda de volta, mamãe!
— Oi, mamãe!
Um era um menino, cheio de energia, com uma espada de treino na mão direita e um grande sorriso no rosto. A outra era uma menina. Ela ainda era praticamente um bebê e veio correndo atrás do menino com passos vacilantes. Os dois correram para a porta da frente, apenas para parar abruptamente, boquiabertos ao ver Eris.
— Este é meu filho, Nell, e minha filha, Jill. Crianças, esta é Eris. Ela é uma amiga minha.
— Hum, prazer em conhecê-los. — Quando Nina a apresentou como sua amiga, Eris franziu a testa um pouco, mas abaixou a cabeça.
Quando Nell ouviu o nome dela, seus olhos se arregalaram.
— Você tem cabelo vermelho! Você é a Rei da Espada Berserker Eris?!
— Cabelo vemelho! — balbuciou Jill. Ela parecia não entender e estava apenas ecoando seu irmão, embora parecesse que algo havia despertado seu interesse. Ela se aproximou de Eris, com os olhos brilhando. Talvez o cabelo vermelho fosse raro no Santuário. A pequena mão de Jill se estendeu para seu cabelo ondulado, mas antes que chegasse lá, Nina a pegou nos braços.
— Pare com isso. — Ela repreendeu.
— Vemelho biante! — Jill choramingou, chutando as pernas para cima e para baixo.
Nell, vendo isso, disse rapidamente:
— Não, Jill! Essa é a Rei da Espada Berserker! Se você a tocar, ela vai te devorar!
— Morde? — Jill olhou com medo para Eris. Ao ver isso, Eris soltou uma pequena risada. A maneira como eles agiam a lembrava de Arus e Sieg alguns anos antes.
— Eu não vou te comer — disse Eris.
— Você só está dizendo isso para fazê-los baixar a guarda antes de devorá-los. — Nina estreitou os olhos, desconfiada de Eris. Eris fez uma careta para ela, e nesse ponto um sorriso se abriu no rosto de Nina.
— Estou só brincando — disse ela, estendendo Jill. — Quer segurá-la?
— Claro. — Eris pegou Jill. A princípio, a menina parecia assustada, mas rapidamente se animou, talvez sentindo que Eris estava muito mais acostumada a segurar bebês do que sua própria mãe.
— Vemelho! Lindo! — exclamou ela alegremente, pegando um punhado do cabelo de Eris e enfiando na boca.
— Oh, não, Jill! Não coma isso!
— Ah… — Quando Nina a repreendeu, Jill imediatamente tirou o cabelo da boca. Vermelho ou não, ainda era cabelo, então não devia ter um gosto bom. Agora, o cabelo de Eris estava todo pegajoso.
— Acho que fui eu quem foi comida — disse Eris, sorrindo. Ela deu um tapinha na cabeça de Jill.
Um olhar de surpresa surgiu nos olhos de Nina. Esta é a mesma Eris? Ela viu isso uma vez antes no Reino de Asura. Eris era mãe agora, assim como ela; sabia como lidar com crianças.
— Isso não teve um gosto bom, não é? Então não é para comer. Ok? — disse Eris a Jill.
— Kay.
Ela colocou Jill no chão, e a menina saltou para dentro de casa.
— Sou Nell Britz! — Adiantando-se para tomar seu lugar, veio Nell. Ele se ajoelhou e fez uma reverência. — Você é a verdadeira Rei da Espada Berserker, hein? É uma honra conhecê-la!
— Sou, hum, Eris Greyrat. Você não precisa se curvar.
— Oh, não…! Hum! É, hum…! Eu sempre… — Nell olhou para Eris, com os olhos brilhando e o rosto cheio de excitação enquanto tentava articular suas palavras.
— Nell, já chega — interrompeu Nina. — Por quanto tempo você vai manter a Eris parada na entrada? Pelo menos espere até depois do jantar. — Ela colocou a mão na cabeça dele e bagunçou seu cabelo um pouco mais forte do que o normal.
— Tá booom. — Nell baixou os olhos, parecendo desapontado. Ele queria ouvir mais, fazer seu treino de espada com ela se pudesse… mas sua mãe definitivamente diria não. Ela sempre dizia não. Não importava que lutador de espada famoso viesse ao Santuário da Espada, ela nunca apresentava Nell a eles.
Deixando o desapontado Nell para trás, Eris se deixou ser conduzida para dentro da casa.
— Todo mundo mudou, hein? — Depois do jantar, Eris relaxou na sala de estar enquanto conversava com Nina. Gino não estava lá. Depois que comeram, ele levou as crianças para um quarto diferente. Pelo som das risadas das crianças, Eris presumiu que estava brincando com elas.
— Nunca esperei que as coisas acabassem assim.
De Nina, Eris e Gino, Gino sempre esteve um passo atrás. Era ele quem sempre parecia mal-humorado enquanto brandia sua espada e não conseguia responder às perguntas do Deus da Espada. Aquele mesmo Gino se casou com Nina e derrubou Eris com um único golpe. Eris não conseguia esconder sua surpresa. Ela ouviu falar sobre isso de Gall, mas vendo-o com seus próprios olhos, era realmente como se ele fosse uma pessoa diferente.
— Nina, lá no salão de treinamento, você nem pegou sua espada.
O mesmo valia para Nina. Depois de se esforçar tanto para se tornar forte, ela apenas observou Eris. Não apenas isso, ela deixou Gino fazer o que quisesse. Eris não conseguia imaginar a antiga Nina fazendo isso.
— Nosso próximo já está a caminho — disse Nina, acariciando a barriga. Era difícil de dizer, mas se você olhasse de perto, uma leve protuberância era visível ali. Com pesar, ela acrescentou: — Gino me disse para pegar o título de Imperadora da Espada, mas acho que provavelmente vou me aposentar.
— E isso é o suficiente para você? — perguntou Eris antes que pudesse se conter.
Nina olhou para baixo, mas havia um olhar de satisfação em seu rosto.
— Sim… estou feliz. Claro, eu gostaria de ter continuado com a espada um pouco mais, mas não sei. Curiosamente, não tenho muitos arrependimentos. Acho que talvez eu tenha deixado de ser uma espadachim quando perdi para Gino.
— Você perdeu?
— Sim, antes de desafiar o Deus da Espada, ele me disse: “Se eu vencer, seja minha.” Lutei com ele sem me conter, e perdi.
— Essa é uma bela maneira de propor.
— Não é? — Nina riu suavemente, pensando naquele dia. Até então, ela queria ser a lutadora de espada mais forte do mundo – a própria Deusa da Espada. Esse desejo desapareceu em um instante. Gino era simplesmente forte demais. Ele a neutralizou com um único golpe, uma pura zombaria de seus esforços, assim como fez com Eris hoje.
Se não fosse Gino, se não fosse seu amigo de infância a quem ela fez segui-la quando eram pequenos, talvez ela se sentisse diferente. Ela poderia ter se jogado em seu treinamento de espada com lágrimas escorrendo por suas bochechas e determinação renovada, assim como fez depois de perder para Eris.
Em vez disso, foi Gino. Ele se tornou forte apenas para se casar com ela. Ele a venceu, e depois enfrentou o Deus da Espada Gall Falion e venceu. Quando ele retornou com o título de Deus da Espada, agarrou Nina e a beijou com força, e depois a empurrou para o chão ali mesmo. Naquele dia, Nina se tornou de Gino tanto em mente quanto em corpo. Ela sabia que era impossível se tornar Deus da Espada sem um esforço extraordinário.
Nem trabalho duro nem talento sozinhos eram suficientes. Mesmo ambos poderiam não ser suficientes. Até então, Gino deixou Nina liderá-lo, esforçando-se tanto quanto ela. Sobre essa base, ele foi ainda mais longe do que ela, esforçando-se o suficiente para cuspir sangue.
Ele conseguiu. Atingiu o posto de Deus da Espada, alcançando um lugar que pouquíssimos conseguiram. Nina achou que ele deveria ter uma recompensa à altura – nas palavras de Gall Falion, fazer o que quisesse, então ela não disse nada. Ela tinha seus próprios pensamentos sobre isso e coisas que gostaria de ter dito, e Gino provavelmente teria ouvido. Mas ela foi tomada pelo medo de que, se o fizesse, ele de repente se tornaria fraco. Nina não podia atrapalhar a pessoa que passou a admirar. Assim, ela decidiu abandonar sua espada e se jogar em seu próximo desafio: ser mãe.
— E você, Eris? Está feliz agora?
— Sim, estou.
— Mesmo sendo uma de três esposas?
— Sim. É normal. Meu pai só se casou com minha mãe, mas meu avô teve muitas. O pai de Rudeus também teve duas esposas.
— Quer dizer, não sigo a fé de Millis, mas eu simplesmente… não consigo me imaginar sendo uma de muitas — disse Nina.
Eris tinha sua cota de frustrações, claro. Ela se perguntava, às vezes, como seria ser a única esposa de Rudeus. Ela seria feliz, claro. Apenas os dois o dia todo, sem ninguém para se meter entre eles. A questão, no entanto, era que seria apenas ela e Rudeus. Como seria isso em comparação com a casa dos Greyrat que eles tinham agora? Se não houvesse Sylphie e Roxy, isso significava que não haveria Lucie, Lara, Sieg ou Lily. Ela ainda teria Arus e Chris, e em vez das outras crianças, poderia ter tido mais filhos. Mas ela não conseguia imaginar crianças melhores do que as que eles tinham agora.
Comparando o que poderia ser com o que ela tinha, não haveria ninguém para lhe entregar uma toalha quando ela chegasse encharcada de suor depois de um dia de treinamento; ninguém para dizer “Leve-a para o banho com você” enquanto uma Lara coberta de lama era empurrada em seus braços; e ninguém que deixaria uma muda de roupa e peças íntimas para ela quando saísse depois de dar banho nas crianças.
Eles se davam o espaço certo, não se apegando tanto a ponto de se tornar irritante, mas não hesitando em compartilhar pequenas tarefas. Eris não conseguia imaginar como seria sua vida sem Sylphie e Roxy – e a vida era boa. Ver seus filhos crescerem parecia divertido e gratificante. Em breve, ela começaria um treinamento de espada mais sério com eles. Lucie estava mais focada em magia do que em espadas, e Lara ainda estava um pouco avoada, mas Arus e Sieg pareciam entusiasmados. A propósito, Sieg já estava aprendendo o Estilo Deus do Norte. Pensar em como ela os ensinaria e como eles cresceriam a enchia de felicidade.
— Você também mudou, Eris — disse Nina.
— Mudei, hein?
— Antigamente, você teria chutado uma criança para fora de casa.
— Com licença! Eu nunca chutaria uma criança.
— Você era como uma criança naquela época. Agora, está cuidando delas.
— Tive dois.
— E um terceiro?
— Não, já tive o suficiente.
— Já teve o suficiente da parte divertida? — perguntou Nina.
As bochechas de Eris ficaram escarlates.
— N-não, essa parte eu quero mais — ela respondeu honestamente. Era sentir-se muito grávida e incapaz de se mover livremente que ela simplesmente não conseguia gostar.
— Sabe, você é muito mais fácil de conversar agora — disse Nina. — Gosto mais de você também. Você era um pouco irritante.
— Aposto que era.
A antiga Nina era toda arestas. Ela se achava a melhor e podia tratar todos abaixo dela como quisesse. Ser humilhada por Eris a trouxe um pouco para a realidade, mas casar-se com Gino fez uma diferença maior.
Eris de repente se lembrou de outra pessoa.
— Ah sim, você ouviu? A Isolde se casou também.
Isolde Cluel, a mestra da escola do Deus da Água que agora atendia pelo nome de Deusa da Água Reida.
— Sim, recebi uma carta sobre o casamento, mas estava grávida, então não pude ir.
— E o bebê dela?
— É a primeira vez que ouço falar disso. Menina ou menino?
— Uma menina. Ela não pode ter muitos filhos como Deusa da Água, então ficou desapontada por não ter produzido um herdeiro.
— Isso é duro. O marido dela não é um Imperador do Norte? Ele não ficou com raiva ou desapontado por ela ter tido uma menina?
— Dohga nunca diria algo assim. Ele é um cara legal. — Enquanto falava, Eris vasculhou suas memórias.
Quem mais se manifestou contra o casamento de Isolde e Dohga foi Rudeus. Dohga salvara Rudeus no Reino de Biheiril, então ele devia a vida a Dohga e realmente confiava nele. Dohga era inocente, honesto e parecia um alvo fácil. Quando Rudeus ouviu que ele ia se casar com uma mulher superficial como Isolde, se perguntou se ela estava atrás de dinheiro ou se ia traí-lo. Ele até secretamente fez uma verificação de antecedentes dela. Talvez ele tivesse esquecido que Isolde também o salvou.
De qualquer forma, não havia como ele ficar desapontado com a filha. Não o inocente Dohga, em quem Rudeus tanto confiava. Da última vez que Eris o viu, ele sorria de orelha a orelha com a filha, que era a cara da mãe, sentada em seus ombros. Isolde disse que ele até fazia a limpeza e a lavanderia e cuidava das crianças, tudo por iniciativa própria.
Mesmo Eris, que não fazia muito em casa como regra, não pôde deixar de dizer a Isolde: “Você não deveria ajudar um pouco também?”
Ela nunca esqueceria como Isolde desviou o olhar, envergonhada, e murmurou: “Mas ele é melhor nisso…”
— Espero que nossos filhos possam se inspirar mutuamente para crescer — disse Nina.
Eris assentiu em concordância.
— Eu também. Se quiser, poderia mandar os seus para estudar na Universidade de Magia também.
— Gosto da ideia, mas o Gino não permitiria. Ele sempre quer manter aqueles que ama perto dele.
— Nesse caso, eles nunca poderão deixar o Santuário da Espada.
— Se eles quiserem sair, tenho certeza de que não esperarão por sua permissão. — Nina riu um pouco. Ela não conseguia imaginar ter uma conversa como esta com a antiga Eris.
— Hm? — Eris, de repente sentindo alguém, se virou. Uma criança estava na entrada da sala de estar. Era Nell, segurando um livro na mão. Quando seus olhos encontraram os de Eris, ele avançou, parecendo determinado.
— Hum, senhora Rei da Espada Berserker? — Ele disse.
— Sim?
— V-você conhece essa pessoa, certo?! — Ele estendeu o livro para ela. Era A Aventura dos Superd, um livro que Eris conhecia muito bem. Norn o escrevera, Rudeus o transformara em um livro, e Zanoba e Aisha o venderam.
— Você quer dizer o Ruijerd? — Ela perguntou. — Ou a Norn?
— Norn…? Quer dizer que você conhece a escritora também?! Oh, certo, acho que vocês têm o mesmo sobrenome!
— A Norn é minha cunhada. A irmã mais nova do Rudeus.
— Certo, Atoleiro Rudeus! O número sete dos Sete Grandes Poderes! Também conhecido como o braço direito do Deus Dragão e Rudeus, o Rei Mago!
— Isso mesmo. Você sabe muita coisa.
— Perguntei à minha mãe sobre os Superd e sobre você, Eris! E ouvi sobre o Atoleiro e a Rei da Espada Berserker dos bardos! Queria te conhecer, mesmo que só uma vez! — Nell olhou para Eris, com os olhos brilhando. Para ele, ela era uma personagem das canções dos bardos, saída diretamente de uma lenda.
Ao contrário de seu pai, Nell estava ansioso para saber mais sobre o “Mundo Exterior”. Um dia, ele sonhava em se aventurar nele e se tornar alguém de quem os bardos cantassem.
— Você queria? Sinto-me honrada — disse Eris. Ela sentiu um sorriso se espalhando por seu rosto, mas se forçou a parecer séria antes de assentir gravemente, pensando que não poderia arruinar o sonho do menino. Em sua mente, ela imaginou a expressão serena de Roxy.
— O Rudeus e o Orsted também estão aqui — acrescentou ela. — Você deveria ir vê-los antes que partam. Ah, e o Deus do Norte Kalman III!
— Posso?! — A cabeça de Nell se ergueu para encarar Eris. O número sete e o número dois dos Sete Grandes Poderes, e Kalman da Épica do Norte, todos se erguiam tão altos, se não mais, do que seu pai monstruosamente forte em sua mente. Ele nunca imaginou que em um dia tão comum como este, seu sonho de conhecê-los se tornaria realidade.
— Hum… — Nell escondeu o livro atrás das costas e esfregou os joelhos nervosamente. — Você viajou por todo o mundo, certo, senhora Rei da Espada Berserker?
— Sim, do Continente Demoníaco ao Continente de Millis e às bordas do Continente Central. O Continente Divino também. Não estive no Continente de Begaritt, no entanto.
— Se não se importa, eu queria saber se… se você me contaria sobre suas aventuras…
— Minhas aventuras? Não as do Rudeus?
— Sim, quero ouvir sobre a Rei da Espada Berserker!
Enquanto Eris assentia, um sorriso se espalhou por seu rosto. Pensando bem, ela costumava adorar esses tipos de contos, sempre implorando a Ghislaine para lhe contar sobre suas aventuras. Ela nunca sonhou que seria ela a contar as histórias.
Hoje em dia, ela contava muitas histórias a Arus e Sieg sempre que eles pediam, mas isso parecia diferente. Desta vez, não lhe pediam como mãe, mas como heroína.
Não que Eris pensasse nisso dessa forma. Ela apenas se sentiu um pouco satisfeita.
— Vejamos, então… Que tal a história de quando fui teletransportada para o Continente Demoníaco? — Com isso, Eris começou alegremente seu conto.
Observando-a, Nina sentiu um sorriso se formar em sua boca. “Tão diferente”, ela murmurou.
Nina mudara, e Eris também. Elas não podiam mais afirmar que estavam se inspirando mutuamente para melhorar, mas sentia que, se alguma coisa, ela e Eris estavam mais próximas agora. Quando se conheceram, ela tinha certeza de que nunca se dariam bem. Mesmo quando Eris partiu do Santuário da Espada como uma Rei da Espada, Nina a respeitava, à sua maneira, mas o relacionamento delas era confuso demais para ser chamado de amizade. Isso era novo. Nina não tinha o mesmo nível de admiração por Eris, mas sentia algo que nunca sentiu naquela época. Fazia muito tempo que não via Isolde. Caso se encontrassem agora, talvez ela sentisse a mesma coisa. Foi uma experiência incomum para Nina, que mal tivera amigos de verdade.
— Eris? — Ela disse.
— Então, assim, Ruijerd cortou a cabeça do sequestrador de animais de estimação, e… o quê?
— Vamos levar nossos filhos para ver a Isolde juntas. — Eris piscou e depois assentiu.
— Combinado.
Depois de se tornar Deus da Espada, Gino mudou. Com um Deus da Espada como ele, o próprio Santuário da Espada começaria a parecer diferente em breve. Nada dura para sempre. Pelo que ela sabia, alguém poderia aparecer e derrotar Gino assim, sem mais nem menos. Isso fazia parte de ser um lutador de espada. Eram criaturas frágeis.
No entanto, Nina pensou que essa amizade duraria. Afinal, ela não era mais uma lutadora de espada.
Tradução: Gabriella
Revisão: Pride
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